quinta-feira, 27 de junho de 2013

Reunião de centrais sindicais com presidenta Dilma foi apenas ‘para inglês ver’ e não apresenta proposta aos trabalhadores


Ze_Dilma no fundo

A reunião convocada para essa manhã entre as centrais sindicais e a presidenta Dilma Rousseff não tinha o interesse em discutir realmente a pauta dos trabalhadores. Nenhuma medida concreta foi apontada, nenhum encaminhamento efetivo foi providenciado. A presidenta falou 40 minutos, deu 5 minutos para cada central falar e depois levantou-se e foi embora. Assim pode-se resumir a reunião.

Segundo um dos representantes da CSP-Conlutas, Paulo Rizzo, esse encontro foi apenas uma cena: “Para inglês ver”, disse.

A presidenta falou muito da sua proposta de pacto, que começa com a defesa de mais ajuste fiscal, o primeiro ponto abordado, e deu muita ênfase para o tal plebiscito sobre reforma política. Segundo José Maria de Almeida, representante da CSP-Conlutas, que também estava na reunião, o governo quer fugir dos problemas concretos que estão colocados pelas ruas e pelas reivindicações dos trabalhadores, construindo algum espaço de participação das pessoas. “Construindo esse espaço desviaria a atenção das pessoas e a presidenta poderia continuar aplicando no país, um modelo econômico que privilegia o banqueiro, os grandes empresários, o agronegócio e, por isso mesmo, continuaria sem recursos para acabar com o caos da saúde, educação, moradia, transporte, etc”, denuncia.

A CSP-Conlutas acredita que são necessárias profundas mudanças no sistema político brasileiro, por isso não aceitará esta enrolação que vem sendo feita pelo governo. “Queremos o atendimento das reivindicações dos trabalhadores e da pauta das mobilizações nas ruas. 

Desde abril, entregamos uma pauta ao governo e não tivemos sequer resposta. Não há solução para os problemas que afligem a vida do povo dentro do modelo econômico que aí está”, ressalta Zé Maria.

Para a Central, é preciso parar de pagar as dívidas externa e interna, pois essa ação transfere metade do orçamento, todos os anos, para os banqueiros e para os grandes especuladores. Enquanto isso não cessar não haverá recursos para investir em saúde, educação, moradia, transporte, enfim, naquilo que o povo precisa.

Paulo Rizzo apontou ainda, em entrevista para o site da CSP-Conlutas, a necessidade de parar a entrega do patrimônio do país. “É preciso acabar com os leilões das reservas de petróleo e todo tipo privatização, reestatizar o que foi privatizado. E é preciso parar de dar dinheiro para as empresas com as ‘desonerações’ e isenções fiscais, e aplicar esses recursos em políticas públicas que melhorem a vida das pessoas”, ressaltou.

Se o governo não demonstra nenhuma intenção de resolver os problemas, a tarefa é aumentar a mobilização. Este é o desafio do momento. Fortalecer as atividades do Dia Nacional de Lutas que acontece hoje (26) e amanhã (27) e jogar força total na construção do Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, em 11 de julho, convocado conjuntamente por todas as centrais sindicais. É hora de parar o Brasil inteiro para cobrar do governo uma mudança de rumo no país e o atendimento das reivindicações dos trabalhadores. Este é o caminho.

No entanto, infelizmente, não parece que essa seja uma compreensão geral. A reunião (e a coletiva de imprensa depois da reunião) demonstrou que há dirigentes de centrais dispostos a participar desse jogo. “O dirigente da CUT, por exemplo, se comprometeu a apoiar a iniciativa proposta pelo governo e não há como defender de verdade as demandas dos trabalhadores sem romper com este governo, sem ter a disposição de lutar contra ele e seu modelo econômico. Ou se está do lado do governo, ou do lado das mobilizações de rua e das reivindicações do próprio movimento sindical”, enfatizou Zé Maria.

A CSP Conlutas cobrou também da presidenta sobre a violência com que têm sido tratados os manifestantes nas ruas da cidade pelo país. A Central expressou particular preocupação com a situação hoje em Belo Horizonte, com o enorme cerco feito pela polícia contra os manifestantes. Uma violência, aliás, que tem outras facetas, como o assassinato coletivo promovido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro no dia de ontem (25).

A CSP-Conlutas esteve representada por dois integrantes da sua Secretaria Executiva Nacional, Paulo Rizzo e Zé Maria de Almeida. Nossa central entregou uma carta à presidenta Dilma que resume sua opinião sobre a situação do país.
-

terça-feira, 25 de junho de 2013

Esta quinta-feira (27) é Dia Nacional de Luta pelas reivindicações dos trabalhodores





Em Juiz de Fora haverá uma grande manifestação popular para pressionar Bruno Siqueira e os vereadores a atenderem a pauta de reivindicações da população entregue ontem à PJF.
A Subsede está organizando uma coluna da educação nessa manifestação. Vamos construir a unidade da juventude com os trabalhadores para avançarmos na pauta local, estadual e nacional.
A classe trabalhadora de todo o país está em movimento, acontecem manifestações a todo dia, a toda hora e em centenas de cidades.  Nós, trabalhadores em educação que sempre nos movimentamos, temos que fazer parte dessa história. Conclamamos a categoria a pararem suas atividades amanhã e na quinta. Amanhã haverá manifestação em BH  e quinta aqui na nossa cidade.
Todos ao parque Halfeld quinta feira  a partir das 16e30h.

Organizar em todo país, greves, paralisações e manifestações de rua

Vivemos um momento muito importante em nosso país. A juventude brasileira deu o exemplo e foi às ruas protestar contra o preço e a qualidade do transporte coletivo nas grandes cidades. Desencadeou com isso um amplo processo de mobilização popular que sacudiu o Brasil nos últimos dias, em protesto contra todas as mazelas que tem afligido a vida dos trabalhadores, trabalhadoras e da juventude.

Todo este processo de mobilização já conquistou vitórias importantes, como a redução do preço das tarifas em várias cidades, incluindo as maiores do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, a luta deve continuar, precisamos transformar esta vitória na primeira de uma série de muitas outras. Só dessa forma poderemos transformar para melhor o nosso país e a vida dos trabalhadores brasileiros.

Para isso é muito importante, além da participação nas mobilizações que estão acontecendo, que a classe trabalhadora entre de forma organizada nesta luta, trazendo suas reivindicações e cobrando dos governos o seu atendimento. Precisamos cobrar do governo Dilma que ao invés de ficar fazendo propaganda na TV, atenda as demandas dos trabalhadores. E a mesma cobrança devemos fazer aos governos estaduais e municipais, sejam eles do PT, do PSDB ou do PMDB.

São estes governos, do federal aos municipais, os responsáveis pela situação em que se encontra o país e vida do nosso povo. Eles tem muita agilidade e disposição política quando é para atender aos interesses das empreiteiras, dos bancos, das indústrias e do Agronegócio. Mas quando se trata de atender às nossas demandas parecem uma lesma paralítica!

Por esta razão a CSP-Conlutas, e as entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação, decidiram convocar seus sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis, a organizarem uma dia de lutas em todos o país, no dia 27 de junho. A orientação é fazer greves, paralisações e manifestações de rua, aquilo que for mais adequado à situação concreta de cada categoria, cidade ou região. O que é fundamental é que, por todo o país hajam manifestações dos trabalhadores cobrando o atendimento de suas reivindicações.

Acreditamos que esta iniciativa da CSP-Conlutas e do Espaço de Unidade de Ação deve ser só uma primeira iniciativa, assim como fez também o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que paralisou fábricas dias atrás para exigir melhoria e redução do preço do transporte coletivo. A necessidade do momento é generalizar iniciativas para por nossa classe em luta, organizar uma greve geral que possa obrigar o governo Dilma, os governos dos estados e dos municípios a atender as demandas dos trabalhadores e da juventude.

Para isso é preciso que as centrais sindicais majoritárias no país se disponham a lutar contra o governo, pois são eles os responsáveis por toda esta situação e é destes governos que precisamos cobrar as mudanças e o atendimento das nossas reivindicações.Só dessa forma seria possível unir nossas forças para colocarmos a classe trabalhadora na direção de todos este processo de lutas e fazer dele uma força que mude para melhor o Brasil. É com essa compreensão que a CSP-Conlutas e as entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação, ao mesmo tempo que convocam o Dia Nacional de Lutas para 27 de junho, mantem a discussão com as demais centrais sindicais, propondo a convocação conjunta de uma jornada de lutas muito mais ampla, em base a uma pauta que possa ser comum.

Nossas reivindicações:

- menos recursos para a Copa e para as grandes obras / mais recursos para a saúde educação / plano de obras para construir moradias populares, hospitais e escolas /

- redução do preço da tarifa de transporte e melhoria da qualidade / implantação da tarifa social ou tarifa zero / estatização dos transportes coletivos;

- congelamento dos preços dos alimentos e das tarifas públicas;

- aumento dos salários para compensar a inflação;

- reforma agrária;

- menos dinheiro para os bancos e mais recursos para políticas sociais como os 10% do PIB para a educação pública, já e pagamento do piso nacional dos educadores / para isso suspender o superávit primário e o pagamento da dívida externa e interna para bancos e especuladores;

- redução da jornada de trabalho;

- fim do fator previdenciário / recomposição do valor das aposentadorias / anulação da reforma da previdência de 2003;

- defesa do patrimônio público / contra as privatizações e os leilões do petróleo / contra o PL 092 que privatiza o serviço público / revogação da EBSERH que privatiza os hospitais;

- contra a precarização do trabalho e o PL 4330, das terceirizações;

- contra a corrupção / contra a PEC 37;

- contra a repressão, a violência policial e a criminalização das lutas e organizações dos trabalhadores.

Trata-se aqui de uma plataforma base, que pode ser acrescida de demandas que estejam faltando, ou mesmo ser utilizada de forma parcial, de modo a focar nas questões concretas de cada categoria ou setor social.

Organização das lutas

Por outro lado, é preciso organizar a luta em cada estado e região. É muito importante que as entidades busquem construir, a exemplo do que vem sendo feito do Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, uma coordenação(coordenação, comitê, assembleia, a forma não importa, importa o conteúdo) para as lutas que estão em curso, envolvendo todas as entidades e organizações que queiram lutar. A disposição de luta é fundamental, mas sem organização não iremos longe.

São Paulo, 21 de junho de 2013
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular
Espaço de Unidade de Ação

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Hoje a tarde como previsto foi entregue ao secretário de governo do prefeito Bruno Siqueira a pauta de reivindicações aprovada na assembleia popular de sábado. Centenas de manifestantes ocuparam a Câmara de Vereadores e deram um recado: o prefeito tem 3 dias para responder sobre  a pauta!. Na próxima quinta feira haverá nova manifestação com concentração a partir das 16e30 no Parque Halfeld.
A Subsede do SindUte esteve lá construindo a unidade da juventude com os trabalhadores.






Fotos: Tribuna de Minas
Manifestantes tomam a Câmara em protesto pacífico

Trabalhadores em educação  e Grêmio da Escola Normal, juntos na assembleia que aprovou a pauta de reivindicações que será levada, hoje, ao prefeito. A unidade educador es estudantes é fundamental ara a defesa de uma educação pública de qualidade




FotoFoto

domingo, 23 de junho de 2013

Manifestação avança e aprova uma pauta de reivindicações para a cidade

 A Subsede do SindUte tem orgulho de participar da construção desse momento histórico e convoca toda a nossa categoria a participar e fortalecer essa luta local. Amanhã tem nova manifestação a partir das 14h no parque Halfeld.

 
Ontem aconteceu mais uma manifestação em Juiz de Fora. Foi menor que as anteriores, mas não pequena e, o mais importante, é que resultou numa belíssima assembleia popular ao ar livre (em frente à Câmara Municipal), muito democrática e dirigida pelos jovens que estão à frente do movimento.
São jovens estudantes que participam de organizações como a ANEL - Assembleia Nacional de Estudantes-Livre, o Levante Popular, o Grêmio estudantil da Escola Normal e outros não pertencentes a nenhuma organização . Essa unidade possibilitou a realização dessa assembleia na qual foi aprovada uma pauta de reivindicações locais que será entregue ao prefeito Bruno Siqueira amanhã.
Nessa pauta estão reivindicações que vão muito além da redução da tarifa de ônibus, demonstrando assim, que as manifestações são por  muito mais que centavos. Vejam a pauta:
1- Redução imediata da tarifa de 2,05 para 1,85
2- Aumento da frota para melhorar o atendimento à população
3- Municipalizaçãodo transporte coletivo para que os lucros que estão indo para a máfia das empresa de ônibus seja investido na melhoria do tranporte
4- Passe livre já!
5- Redução dos salários do prefeito e dos vereadores
6- Retirada dos privilégios dos veradores
7- Construção de creches públicas para os filhos das mães trabalhadoras
7- Cumprimento da lei do piso salarial nacional para o magistério municipal
8- Aumento do gasto da prefeitura de 25% para 30% do orçamento para a educação
9- Não à proposta de utilização do solo que está tramitando na câmara  que aumentará a especulação imobiliária e dimuirá ainda mais os espaços públicos.
10- Finalização já, das obras do hospital regional da zona norte

 Devemos construir a unidade da juventude com os trabalhadores para pressionar o prefeito a atender essas reivindicações que são para toda a classe trabalhadora da cidade.