quarta-feira, 16 de julho de 2014

Aproximadamente 1.2 milhão de servidores públicos fazem greve histórica na Europa

Lá como cá a luta contra a crise econômica que os capitalistas querem jogar nas costas dos trabalhadores levam milhões as ruas. As denúncias são quase as mesma que enfrentamos aqui: reforma da previdência, retirada de direitos, corte de verba para serviços públicos como educação e corte de salários. 
Atentem para o parágrafo 6º, a denúncia é a de "escolas de lata", em plena Europa. Isso nos mostra que o sistema capitalista não tem fronteiras e nem limites e quando entra em crise lança mão de todo seu arsenal. Quando só explorar riqueza e trabalhadores de países pobres não for suficiente para manter os lucros os capitalistas atacam trabalhadores de  países outrora bem sucedidos. Diante disso a construção de um outro modelo de sociedade é necessária, onde não haja uma pequena classe que enriquece com a exploração da classe que trabalha.

Nesta quinta-feira (10), cerca de 1.2 milhão de trabalhadores do serviço público, organizados por diversos sindicatos, realizaram uma paralisação de 24 horas contra a reforma previdenciária e cortes salariais. A adesão ao movimento atingiu a Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. A greve é a maior registrada em três anos sob o governo conservador de David Cameron que impõe medidas de retirada de direitos dos trabalhadores com pacotes de austeridade.

A mobilização coordenada foi organizada por diversas entidades como o Sindicato Nacional dos Docentes (NUT) e o Sindicato dos Bombeiros (FBU), os três maiores sindicatos de servidores públicos do Reino Unidos, Unison, Unite e GMB, o Sindicato de Servidores Públicos e Comerciais (PCS), e a Aliança dos Servidores Públicos do Norte da Irlanda (Nipsa), além de categorias ligadas ao transporte de Londres, como o metrô, com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, Marítimos e dos Transportes (RMT) e a Associação dos Funcionários Assalariados em Transporte (TSSA).

Em Liverpool, durante uma manifestação com cerca de 3 mil pessoas, foi votada e aprovada a moção que pede a Federação Sindical (TUC)  que organize em breve uma greve geral de dois dias.

Mark Rowe, representante do Sindicato dos Bombeiros, também esteve presente no ato de Liverpool, e agradeceu as mensagens de apoio dos companheiros do Brasil que via Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas  enviaram solidariedade.

Cathy Fitgerald-Taher, representante do NUT, também mencionou o apoio de nossa rede internacionalista e citou os países em solidariedade como Brasil, Colômbia, França, Espanha e Itália.

 O NUT, que conta com cerca de 300 mil trabalhadores, se manifestou contra a reforma previdenciária e teve o apoio de outras categorias por travar luta contra outros 10 ataques, incluindo campanha pela redução da carga horária e inspeção do trabalho, e contra a privatização e o sucateamento da educação pública, que tem cada vez menos profissionais qualificados e alunos que frequentam “escolas de lata” implantadas nos playgrounds dos colégios.

O investimento em educação tem sofrido cortes e o sexto grau do ensino chegou a perder 100 milhões de libras por ano na Inglaterra.

Outras greves foram organizadas pelos servidores públicos municipais que fazem parte dos sindicatos Unite, Unison (governo local e funcionários da educação) e GMB (com cerca de 150 mil membros). As categorias enfrentam os mesmos problemas com a austeridade do governo que oferece apenas 1% de aumento salarial.

O PCS, com cerca de 270 mil trabalhadores, engrossou a greve com os trabalhadores do funcionalismo público, com destaque para os ligados a setores responsáveis por emissão de passaportes e autoridades fiscais.

Este dia nacional de ações foi construído individualmente pelos diversos sindicatos, e a mobilização coordenada, apesar de apresentar diferentes pautas, traz consigo um tema em comum que é a luta contra a austeridade.

A ação deste dia 10 deve se consagrar como a maior greve geral desde a de 1926, que contou com a adesão de 1.7 milhão de trabalhadores durante a paralisação. Além disso, protestos, como o d Liverpool, foram realizados em cerca de 50 locais na Inglaterra e no País de Gales.

A CSP-Conlutas envia moção de apoio aos trabalhadores envolvidos nesta greve histórica contra os planos de austeridade. Se no Brasil, tendo como destaques os casos da luta dos trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza e dos Metroviários de São Paulo, recebemos apoio de diversas dessas entidades internacionais, agora retribuímos a solidariedade e fortalecemos esta rede internacionalista de lutas.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Grave denúncia. Vejam o que a mídia não mostrou no final da copa

A presidente Dilma e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos precisam se manifestar, urgentemente,  sobre essa gravíssima violação de direitos.
 

PRISÃO TEMPORÁRIA DE ATIVISTAS NO RJ: A CONSTITUIÇÃO É RASGADA E O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO, VIOLENTADO!
Celso Lungaretti (*)
A imprensa noticia a prisão de 19 cidadãos brasileiros não em função de contravenções ou crimes cometidos, mas apenas porque, supostamente, estariam pretendendo melar o encerramento do megaevento da Fifa. A aberrante lista inclui até uma advogada que não participa de atos públicos, apenas defende manifestantes.

Folha de S. Paulo apurou que "a série de prisões temporárias foi uma medida preventiva por causa de protestos marcados para a final da Copa, neste domingo, no Maracanã", conforme se depreende desta declaração do chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso.
"Temos informações de que essas pessoas planejavam provocar torcedores argentinos para gerar confronto"
Ou seja, como em ditaduras ou nas democracias autoritárias do tempo do Onça, inventaram-se pretextos para encarcerar quem nada havia feito realmente de errado, numa evidente afronta ao artigo 5, inciso XVI, da Constituição Federal, que garante o direito de manifestação:
"Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente".
Mais: as otoridade afirmam possuir "quadro probatório robusto", mas não o mostram aos advogados e à imprensa, alegando que o caso corre em segredo de Justiça. Por qual motivo? O que tornaria determinante o sigilo em algo tão ínfimo? Grande mesmo é o arbítrio, o abuso de poder, o sequestro de brasileiros por mero receio de que viessem a arrombar a festa dos poderosos.

Antonio Sanzi, pai da ativista conhecida como Sininho, desmonta a farsa:
"O mandado de prisão é temporário e por conta de um inquérito em uma delegacia de crimes de informática. (...) A prisão é absolutamente ilegal, ilegítima e desnecessária. Porque a justificativa da prisão é, em tese, para facilitar as investigações. Ora, ela nunca se recusou a prestar depoimento, portanto as prisões são somente para intimidar os que estão sendo presos.
...Os 19 presos aparecem, colocam armas, máscaras, fazem uma espécie de museu dos horrores e concomitantemente informam a prisão de supostos membros de traficantes de quadrilhas de São Paulo para dar a impressão de que tudo é a mesma coisa.
Interessa à mídia desse país, e não só à Globo, a criminalização de qualquer possibilidade de negação do estado de desigualdade e exceção em que nós vivemos... um estado judicial de exceção. As medidas que estão sendo adotadas em função da Copa são absolutamente criminosas".
Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, faz a mesma avaliação: as prisões temporárias "são um absurdo" e visam apenas à intimidação dos ativistas. 

A Anistia Internacional considerou o episódio "preocupante por parecer repetir um padrão de intimidação que já havia sido identificado pela organização antes do início do Mundial".

A ONG Justiça Global avalia que o propósito único é o de "neutralizar, reprimir e amedrontar aqueles e aquelas que têm feito da presença na rua uma das suas formas de expressão e luta por justiça social".

O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos não deixa por menos: qualificou, em nota, a decisão do poder Judiciário do RJ de "antidemocrática e arbitrária", pois "nítida é a intenção política de inibir protestos no último dia do evento".

Teremos recuado quatro décadas, voltando à era Médici? Para adquirirmos o direito de sediar a Copa, assumimos algum compromisso de obedecer ao padrão Fifa de direitos humanos? Foi para isto que tantos companheiros valorosos morreram na resistência à ditadura militar e os sobreviventes dela saímos mais mortos do que vivos?

Estou profundamente decepcionado. Deixo registrado meu mais veemente protesto contra este ignóbil retrocesso.

* jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

domingo, 13 de julho de 2014

Na Alemanha, trabalhadores metroviários e rodoviários iniciam greve por reajuste salarial

 A acachapante vitória da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 0 foi analisada como a vitória da competência construída, planejada etc sobre o improviso e a desorganização. Isso ajuda a reforçar uma imagem de um país em que todos vivem bem e sem problemas de nenhuma ordem, mas essa notícia abaixo vem nos mostrar que, para os trabalhadores da Alemanha as coisas não são bem assim.
Para a burguesia alemã tudo vai bem sim, obrigado, aliás, como em qualquer lugar do mundo, mas para os trabalhadores alemães tem que ter luta para que seus direitos sejam respeitados,  como aliás, também aqui ou em qualquer outro país do mundo. 
Hoje os alemães poderão ser os campeões mundiais do futebol, mas para milhares de trabalhadores daquele país a alegria de ser campeões se misturará com a luta por melhores condições e vida. Como seria aqui, se fôssemos campeões ou na Argentina se for ela a vencedora.

Os trabalhadores metroviários e motoristas de ônibus e trólebus iniciaram greve nesta manhã nas cidades de Munique, Augsburg e Nuremberg, na Alemanha.
 As categorias reivindicam 4% de aumento salarial e adição de 120 euros para salários inferiores durante um ano. A patronal oferece 3% e 90 euros respectivamente, a partir de junho de 2015.
 A greve dos rodoviários se deu após três rodadas de negociação sem êxito, e a empresa – Corporação de Transportes de Munique (MVG, sigla em alemão) – afirma não abrir mais diálogo com a categoria.
 Somente neste primeiro dia de paralisação, são 4500 motoristas de trólebus que cruzaram os braços.
 Amanhã, a partir das 5 horas da manhã, os metroviários reforçam a mobilização dos trabalhadores em transporte e iniciam greve, com a paralisação também dos bilheteiros e, consequentemente, com a liberação das catracas.

Trabalhadores da categoria seguram faixa: "Sem nós, não há transporte"
Em ato, trabalhadores da categoria seguram faixa: “Sem nós, não há transporte”
 O sindicato da categoria é o VER.DI (Sindicato de Prestação de Serviços Unificado), entidade que já manifestou apoio aos metroviários de São Paulo e engrossa a campanha pela readmissão dos 42 demitidos.

Confira abaixo a nota de apoio enviada pela entidade:
 “VER.DI ativo – solidário com as companheiras e companheiros lutadores do Brasil

Nós, do Grupo de Sindicato de Base VER.DI ATIVO (Empresa de Transporte de Berlim BVG) estamos firmemente do lado de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores lutadores do Brasil. Basta de declaração de ilegalidade de greve, de gás lacrimogêneo, de tiros, cassetetes e demissões contra os metroviários em greve de São Paulo! Exigimos o mais pleno atendimento das exigências e a readmissão de nossos companheiros demitidos!! Vossa luta é também a nossa luta. Juntos, em escala mundial, por boas condições de trabalho e de vida, podemos, unidos, ser invencíveis! Conclamamos a todos os sindicatos alemães a apoiar-vos financeiramente e com apoio político, declarações, manifestações e atos públicos! A solidariedade é a nossa força!
Fonte: site CSPConlutas

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Para onde vai quase todo o dinheiro que circula no mundo?

A resposta está no texto abaixo. Apesar da imensa crise financeira que abateu sobre o mundo, principalmente EUA e Europa, os bancos aumentaram seus lucros em mais de 20%.
Enquanto trabalhadores de Portugal, Espanha e Grécia, tem seus salários e aposentadorias diminuídos, seus direitos trabalhistas retirados e seus empregos caçados, destruindo  conquistas históricas que aqueles povos haviam alcançado,  os banqueiros ganham cada vez mais. E é exatamente para garantir esses lucros milionários que os trabalhadores são atacados. É do bolso, suor e sangue dos trabalhadores que sai os lucros dos banqueiros. 
E quem faz esse serviço sujo para garantir os lucros dos banqueiros? Os governos! Quase nada para saúde, educação, moradia, transporte, cultura. No Brasil mais de 40% do orçamento é dirigido para pagar os juros ( que só aumentam tornando a dívida infinita e impagável) da dívida pública.
Esse sistema não  nos serve. O capitalismo se sustenta promovendo uma inversão de valores que nos esmaga a cada dia. Precisamos lutar, fazer greves, manifestações  etc. para melhorar nossas vidas através de conquistas como aumento de salários e direitos , porém a luta maior deve ser a de derrubar esse sistema ganancioso e sem limites porque está muito claro (que o dia os trabalhadores europeus) que dentro dele as conquistas são limitadas e provisórias.
Lucro de bancos vai a quase US$ 1 trilhão no mundo
Valor supera pico anterior à crise financeira que ainda hoje causa danos; bancos brasileiros figuram na sétima posição


O lucro dos bancos cresceu quase 23% no mundo e alcançou US$ 920 bilhões em 2013, superando pela primeira vez o ápice anterior à crise financeira, de US$ 786 bilhões no ranking de 2007, de acordo com pesquisa publicada pela revista The Banker.

Os bancos no Brasil figuram na sétima posição do ranking dos maiores lucros do setor, com US$ 26,10 bilhões. Já os chineses foram, pelo segundo ano consecutivo, os mais lucrativos do mundo, com resultado de US$ 292 bilhões em 2013, o que equivale a um terço do total do setor no mundo. Com isso, o país ultrapassou os Estados Unidos, onde as instituições financeiras responderam por 20% do lucro global, com US$ 183,24 bilhões.

Em seguida aparecem Japão (US$ 64,13 bilhões), Canadá (US$ 39,25 bilhões), França (US$ 38,63 bilhões) e Austrália (US$ 38,62 bilhões). Reino Unido, Rússia e Índia estão logo atrás do Brasil no levantamento dos mil maiores bancos do mundo.

A pesquisa também concluiu que as instituições estão “mais fortes do que nunca”. O nível de capital em relação aos ativos fechou o ano passado em 5,86%. Considerando apenas os dez principais dos EUA, esse indicador atingiu 7,84%, mas na Europa as dez maiores instituições tinham essa relação em apenas 4,47%.

Responsáveis pela crise – A Comissão de Inquérito da Crise Financeira – montada pelo governo dos Estados Unidos para apurar as responsabilidades pela crise iniciada em 2007 naquele país, e que posteriormente contaminou o mundo –, concluiu que o processo era “evitável”. No entanto, o governo, os reguladores e o setor financeiro de Wall Street não analisaram os riscos e, em muitos casos, não agiram como deveriam.

A comissão culpa as “falhas generalizadas na regulação financeira”, à “falência dramática da gestão do risco” e ao “excessivo nível de empréstimos”.

A política de desregulação financeira promovida pelo antigo presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Alan Greenspan, também foi responsabilizada.

A comissão de inquérito concluiu ainda que os grandes bancos – como Citigroup e o Lehman Brothers –, bem como grandes seguradoras como a AIG e a Fannie Mae “agiram sem prudência, assumindo demasiado risco, com muito pouco capital”. A visão empresarial das instituições financeiras não levou em conta a gestão de risco, encorajando os funcionários a firmar acordos rentáveis no curto prazo, que lhes garantiriam bônus vultosos.
 

Escrito por: Sindicato dos Bancários de São Paulo com informações do Valor Econômico

Fonte: site Cut Nacional

terça-feira, 8 de julho de 2014

Atenção aposentados

A direção estadual do SindUte enviou a TODOS os filiados ao sindicato uma correspondência sobre devolução do imposto sindical que foi descontado do contracheque no mês de março desse ano. No entanto, essa devolução não é devida aos aposentados pois os mesmos são isentos desse desconto.
Para dirimir a dúvida se houve ou não o desconto basta consultar o contracheque de março/2014. Para todos os filiados, aposentados ou não, estará lá o desconto normal de filiado (1% do salário bruto), e nesse caso não há devolução pois trata-se de um desconto mensal autorizado pelo servidor no ato de filiação. Se, porém, houver esse desconto normal e mais um outro a título de "contribuição sindical" o filiado poderá solicitar devolução correspondente ao valor descontado, conforme orientação contida na correspondência. 
A devolução não será feita por intermédio da Subsede, no entanto, colocamo-nos à disposição da categoria para qualquer esclarecimento.