segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SEE autoriza reposição

A SEE, finalmente, autorizou a reposição dos dias de paralisação acontecidos durante a campanha salarial de 2013. A SRE recebeu um ofício com as orientações e critérios que já está sendo distribuído nas escolas através das inspetoras. 
Foram 16 dias de paralisação: 23, 24 e 25 de abril; 05, 17, 18, 22, 26 e 27 de junho; 04 e 11 de julho; 14 e 30 de julho; 26 de setembro; 08 de outubro e 13 de novembro.
O governo Anastasia agiu com extremo autoritarismo ao retirar a autonomia das escolas de elaborar seus calendários de reposição e também com grande irresponsabilidade ao protelar para o final do ano as reposições, o que pode inviabilizar que todo o conteúdo seja reposto. 
A direção da Subsede ainda não teve acesso ao ofício, por isso orientamos a categoria a procurar o sindicato no caso de algum problema ou dúvida.

domingo, 24 de novembro de 2013

Amanhã, 25/11 é dia de combate à violência contra a s mulheres

Os dados são estarrecedores: estima-se que de 2001 a 2011 (período de 10 anos) aconteceram 50.000 feminicídios. Isso dá uma média de 5.000 mulheres assassinadas por ano. 
Amanhã acontecerão manifestações em vários lugares do Brasil. Aqui em JF a ANEL (Assembleia Nacional dos estudantes livre o MML  (Movimento Mulheres em Luta) realizarão as 19hs um debate no anfiteatro da faculdade de Serviço.

Ipea revela dados inéditos sobre violência contra a mulher


Estudo preliminar do Ipea estima que, entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, “mortes de mulheres por conflito de gênero”, especialmente em casos de agressão perpetrada por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

A pesquisa Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil, coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto Leila Posenato Garcia, foi apresentada nesta quarta-feira, 25, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.

De acordo com os dados do documento, o Espirito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período analisado.

Realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a pesquisa inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios.

Lei Maria da Penha
Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei.

“Observou-se sutil decréscimo da taxa no ano de 2007, imediatamente após a vigência da lei, e, nos últimos anos, o retorno desses valores aos patamares registrados no início do período”, afirma o texto.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Reajuste de 5% é aprovado. Governo e deputados governistas tentam retirar direito de servidores da LC100

Ontem foi aprovada em 1º turno a proposta do governo Anastasia de reajuste de 5%, a partir de primeiro de outubro, e de pagamento de progressão em janeiro de 2014.
O PL estava na Câmara desde o dia 23/10, no entanto, apesar de ser um percentual baixo, com pouco impacto na folha de pagamento, o governo tentou protelar a aprovação e precisou ser pressionado pelo SindUte e por deputados que apoiam a categoria.
Anastasia tentou ainda, fazer  um ataque aos servidores da LC 100 propondo a retirada do direito à progressão conquistado em 2012 , mas foi novamente pressionado pelo SindUte e viu-se obrigado a voltar atras nessa decisão.
As emendas colocadas pelo sindicato, inclusive a de que o reajuste acompanhasse o índice do Piso Salarial Nacional em 2013 que foi de 7,96, foram rejeitadas pela maioria dos deputados.  
O projeto ainda precisa ser votado em 2º turno, portanto é provável que não saia no próximo pagamento, no entanto terá que ser retroativo a outubro.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salário de negros é em média 36% menor, mostra estudo do Dieese

Os dados da realidade desmontam o mito da democracia racial no Brasil e desmentem propaganda do governo de que mudou a vida dos trabalhadores.

A situação da população negra em nosso país nada mudou nos últimos 10 anos. Continuam ocupando os piores postos de trabalho, ganhando salários mais baixos e sendo as maiores vítimas da violência social.

Trabalhadores negros ocupam, em geral, cargos de menor qualificação e, consequentemente, têm salários mais baixos



SÃO PAULO - Os negros no Brasil carecem de igualdade de oportunidades e, com isso, acabam ocupando cargos de menor qualificação e, consequentemente, de salários mais baixos, mostra o estudo "Os Negros no Mercado de Trabalho", divulgado nesta quarta-feira, 13, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A pesquisa revelou que um trabalhador negro ganha em média 36,11% a menos que um trabalhador não negro. No entanto, o levantamento não compara salários dos dois segmentos em cargos iguais - apenas verifica quanto recebem negros e não negros em diferentes setores de atividade e faz uma média.
O segmento de negros, na pesquisa, é composto por pretos e pardos e o de não negros engloba brancos e amarelos.
Em São Paulo, por exemplo, em 2011 e 2012 a proporção de ocupados negros era de 67,4% na Construção, nos empregos de pedreiro, servente, pintor, caiador e trabalhador braçal. Para os não negros, esse porcentual era de 52,6%.
Da mesma forma, os negros eram 22,8% nos Serviços em São Paulo, nos empregos de faxineiro, lixeiro, servente, camareiro e empregado doméstico. Para os não negros, o porcentual era de 11,1%.
Isso mostra, diz o estudo, que os negros se concentram nas ocupações de menor prestígio e valorização, consequentemente as de salários mais baixos. "O problema é falta de oportunidades iguais para negros e não negros para se alcançar postos de trabalho mais valorizados", disse a economista Lúcia Garcia, coordenadora do Sistema Pesquisa Emprego e Desemprego (Sistema PED) do Dieese.
Além disso, os negros têm mais dificuldades de chegar a cargos de direção e planejamento. No caso de São Paulo, por exemplo, apenas 5,7% dos negros ocupavam esses cargos no biênio 2011-2012 ante 18,1% dos não negros. Os negros, porém, eram 61,1% em cargos de execução e 24,7% nos de apoio, na comparação com 52,1% e 23,3% dos não negros, respectivamente. "O negro não só enfrenta seletividade no trabalho como enfrenta obstáculos que o direcionam para empregos de menor qualificação", disse Lucia.
As informações analisadas foram apuradas pelo Sistema PED, realizado por meio do convênio entre o Dieese, a Fundação Seade, o Ministério do Trabalho e parceiros regionais no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

domingo, 17 de novembro de 2013

Projeto de 5% de reajuste para educadores avança na Assembleia

Para desfazer de vez os boatos sobre o reajuste, o SindUte divulga o andamento do PL do governo. Como deve ser feito em toda campanha salarial, quando a proposta não contempla a reivindicação da categoria, a pressão deve continuar para tentar melhora-la a até o último momento. É isso que estamos fazendo, o sindicato apresentou emendas e a categoria pressiona pela aprovação das mesmas. Vamos acompanhar  os próximos passos e ficar atentos.
O Sind-UTE MG intensificou suas ações na Assembleia Legislativa. A categoria mantém o Acampamento da educação na entrada do Legislativo Mineiro, desde o dia 16 de outubro. 
Embora o Governo do Estado tenha anunciado o reajuste de 5% no dia 23 de setembro, somente no dia 25 de outubro encaminhou o projeto de lei sobre isso. Por isso o reajuste não foi pago no último salário. No dia 12 de novembro, o projeto de lei foi discutido e aprovado nas comissões de Constituição e Justiça e de Administração. 

Na tarde de hoje, 13 de novembro, o assunto está em discussão na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.  Após estas votações, o projeto de lei será votado pelo  plenário com os 77 deputados.  Será neste momento que as emendas elaboradas pelo Sindicato serão apresentadas. 

Até o momento os seguintes deputados assinaram as emendas:
- Adalclever Lopes (PMDB)
- Adelmo Carneiro Leão (PT)
- André Quintão (PT)
- Almir Paraca (PT)
- Carlos Henrique (PRB)
- Celinho do Sintrocel (PC do B)
- Durval Ângelo (PT) 
- Elismar Prado (PT)
- Gilberto Abramo (PRB)
- Ivair Nogueira (PMDB)
- Maria Tereza Lara (PT)
- Paulo Guedes (PT)
- Paulo Lamac (PT)
- Pompilio Canavez (PT)
- Rogério Correia (PT)
- Sargento Rodrigues (PDT)
- Sávio Souza Cruz (PMDB)
- Tadeu Martins Leite (PMDB)
- Ulysses Gomes (PT)
- Vanderlei Miranda (PMDB)

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