quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Anastasia continua mentindo à população sobre o piso salarial do magistério

Desde a promulgação da lei do Piso Salarial Nacional do magistério em 2008, o governo de Minas vem construindo formas e subterfúgios para o não cumprimento da lei. Inicialmente apostou na inconstitucionalidade da mesma  apoiando a ADIN que vários governadores impetraram contra o piso, depois, diante da sentença do STF determinando a legalidade da lei e diante de duas grandes greves da categoria tirou da cartola uma nova forma de remuneração denominada subsídio que altera totalmente o conceito de piso salarial transformando-o em teto.
A partir dessa manobra, passou para a tática do convencimento da sociedade de que Minas paga um salário superior ao piso salarial nacional através de grande quantidade de propaganda em diversos meios de comunicação. Nos últimos dias, aproveitando-se do peso político de sua imagem como governador do estado,  Anastasia utilizou o anúncio do reajuste para, mais uma vez, reforçar a mentira que criou a partir da lei do subsidio em 2011.
No site da secretaria da educação e em vários jornais foi publicada a tabela, abaixo, em que a mentira é transformada em números e percentuais.
A primeira mentira contida no gráfico é a do valor: 940,20 não é o valor total do piso (1.547,00) e sim o valor proporcional às 24 h do nossa carga horária em Minas. Anastasia aproveita-se de um artigo da lei federal que dá possibilidade aos governantes de pagar o piso proporcionalmente à carga horária de cada carreira. Esse é um dos problemas contidos na lei do Piso e a alteração desse artigo é uma das questões que a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) deveria reivindicar do governo Dilma, porém não o fez até hoje. Essa omissão da Confederação é grave e deve ser cobrado pelas direções dos sindicatos a ela filiados, como o SindUte.
Outra mentira, e essa é  ideológica porque propaga uma verdade que não existe, é a de que o valor do subsídio é um piso. Anastasia engana  a população ( e até mesmo alguns educadores) de que o valor do salário inicial dos professores em Minas é maior que o piso. O que ele não esclarece no enunciado da frase é que esse valor é pago como teto salarial e não como valor base, isto é, como piso. Quando a remuneração é calculada sobre um vencimento básico (piso) sobre ela  devem incidir vantagens pessoais, o  que não acontece na remuneração como forma de subsídio.
É preciso relembrar (triste memória) que  a partir de  dezembro de 2011 o governo criou a lei do subsídio como forma de remuneração da educação incorporando as vantagens (biênio, quinquênio) que cada educador tinha ganho até aquela. Como essas vantagens foram retiradas da carreira pela mesma lei ( a partir daquela mesma data), a categoria não as recebem, por isso afirmamos que  nosso salário foi transformando em teto.
 Assim, a forma de remuneração como vencimento básico (piso), base sobre o qual deveria incidir as vantagens pessoais deixou de existir em Minas, e isso, é claro Anastasia não coloca em suas propagandas.

Para desmentir Anastasia temos a nossa luta. Todas as vezes que cruzamos os braços e vamos às ruas estamos dizendo à população que o governo de Minas mente. A cada dia que a sociedade nos vê nas ruas ela está sendo levada a refletir se o que ela vê nas propagandas do governo é verdadeiro. Todas as vezes que nos manifestamos expomos para toda a população as contradições entre a mentira criada pelo governo (como o gráfico abaixo) e realidade. 
SÓ A NOSSA LUTA MUDA A NOSSA VIDA!

 Fonte: site SEE/MG






segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Anastasia recua do congelamento e anuncia reajuste de 5%

Hoje pela manhã o governo de Minas anunciou, em reunião com o SindUte, um reajuste de 5% a partir de outubro e o descongelamento da carreira na progressão por tempo de serviço.
Esse reajuste ainda é bem aquém do que reivindicamos e merecemos, no entanto já significa um recuo de Anastasia, uma vez que o salário e a carreira estavam congelados até 2015.
Esse recuo se deu pela pressão que o governo de Minas sofreu nas manifestações gerais de junho e nas greves e manifestações da nossa categoria desde o início do ano, culminando com o acampamento na porta de seu palácio desde o dia 30/08.
Dia 26 haverá uma paralisação com assembleia estadual para avaliação da proposta do governo. Reunida em BH a categoria decidirá se aceita ou não a proposta.
Avaliamos que é possível avançar mais. Que é possível fazer com que Anastasia recue ainda mais e conceda melhor reajuste e descongelamento total da carreira. Vamos todos paralisar dia 26, já vimos que a nossa pressão funciona  e deve continuar.  

domingo, 22 de setembro de 2013

Campanha em defesa do prof André Nogueira e contra a criminalização dos movimentos sociais


A direção da Subsede convida a categoria a participar dessa panfletagem. A condenação de um diretor do SindUte significará a condenação de todos os que lutam.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Campanha de solidariedade ao professor André Nogueira e contra a criminalização dos movimentos sociais


O professor e diretor da subsede do Sind-ute Juiz de Fora André Nogueira foi agredido e detido pela Policia Militar de Minas Gerais sob o comando do Governador Anastasia na greve da educação em 2011. Quase dois anos depois pode ser condenado a 6 meses de detenção.

O ano de 2011 foi marcado pela maior mobilização em defesa da educação pública de Minas Gerais, foram 112 dias de greve nas escolas estaduais. A comunidade escolar se juntou aos educadores nas reivindicações por uma escola pública e de qualidade.

No entanto, o governo de Minas Gerais não atendeu às pautas mais importantes da comunidade e usou de métodos antidemocráticos como o corte de ponto e a substituição de grevistas, ferindo a constituição brasileira.

Em Juiz de Fora o ápice da barbaridade do governador foi a detenção do professor André Nogueira, diretor da subsede do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), em uma manifestação de estudantes em solidariedade à greve da educação estadual.

Em um ato pacífico, a Polícia Militar, a comando do governo, agiu com truculência e ameaça aos alunos, incluindo a tentativa de agressão física aos manifestantes.

Ao evitar o atropelamento dos alunos provocado pela Polícia Militar, o professor André foi jogado ao chão e detido de forma brutal, ficando algemado por cerca de duas horas, o que lhe ocasionou vários hematomas pelo corpo.

Além de sofrer agressão física e moral, o professor André está sendo processado por desobediência, o que pode acarretar em uma condenação de 6 meses de detenção. A audiência de julgamento está marcada para o dia 02/10 às 14h no Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora.

Todos Contra a Criminalização

Essa ação da Polícia Militar e do governo de Minas Gerais pode abrir um caminho muito perigoso para os trabalhadores e ativistas sociais. Pode abrir uma “onda” de criminalização em nosso estado. Não vamos permitir que pessoas que estão na luta por direitos sejam criminalizadas.

Essa Luta é de todos nós. Aqueles que acreditam na liberdade de expressão e que defende o direito de lutar por melhorias devem fazer parte desta campanha.

Por isso estamos fazendo uma ampla campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e para a imediata absolvição do professor André Nogueira.

Vamos Fazer um grande ato no dia 02/10 em frente a Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora, todos devem estar neste ato. Nenhum Lutador pode ser criminalizado!

Lutar é um direito!

Subsede Sind-ute Juiz de Fora

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Assembleia Estadual com paralisação total de atividades



Anastasia prometeu anunciar reajuste no dia 23/09. Dia 26 haverá uma assembleia  na porta do governador na qual a categoria avaliará o que foi proposto A Subsede enviará caravana. Participe, somente com a nossa luta poderemos forçar o governo a nos respeitar