quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Subsede exige da SRE liberação de reposição

A direção da Subsede, após aguardar por vários dias ser recebido pela Superintendente para discutir a liberação da reposição dos dias paralisados, esteve ontem na SRE na tentativa de encontrar-se com a Sra Belkis. No entanto, ao chegarmos lá fomos informados por seu assessor de que a mesma não encontrava-se na Superintendência durante todo o dia. Diante disso, deixamos ao assessor nosso repúdio  ao tratamento que essa Superintendente dispensa à entidade representativa da categoria na região e protocolamos um ofício, (abaixo) no qual cobramos explicações da SRE sobre a não liberação das reposições por parte do governo Anastasia.

Ofício nº 004/2013

Ilma Srª Belkis Cavalheiro Furtado
Superintendente Regional de Educação de Juiz de Fora



A direção da Subsede do SindUte, representando os trabalhadores em educação de Juiz de Fora e região, vem através deste solicitar explicações sobre a  atitude da Superintendente da SRE, de não autorização de reposição das aulas não dadas pelos professores e os dias não trabalhador por outros segmentos da escola durante a campanha salarial desse ano.
Cumpre esclarecer que a reposição de paralisações e greves é um direito dos trabalhadores em educação e um dever do estado em face da garantia de cumprimento da carga horária obrigatória dos alunos.
A prática de repor dias ou horas não trabalhadas por motivo de mobilizações em campanhas  salariais é garantida a todos os trabalhadores. Nesse momento categorias como bancários, correios, professores de redes municipais e estaduais de todo o país estão repondo carga horária que foi suspensa, temporariamente, em lutas de suas categorias. Apenas aos educadores mineiros é negado esse direito por um ato autoritário do governo Anastasia.
Consideramos que, ao não permitir a reposição das aulas não dadas, o governo de Minas descumpre a lei 9394/96, que determina uma carga horária mínima obrigatória a todos os alunos do país e se, Anastasia e sua secretária de educação Srª Ana Lúcia Gazolla insistirem na manutenção desse ato arbitrário daremos conhecimento à sociedade dessa atitude irresponsável do governo em relação às crianças e jovens que estudam nas escolas públicas do estado de Minas Gerais.


Juiz de Fora, 13 de novembro de 2013


Victória de Fátima de Mello

Diretora do Sind-ute-Subsde/Juiz de Fora

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Debate pedagógico: um olhar dos jovens sobre o Reinventando o Ensino Médio

A Subsede realizou no mês do Educador uma das discussões mais importantes, no momento, para milhares de professores que atuam no ensino médio em Minas que é o projeto Reinventando o Ensino Médio. 
Nesse debate a professora Renata nos deu um panorama do significado desse projeto: curso aligeirado que não forma para coisa alguma; diminuição de aulas de conteúdos importantes nessa fase escolar e mais grave: todo o currículo do ensino médio fica submetido ao projeto.
Para aprofundar a discussão sobre o tema, postamos aqui o texto e vídeo produzido pelo professor Cássio, publicado no site do SindUte estadual.

Debate pedagógico: um olhar dos jovens sobre o Reinventando o Ensino Médio
Cássio Diniz*

O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE/MG), implantará em todas as escolas que oferecem o ensino médio regular o programa Reinventando o Ensino Médio, a partir de 2014. Esse programa já vem sendo colocado em prática desde o início de 2013 como teste em algumas localidades. Segundo a secretaria, o seu objetivo é combater a evasão escolar nesse nível de ensino.

No entanto, o Reinventando o Ensino Médio não foi construído coletivamente, em conjunto com professores/trabalhadores em educação da rede estadual e com a comunidade escolar. Ou seja, é um projeto criado entre quatro paredes em Belo Horizonte e imposto de cima para baixo, sem um mínimo de debate democrático em sua elaboração. Somente após a decisão de sua implantação é que os professores e comunidade foram chamados para "ouvir" a decisão final, sem, contudo, poder opinar e propor mudanças.

O problema da escola pública brasileira (e mineira), e mais especificamente no Ensino Médio, está nas transformações da realidade atual e dos paradigmas que a permeiam. À nível nacional, precisamos debater novamente o real significado da escola e da educação, visando encontrar caminhos que busquem de fato a concretização das demandas da maioria da sociedade, e não apenas os interesses de alguns setores. Impor uma lógica de mercado, de formação precária de nossos jovens visando a criação de uma força-de-trabalho barata, acrítica e submissa, ao invés de realmente buscar a inversão dessa lógica, tem sido o caminho do governo de Minas. Alguém se recorda do projeto "Ênfase", implantado em 2009, e que resultou em fracasso e prejuízo para os alunos em sua formação?

Abaixo, segue um vídeo interessante feito por jovens mineiros acerca do Reinventando o Ensino Médio. Procurem escutá-los de forma analítica e crítica. Essas vozes estão sendo silenciadas nas propagandas oficiais do governo. O debate é importante nesse momento delicado da educação mineira e brasileira.


*Cássio Diniz, graduado em História pela Universidade Salesiana de São Paulo e mestre em Educação pela Universidade Nove de Julho, professor da rede estadual de Minas Gerais e autor de livros e artigos sobre educação e trabalho docente.

domingo, 10 de novembro de 2013

SEE publica resolução de critérios de designação e do quadro de escola para 2014

No dia 07/11 a SEE publicou a resolução nº 2.442/2013 que estabelece critérios para organização do quadro da escola e para as designações.
A direção estadual denuncia que, apesar das inúmeras solicitações do sindicato, o governo em momento algum convocou o SindUte para discutir e negociar os termos da resolução.
A direção da Subsede fará uma análise pormenorizada e a publicará, em breve, no blog.  Nessa análise serão levantados os problemas para serem  enviados à sede central. 
Solicitamos à categoria que, ao encontrar algum problema tanto em relação à designação, quanto à organização do quadro da escola, que  entre em contato com a subsede pelo telefone 3216-4963 ou email: sindutejf@gmail.com
Para ler a resolução acesse o link:www.sindutemg.org.br

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sind-UTE/MG convoca trabalhadores/as em educação da rede estadual para: Dia de Mobilização



Na quarta feira dia 13 tem paralisação com audiência Pública em BH. É importante a presença dos Trabalhadores em Educação nessa audiência pública, principalmente os ASBs e ATBs que estão sendo atacados com a proibição de substituição dos colegas em licença. A Subsede enviará caravana. Ligue para 3216-4963. 
No dia 12 - 3ª feira - será realizada uma assembleia regional as 17:30 na Subsede para eleição de delegados ao 32º Congresso da CNTE.








terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sind-UTE/MG vai ao Ministério Público denunciar excesso de trabalho por falta de substituição de servidor afastado por doença

 A decisão absurda e autoritária de Anastasia de não contratar substitutos para os cargos de ASB e ATB que entram em licença está penalizando nossos colegas que ficam sobrecarregados para manter a escola limpa, organizada e com merenda. Além disso contribui para aumentar o problema social do desemprego. 
A denúncia ao MP é correta e importante, porém a direção da Subsede avalia que é necessário a direção estadual organizar uma plenária estadual com esses segmentos para pressionar o governo a revogar essa decisão.


O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG)protocolou, nessa segunda-feira (4/11),uma representação no Ministério Público Estadual, na Promotoria da Educação,  em Belo Horizonte, denunciando o seguinte:
As escolas estaduais de Minas Gerais estão impedidas, pela Secretaria de Estado da Educação, de contratarem profissionais para substituir os servidores que se afastaram das escolas por problemas de saúde. 
Segundo explica a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, em entrevista à imprensa, essa situação acontece hoje em todas as regiões de Minas:
Beatriz lembra ainda que essa situação atinge os setores de Assistentes Técnicos da Educação e Auxiliares de Serviços, mas pode alcançar também outros servidores.
O Sind-UTE/MG procurou além do Ministério Público, as Comissões de Direitos Humanos e de Educação da Assembleia Legislativa e o Conselho Estadual de Alimentação Escolar para relatar esse fato.