quarta-feira, 9 de abril de 2014

Governo enrola e não dá respostas. Nossa mobilização deve continuar

Na reunião de sexta feira o secretário de governo, Danilo de Castro, prometeu dar uma resposta nessa terça às reivindicações do SindUte sobre os servidores da lei 100. Porém o que se viu na audiência pública de ontem foi uma enrolação. 
A secretária de educação Ana Lúcia Gazzola sequer compareceu à audiência, num claro gesto de descompromisso com os servidores que ela, ao lado da APPMG, tanto disse defender e a pessoa que representou o governo apenas disse que a "advogacia geral do estado" está analisando a situação.
Essa é uma resposta absolutamente insuficiente para os milhares de servidores que vivem uma situação de insegurança desde a queda da lei. Como um governo que se coloca  nas propagandas milionárias, como o mais competente, moderno e avançado  do país, não tem ainda nenhuma resposta a esses milhares de servidores passados já mais de vinte dias da sentença do STF?
Não aceitaremos enrolação! Exigimos respostas imediatas.Na última assembleia em JF foi aprovada uma comissão de mobilização que se reunirá hoje para organizar ações no sentido de pressionar o governo.

 SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

terça-feira, 8 de abril de 2014

“Não me encoxa que eu não te furo”: MML distribui alfinetes em estação do metrô

Nosso blog esteve ocupado nos últimos dias com notícias específicas da nossa categoria mas não podemos nunca esquecer que estamos inseridos numa classe que é oprimida e explorada. Não dá pra esquecer também que nossa categoria é majoritariamente feminina e que as mulheres trabalhadoras, além de exploradas pelo trabalho ainda são oprimidas pelo machismo que aumenta a cada dia.
Nesse sentido achamos interessantíssimo essa ação do MML - Movimento Mulheres em Luta - que o SindUte JF ajuda a construir. Essa atitude do MML chamou a atenção da mídia, inclusive internacional, sobre o machismo em nosso país e denuncia os governos, por não garantirem transporte público de qualidade e seguro às trabalhadoras, e leva a uma reflexão sobre o tema. 
Uma das militantes do movimento afirmou: "queremos alfinetar também a consciência dos homens"

Chega, não aguentamos mais tanta violência diariamente!

O primeiro responsável por essa situação é o governo do Estado que não dá condições dignas de transporte para a população. Em segundo lugar, é necessária também, a educação e coação no próprio transporte público.


Ausentes todas essas medidas, em meio ao caos e situação de barbárie, nossa obrigação é assegurar o direito de autodefesa das mulheres.

alfinete

O Movimento Mulheres em Luta de São Paulo panfletou alfinetes nesta manhã na estação Capão Redondo do metrô. O objetivo foi  denunciar a violência e o assédio às mulheres nos transportes públicos e para exigir do Metrô e do governo do estado que façam uma campanha de conscientização e combate aos assédios!


Esse é apenas uma das várias iniciativas que estamos tendo e convidamos todas que quiserem, a virem construir conosco essa e outras intervenções e atividades.

Fonte: Movimento Mulheres em Luta

domingo, 6 de abril de 2014

Sind-UTE/MG se reúne com representantes do Governo, após mobilização intensa da categoria em Belo Horizonte

Reunião acontece mas governo ainda não deu nenhuma resposta. Temos que nos manter mobilizados. Na assembleia de 6ª feira foi aprovado a formação de uma comissão de mobilização que deverá organizar e realizar, junto com a direção da subsede, atos e manifestações em JF e região.
A categoria deve estar em alerta permanente. Enviaremos comunicado às escolas e por email das atividades que serão organizadas. 
Na caravana à BH demos um exemplo participando com 40 trabalhadores e precisamos manter essa disposição de luta até que o governador nos atenda.



Sind-UTE/MG se reúne com representantes do Governo, após mobilização intensa da categoria em Belo Horizonte
Resultado da mobilização da categoria na Assembleia Legislativa, na quinta-feira (03/04), o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, designou o secretário de Governo, Danilo de Castro e líder do Governo na ALMG, deputado estadual, Lafayette de Andrada, como interlocutores para receber, em reunião, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A reunião foi no Edifício Tiradentes, nesta sexta-feira (04/04), no 23º andar, e teve a participação da coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, da diretora estadual do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano e da assessoria jurídica da entidade. Contou, ainda, com a presença dos deputados estaduais, Adelmo Carneiro Leão e André Quintão (PT) e Liza Prado (PROS).

Na reunião, o Sind-UTE/MG relatou a insatisfação da categoria em relação ao tratamento dado à questão dos efetivados pelo Governo. Como não há diálogo, em cada região do Estado, as informações são diferentes causando muita insegurança aos servidores. O Sindicato apresentou todos os questionamentos que a entidade já levantou sobre a situação dos efetivados. Também questionou pontos relacionados ao concurso público com a necessidade de nomeação, a mudança da prática de nomeação para cargo fracionado entre outras questões;  suspensão das férias-prêmio negociada a partir da greve de 2010 e suspensa em 2014 e a promoção por escolaridade, uma vez que a carreira da categoria está congelada desde 2011 e muitos estão com a carreira parada desde 2003.

O Sindicato reiterou o pedido de reunião com o Governador. O secretário de Governo, Danilo de Castro, assumiu o compromisso de encaminhar esta demanda e dará retorno até a próxima terça-feira (08/04), visando o estabelecimento de um cronograma de reuniões para discutir e encaminhar a proposta que o Sind-UTE/MG apresentou.

Beatriz Cerqueira avalia como importante o Governo sinalizar com uma agenda específica para a educação, porque existem muitos problemas que precisam ser respondidos. Reforça que a desinformação por parte do governo, nos últimos anos, trouxe e continua gerando um grande desconforto aos servidores. Foi incisiva ao esclarecer que o Sind-UTE/MG, mesmo tendo clareza da fragilidade da Lei Complementar 100, em momento algum, ajuizou ação questionando a constitucionalidade dessa lei. Vale ressaltar, no entanto, que o Sindicato representa toda categoria: efetivos, efetivados e designados.



Acompanhe na íntegra, a entrevista de Beatriz Cerqueira à imprensa:


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Trabalhadores em Educação de Minas Gerais têm hoje agenda com o Governo

A Subsede de Juiz de Fora esteve presente na vigília em BH com uma caravana de 40 trabalhadores em educação   



Trabalhadores em Educação de Minas Gerais têm hoje agenda com o Governo
A reunião foi fruto da vigília dos educadores na porta da ALMG

A abertura de um processo sério de negociação com o Governo do Estado – este é o clamor que move hoje os servidores públicos estaduais. Cerca de dois mil trabalhadores em educação de diversas categorias lotaram a entrada principal do prédio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde dessa quinta-feira (03/04), para cobrar um posicionamento do governador e a abertura de negociação com a categoria.

Eles permaneceram mobilizados, em vigília, na frente do prédio da ALMG, até conseguirem uma posição do governo, abrindo negociações. A resposta só veio por volta das 22h30, quando foi confirmada reunião com o governo para esta sexta-feira (04/04), às 15 horas. A segurança da Casa fechou as portas de entrada e saída da ALMG e a categoria ficou dividida – parte na porta da Assembleia e o restante no hall principal. Os educadores protestaram.

O ato contou com a participação de integrantes dos movimentos estudantis - União Colegial do Estado de Minas (UCMG) e União dos Estudantes Secundaristas de Minas Gerais (UEE/MG), que levaram seus apoios ao movimento. “Os estudantes são os grandes afetados pela Lei 100, porque sem professores não tem educação”, defenderam os presidentes da UCMG, Francisco Faria e Paulo Sérgio de Oliveira, da UEE/MG, respectivamente.  

A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, afirmou que o governo Anastasia foi marcado pela ausência da negociação coletiva, pela judicialização e criminalização da luta sindical. ”O governo de Minas adotou essa estratégia, para tentar desarticular a organização sindical e diminuir a sua capacidade de luta e mobilização”, afirmou.

Outra constatação foi a de que a Secretaria de Estado da Educação (SEE), atuou diretamente na abertura de processos administrativos-disciplinares contra lideranças do movimento sindical, além da punição aos trabalhadores que participaram da greve de 2011, já que foram impedidos de assumirem funções de direção ou foram sumariamente demitidos.

“O legislativo estadual fechou as portas para os servidores. Nossa união fortalece o coletivo e vamos nos lembrar desses episódios nas eleições de 2014. Exigimos respeito e continuaremos na luta até sermos atendidos”, reforçou Beatriz Cerqueira.

Na avaliação de Beatriz Cerqueira, foi um dia marcante e de surpreendente mobilização da categoria, com paralisação das escolas de todas as regiões do Estado e o apoio dos estudantes, que garantiram, com muita luta, a marcação da reunião com o governo. A direção do Sindicato considera lamentável a agressão sofrida pela educadora Mirtes, dentro da Assembleia Legislativa. Foi registrada ocorrência e o fato será apurado.

Coletiva de Imprensa
Enquanto os trabalhadores em educação de Minas Gerais iam ocupando o hall de entrada da ALMG, dirigentes de diversos sindicatos do funcionalismo público, entre eles o Sind-UTE/MG, concediam coletiva, na Sala de Imprensa. Representantes da Educação, Saúde, Polícia Civil, Eletricitários, Auditores Fiscais, Professores das Universidades Estaduais (UEMG e UNIMONTES) fizeram um balanço da gestão Anastasia e denunciaram, além da falta de investimentos, a existência de equipamentos sucateados e os baixos salários de todo o funcionalismo público.

O ex-presidente do Sindifisco/MG, Lindolfo Fernandes, informou que a dívida do Estado passou, nos últimos oito anos, de R$34 para R$85 bilhões, além da redução de gastos com a área social. Disse ainda que o governo abriu mão de R$10 bilhões de renúncia fiscal e afirmou que Minas Gerais ocupa a 24ª posição no ranking nacional na aplicação de verba em saúde e na educação.

O coordenador do Sindieletro/MG, Jairo Nogueira, falou que no setor elétrico uma das maiores preocupações são as terceirizações. “Tememos o apagão técnico em função das demissões, já que os terceirizados, às vezes, não sabem operar as máquinas e equipamentos – não por desconhecimento, mas por falta de preparo e treinamento disponibilizados pela empresa. Este governo não vai deixar saudade.”

O presidente do Sindipol, Denilson Martins, também fez críticas à condução do setor de segurança na atual gestão. “Há oito anos, reivindicamos aumento do quadro efetivo e não temos sido atendidos. Fizemos 156 dias de greve e hoje foi aberto concurso para mil vagas. Neste período, os crimes no Estado aumentaram em torno de 600%.”

O presidente do Sindicato dos Professores da UEMG, Nelson Ribeiro, revelou uma situação preocupante. “Para nós, do ensino superior, após o julgamento do STF sobre a Lei 100, vivemos um quadro caótico, é preciso rever esta questão.” Ele informou será realizado um ato na segunda-feira (07/04), na Rua Paraíba, número 29, às 14h, para definir estratégias e buscar novos caminhos para a categoria. Afirmou ainda que semelhante situação vivem os servidores da UNIMONTES, onde mais da metade dos professores são efetivados e não há concurso público há 12 anos.

O diretor do SindSaúde, Renato Barros, denunciou a arbitrariedade deste governo. “Os concursos na Fundação Ezequiel Dias (Funed), Fundação Hemominas e Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) só aconteceram por força de decisão judicial”. Falou da falta de investimento no setor e exemplificou com o recente episódio de descaso - o alagamento nos setores de Tomografia e Raio X do Hospital João XXIII.   

Durante a coletiva de Imprensa, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, apresentou o Balanço do Governo Anastasia, sob o olhar dos trabalhadores em educação.
Fonte: site SindUte estadual


Coletiva na Sala de Imprensa (03/04/14)


Coletiva na Sala de Imprensa (03/04/14)


Beatriz Cerqueira durante entrevista na ALMG (03/04/14)


Educadores lotam as escadarias da ALMG (03/04/14)


Trabalhadores em educação fazem vigília na ALMG e cobram reunião com o governo do Estado. (03/04/14) 


Trabalhadores em educação fazem vigília na ALMG e cobram reunião com o governo do Estado. (03/04/14) 


Trabalhadores em educação fazem vigília na ALMG e cobram reunião com o governo do Estado. (03/04/14) 

Crédito: Marina Lara/Eficaz


Priscila - Levante Popular da Juventude manifestou seu apoio aos trabalhadores em educação (03/04/14)


Francisco Farias, UCMG, disse que a educação e os estudantes precisam dos professores nas escolas (03/04/14)


José Carlos - Sindicato dos Professores da Rede Particular de Minas Gerais também marcou presença na ALMG (03/04/14


Lindolfo Fernandes - ex-presidente do Sindifisco/MG, participou da coletiva de imprensa (03/04/14)


Gustavo Olímpio - Sind-UTE/Subsede Contagem (03/04/14)


Pelo SindRede-BH esteve presente, Andrea Carla  (03/04/14)


Vitória Mello, do CSP Conlutas, também esteve presente (03/04/14)


Beatriz Cerqueira leu a carta que a SEE encaminhou aos servidores em 2011 (03/04/14)


Apresentação Cultural, com bonecos simbolizando Anastasia e Secretária Ana Lúcia Gazzola


Trabalhadores em educação durante o momento cultural - jogam bonecos representando o governador e a secretária de educação


Educadores realizam ato simbólico de queimar os bonecos na porta da ALMG


Educadores realizam ato simbólico de queimar os bonecos na porta da ALMG


Momento de tensão à noite, na vigília dos educadores na ALMG para agendar reunião com governo


Ocupação do saguão da Assembleia Legislativa sai vitoriosa

Ontem, centenas de trabalhadores em educação passaram toda  a tarde e quase toda a noite (até de madrugada) pressionando o  governo Anastasia e exigindo uma reunião para discussão sobre os problemas acarretados com a queda da lei 100. 
Após horas e horas de espera, veio a notícia que esperávamos: O governo receberá o sindicato hoje as 15h.
 Vale lembrar que essa será, após 07 anos da lei, a primeira vez que o governo discutirá esse tema com o sindicato, ao contrário do que ele faz com a pelega da APPMG que tem as portas do palácio do governo e da secretaria de educação abertas pra ela. Não é de se estranhar que Anastasia e Gazzola façam isso, pois a presidente eterna da APPMG (Joana D'Arc) sempre sai de dentro dos salões governamentais elogiando o governo. Elogiar o patrão é uma atitude inconcebível numa entidade que se diz representativa dos trabalhadores.
Hoje as 18h teremos uma assembleia no IEE. É muito importante a participação de toda a categoria. Ontem fomos vitoriosos no nosso objetivo porque nos organizamos, nos unificamos e fomos à luta. É essa a garra que temos que continuar tendo até que Anastasia ou o seu vice, que assume hoje, nos dê respostas que contemplem nossas reivindicações.

Manutenção dos direitos adquiridos
Não aceitaremos demissões

 A LUTA MUDA A VIDA!