quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Mais um ataque aos trabalhadores e povo pobre, dessa vez longe dos olhos da imprensa para que cenas como as do despejo de Pinheirinho realizada há um ano em S.José dos Campos/SP não causem indignação em todo os país. 



Absurdo!

Despejo da ocupação Che Guevara em Messias, Alagoas


Por Secretaria de Comunicação do Terra Livre

A justiça de Alagoas impediu a imprensa de acompanhar o despejo que ocorreu hoje no Acampamento Che Guevara no município de Messias-AL, ameaçando de prisão os jornalistas que desobedecessem a ordem. O jornal Brasil de Fato fez uma matéria, que segue abaixo, sobre este atentado contra a liberdade de imprensa que serve para encobrir os ataques e a criminalização aos movimentos sociais. Além do Brasil de Fato, os jornais Cada Minuto e Alagoas 24 horas entraram em contato com a secretaria de comunicação do Terra Livre dizendo que foram impedidas de acompanhar a ação da polícia.

Como protesto o movimento ocupou a prefeitura e fechou as rodovias BR-101 e BR-104 nos dois sentidos, o que impede a entrada e a saída do município de Messias. Quatro integrantes do movimento foram presos por defender o lar de suas famílias. A ocupação Che Guevara tem cinco anos e nela vivem 300 famílias. A prefeitura, autora do pedido de reintegração de posse, pretende construir um centro industrial no local.

Denunciamos os governos municipal, estadual e federal pela falta de vontade política em resolver a questão e praticar mais uma violência contra trabalhadores. Enquanto o poder público só beneficia os ricos e empresários, o povo de Messias é jogado na rua, Lutaremos por terra e moradia!


Veja abaixo a matéria do Brasil de Fato e a repercussão na imprensa:

Jornalistas são impedidos de acompanhar despejo de sem-terra

Railton Teixeira, de Maceió


Os profissionais da imprensa alagoana foram impedidos de acompanhar o cumprimento de desapropriação de uma área ocupada por trabalhadores rurais ligados ao Movimento Terra Livre, na cidade de Messias, a 33 quilômetros de Maceió.

Para o cumprimento do despejo, a Polícia Rodoviária Federal bloqueou no início da manhã desta segunda-feira, 18, trechos da BR-104 para impedir o tráfego de veículos. A PRF informou aos profissionais da imprensa que, por determinação judicial, qualquer jornalista está impedido de acompanhar a ação sob pena de prisão.

A ação de despejo foi expedida pelo juiz Gilson Santana e para o seu cumprimento, segundo a assessoria da Polícia Militar, 320 militares entre Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Cavalaria, Batalhão de Polícia Escolar e 8° Batalhão de Polícia Militar foram acionados.

Por meio de uma nota à imprensa, o Terra Livre destacou que a área está ocupada há mais de cinco anos por aproximadamente 300 famílias. Ainda segundo eles, a localidade está sendo reivindicada na Justiça pela Prefeitura de Messias, para a implantação de um pólo industrial.

“Nesses cinco anos, a Prefeitura sequer nos recebeu, mostrando que não tem ouvidos para os pobres, apenas para os seus amigos ricos, que lucram em cima de áreas que são públicas. Agora que a comunidade está consolidada, eles dizem que ali será um pólo industrial. Após muita luta, tínhamos conseguido um acordo com o governo estadual, em janeiro de 2012, para que fossem construídas moradias em outra área. Entretanto, agora eles voltaram atrás, dizendo não ter condições”, destacou o movimento em nota.
Fonte:site  CSPConlutas

Governo anuncia, com alarde, o pagamento do prêmio de produtividade.


Após o caos no início do ano letivo, produzido pelo governo Anastasia com designações descentralizadas e, na maioria, sem respeitar a legislação causando prejuízos para milhares de educadores e escolas que iniciaram o ano sem o quadro completo de servidores. Após a retirada de designação para aulas de educação física e ensino religioso nos anos inciais do ensino fundamental, medida que obriga as professoras regentes a dar aulas em conteúdo para os quais não têm habilitação e aumenta a sua carga horária, além de deixar desempregados milhares de professores dessas disciplinas. Após iniciar o ano sem as nomeações dos concursados como havia prometido e sem o reajuste aos professores como determina a lei do piso salarial nacional, o governador esforça-se para demonstrar que "valoriza" a educação.
Além de novas propagandas milionárias protagonizadas por mais um ator global, Anastasia tem publicado fotos suas coladas às notícias "positivas", como abaixo, para minimizar os fatos que trazem a público os problemas da educação em nosso estado.
O que o governador não diz no anúncio, é que esse "prêmio" está atrasado pois deveria ter sido pago no segundo semestre de 2012 e que os aposentados estão fora dessa política.
A direção da Subsede/JF quer deixar claro, mais uma vez, que repudia essa prática de premiação em detrimento de salários justos, reajustes anuais e plano de carreira que valorizem  os trabalhadores em educação. Nossa campanha salarial 2013 começará em breve e exigiremos de Anastasia Carreira e Salários dignos.


Prêmio por Produtividade será pago no próximo dia 30 de março


O Governo de Minas pagará, no próximo dia 30 de março, o Prêmio por Produtividade aos servidores públicos em atividade na administração direta e indireta do Estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19/2) pelo governador Antonio Anastasia. Fonte: site SEE

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR!




Servidores municipais de Teresina aderem em massa à greve geral iniciada nesta segunda



Os (as) servidores (as) municipais de Teresina compareceram em massa à assembleia realizada no primeiro de dia de greve geral da categoria, realizada na Praça da Bandeira, centro da cidade, nesta segunda-feira (18). Mais de 700 servidores (as) estiveram presentes e ratificaram o início do movimento grevista, por tempo indeterminado. Servidores (as) lotados na Educação (SEMEC), Fundação Municipal de Saúde, nas Secretarias e administrativos estiveram presentes reafirmando o compromisso de construir uma greve unificada e vitoriosa. Quinta-feira (21) tem nova Assembleia Geral no Teatro de Arena.

Foto por Assessoria SINDSERM

Os servidores reivindicam o pagamento das perdas salariais acumuladas, cumprimento da lei federal 11.738, referente ao magistério, melhores condições de trabalho entre outros. Até o momento o prefeito Firmino Filho (PSDB) não respondeu ao ofício encaminhado pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm, filiado à CSP Conlutas) no dia 8 de janeiro de 2013, e que contém a pauta de reivindicações dos (as) servidores (as) municipais.

O Sindserm está exigindo o pagamento imediato do dinheiro retirado dos contracheques dos (as) servidores (as) nos últimos meses, e que a administração abra imediatamente um canal de negociação, sobre os pontos de pauta protocolada no dia 08 de janeiro, na Campanha Salarial 2013. Na Assembleia de ontem, foi acrescentada a pauta de reivindicações das pedagogas do município. “O movimento é forte e tende a se fortalecer mais ainda. São muitas as perdas salariais e também os ataques do prefeito, que confiscou horas-extras, gratificações, insalubridade, produtividade, gerando graves problemas para as famílias dos servidores municipais”, disse o presidente do Sindserm, Sinésio Soares, o Délio.

Foto por Assessoria SINDSERM

Eleição de delegados - Ao final da assembleia geral, os servidores deixaram a Praça da Bandeira e se dirigiram à porta da Prefeitura Municipal de Teresina, onde fizeram ato público e elegeram representantes da categoria na reunião da coordenação nacional da CSP-Conlutas, que será realizada de 22 a 24 de fevereiro, em São Paulo (SP). A assembleia geral contou com a participação de representantes de sindicatos e oposições filiados à CSP-Conlutas, assim como do movimento estudantil (Anel), que manifestaram apoio ao movimento. Na próxima quinta-feira, pela manhã, haverá nova assembleia geral da categoria
Fonte:site CSPConlutas

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Vejam abaixo uma matéria do Sindute/mg sobre a utilização de placas do IDEB na frente das escolas em Minas.
 O IDEB é o expoente máximo da política educacional do governo federal. Valorizar as avaliações externas, os resultados, as metas atingidas, os gráficos....Enquanto isso os educadores penam em escolas sucateadas, em salas de aula superlotadas, em filas de clínicas, hospitais e perícias médicas pois estão adoecendo pelas precárias condições de trabalho e pela pressão para atingir as metas estabelecidas pelos governantes, em financeiras e bancos nos quais buscam empréstimos a juros extorsivos para conseguir sobreviver porque os salários são baixos, etc.
A CNTE, a qual o Sind-ute é filiado, deve fazer uma campanha nacional contra essa política que penaliza os educadores e mascara uma realidade educacional que está presente nas escolas, porém longe dos olhos da sociedade que vai sendo enganada pelas propagandas oficiais. 
Os trabalhadores em Educação de Minas Gerais devem repudiar essa ação do governo Anastasia/Gazolla. Ter um placa do IDEB em frente a uma escola com nota superior a outras não deve ser motivo de orgulho, pois a qualidade da educação em nosso estado é um esforço coletivo de todos os educadores da rede a despeito do tratamento autoritário, ultrajante e desvalorizante do governo mineiro.
 Vale a pena ler a entrevista com a educadora americana, ela nos mostra como as políticas falidas dos países economicamente dominantes são exportadas para os países periféricos.



Contribuição ao debate (que a Secretaria de Educação não faz) sobre a Placa do IDEB nas escolas estaduais


Ignorando todos os problemas ocasionados pela falta de planejamento e diálogo com os profissionais da educação, a Secretaria de Estado da Educação estabeleceu o dia 15 de fevereiro como o dia da "instalação da placa do IDEB nas escolas estaduais.
A Secretaria de Educação tenta transformar mecanismos externos de avaliação em peça de marketing, sem promover o diálogo e a reflexão sobre os dados que a avaliação aponta. Escolas com desempenho abaixo do desejado pelo Governo são expostas e responsabilizadas. Não há diálogo sobre as condições de trabalho, não há política preventiva que modifique o quadro de adoecimento do professor e a Secretaria insiste em ignorar a realidade da escola pública estadual.
A ideia de exposição e responsabilização do professor não é nova. Outros países a adotaram e já avaliaram os erros de um sistema que  não significou mais qualidade à educação. Só a Secretaria de Educação de Minas Gerais insiste no erro. Educação é o espaço do debate, da reflexão, da construção coletiva: tudo o que não temos.
Acompanhe a entrevista da Diane Ravitch. Ela é pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos.

'Nota mais alta não é educação melhor'

Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA

02 de agosto de 2010 | 0h 00
Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana - baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas - mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria - e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Proibição de merendar nas escolas é denunciada de forma divertida no carnaval dos educadores do Rio grande do Norte.


 site@pstu.or

Bloco Cuscuz Alegado leva irreverência e indignação para a folia das ruas de Natal


Bloco de carnaval contou com a participação da vereadora Amanda Gurgel e reuniu trabalhadores para protestar contra as injustiças e o descaso dos governos.



João Paulo da Silva, de Natal (RN)




Paulo Almeida
Foliões protestaram e se divertiram no 2° ano do bloco

“Eu falo, eu falo! A saúde tá precária e o povo abandonado. E a Rosalba, governadora, não dá assistência pra classe trabalhadora”, dizia uma das músicas cantadas pelos foliões indignados do bloco Cuscuz Alegado, que desfilou em 2013 pelo segundo ano no carnaval de Natal. As paródias das marchinhas, com mensagens de protesto contra o caos na saúde e na educação, se transformaram numa marca registrada da brincadeira. No sábado e na segunda, o bloco desfilou pelas ruas de Ponta Negra e da Redinha, denunciando as injustiças e o descaso dos governos com os serviços públicos. Tudo com muita irreverência, alegria e criatividade.

Politizando a avenida e carnavalizando as lutas, o Cuscuz Alegado arrastou muitos foliões durante os dois dias de desfiles. Animado pelo batuque do grupo musical “Resistência da Lata”, o bloco levou para a avenida protestos contra a falta de transporte coletivo, o atraso no pagamento dos terceirizados e o recente aumento nos salários dos vereadores e do prefeito de Natal. “Esse é o nosso segundo ano no bloco e essa é uma parceria de extrema importância pra gente. Como temos uma proposta de arte e educação, o Cuscuz Alegado só nos ajuda a conciliar essa mistura.”, comentou o professor Marcos Vinícius, coordenador da banda “Resistência da Lata”.



A marca do Cuscuz
Uma das fundadoras do bloco Cuscuz Alegado, a professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, participou ativamente dos dois dias de desfiles. Para ela, foi muito gratificante poder reunir protesto político e carnaval com o objetivo de conscientizar a população. “Tivemos muitas marchinhas que são verdadeiras palavras de ordem. Teve marchinha sobre o caos na saúde, responsabilizando a governadora pelo abandono do nosso maior hospital. Marchinhas contra o racismo, a homofobia, o machismo. Muitos temas atuais, como o aumento na gasolina. Foi bastante criativo”, destacou Amanda.
Para a vereadora socialista, além de um momento de diversão, o carnaval também pode ser um importante espaço de politização dos trabalhadores.
Como não poderia ser diferente, durante os dois dias de desfile, o bloco ainda distribuiu muito cuscuz aos foliões. Tudo doado pelos próprios trabalhadores. Uma deliciosa forma de ironizar a lei que proíbe os professores de se alimentarem da merenda escolar.