quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ETA POVO QUE NÃO PRA DE LUTAR!

 

Índios da Ocupação Aldeia Maracanã no Rio prometem resistir à iminência de desocupação



O clima é de tensão na ocupação indígena da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro. No final de semana, a Tropa de Choque cercou o local sem mandado de reintegração de posse para retirar à força os índios.  A pressão de movimentos de ativistas, artistas e cineastas que estavam na ocupação, apoiando a resistência dos índios, fez com que o BOPE recuasse.

A reintegração de posse pode ser expedida hoje e, assim, a desocupação ocorrerá a qualquer momento.

O governo quer demolir o espaço para construção de obras do projeto para o novo estádio para a Copa. No local, localizado no entorno do Estádio Mario Filho, funcionava o antigo Museu do Índio, desativado na década de 70, porém reocupado por indígenas há oito anos.

Integrantes da CSP-Conlutas estiveram na ocupação, neste final de semana, prestando solidariedade aos indígenas.


 “O clima na Aldeia Maracanã é de resistência contra a desocupação”, disse o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Julio Condaque, também dirigente do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, presente neste final de semana na Ocupação.

Condaque explicou que o empresário Eike Batista, o Comitê da Copa e o governo, estão com uma ação, que tramita há três anos, de liberação do espaço para no lugar construir um estacionamento.

O estado decidiu alienar o espaço para outros fins, contrariando um processo dos indígenas para o tombamento do local.

Segundo o dirigente da CSP-Conlutas, 37 etnias montaram a Associação Indígena da Aldeia Maracanã no antigo museu. Os integrantes dessa entidade criaram esse status jurídico para que eles pudessem negociar com o governo a posse do local para os indígenas. “A Ocupação serve como símbolo de resistência dos índios e de luta de preservação de sua cultura e costumes”, salientou.


“É uma faxina étnica o que estão fazendo contra os índios. Não pode ter pobre, indígena ou negros no entorno dos estádios da Copa e dos grandes eventos”, ressaltou Condaque.

“No mês em se completa um ano da desocupação do Pinheirinho vemos novamente o braço do estado agir contra as minorias, visando somente o lucro. Desta vez, os povos originários que sofrem com a iminência de desocupação. Não podemos permitir e vamos resistir com eles até o final”, disse o dirigente.

A Aldeia Maracanã junto a sua assessoria jurídica impetrou sete ações contra essa tentativa desocupação. Duas ações estaduais caíram, as ações federais ainda não foram derrubadas.

Entidades ligadas à OAB, Procuradoria Geral da União, informaram que o local é de propriedade da União e teoricamente o estado não pode interferir. Segundo esses órgãos, a liminar estadual para desocupação, também não está cumprindo alguns critérios como garantia de proteção aos ocupantes.

O advogado da ocupação indígena da Aldeia Maracanã está indo para Brasília para tentar junto aos órgãos competentes impedir a desocupação.

Foto Capa: Blog Juventude às Ruas 
Fotos internas: CSP-Conlutas RJ

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

 ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR

 

Lisboa amanhece com nova greve de metrô em protesto contra cortes

Lisboa, 15 jan (EFE).- Os funcionários do Metrô de Lisboa apoiam de forma massiva a jornada de greve parcial convocada para esta terça-feira, que conta com uma adesão de praticamente 100% dos empregados em protesto contra os cortes aplicados pela companhia.
Foi o que informaram os sindicatos do ramo, cuja mobilização provocou a interrupção total do serviço suburbano a partir das 6h30 locais (4h30 de Brasília) e até as 10h30 (8h30).
De fato, a circulação de trens pelas vias do metrô foi suspensa até as 10h30 por decisão dos dirigentes da companhia, e as estações amanheceram hoje fechadas para evitar confusões aos usuários.
Os trabalhadores do metrô lisboeta protestam desta forma contra a redução salarial e o corte nos pagamentos extra de verão e natal, assim como pelas alterações nos pagamentos por feriados ou a redução de horas-extras, medidas todas elas introduzidas ao longo do ano passado.
O governo lusitano, por sua parte, quantificou em 200 mil euros o impacto do dia de greve parcial por parte dos empregados do serviço suburbano.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, lamentou em entrevista à agência estatal "Lusa" o efeito "prejudicial" que esse tipo de greve tem nas contas da companhia encarregada de administrar o metrô lisboeta.
Já na semana passada, Monteiro advertiu que esse tipo de mobilização só consegue é acelerar a privatização da empresa.
A privatização da companhia está entre os próximos objetivos do Executivo conservador português, processo que os trabalhadores rejeitam completamente e que motivou muitos atos semelhantes ao de hoje, durante os últimos dois anos, todos eles com forte adesão.
O metrô lisboeta transporta diariamente cerca de 450 mil pessoas, segundo dados da própria companhia. EFE

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

 

Mais de 4 mil metalúrgicos da GM fazem dia de manifestação em defesa dos empregos em São José


Os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos realizaram um dia de forte mobilização em defesa dos empregos nesta quinta-feira, dia 10.  Pela manhã, cerca de 4 mil trabalhadores fizeram uma manifestação na porta da fábrica em repúdio aos planos de demissão em massa da montadora.

Foi votada a intensificação da Campanha em Defesa dos Empregos com as ações do “Janeiro Vermelho”. A mesma postura foi assumida pelos trabalhadores em lay-off, na assembleia realizada por volta das 9h, na sede do Sindicato. Após a votação, cerca de 500 metalúrgicos saíram em passeata pelas ruas da cidade, com destino ao Paço Municipal.

Com faixas denunciando a tragédia que as 1.500 demissões causarão à cidade e cobrando a intervenção do prefeito Carlinhos de Almeida (PT) e da presidente Dilma, os trabalhadores buscaram o apoio da população e foram correspondidos. Ao longo da marcha, os joseenses demonstraram solidariedade à luta contra o desemprego.

Ao chegar à Prefeitura, por volta das 11h30, os metalúrgicos se surpreenderam ao encontrar os portões fechados, uma vez que o Sindicato já havia solicitado, em ofício, reunião com o prefeito. Após pressão, uma comissão de trabalhadores foi recebida.

Reunião na Prefeitura

Membros do Sindicato, da CSP-Conlutas e trabalhadores em lay-off foram recebidos por Carlinhos Almeida, pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, pelo Chefe de Gabinete, Paulo Roitberg e por uma comissão de vereadores, entre eles, a presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT).

Os metalúrgicos pediram que Carlinhos intervenha junto à montadora, no sentido de impedir as demissões, bem como busque ações junto ao governo federal para preservar os postos de trabalho.

“Acreditamos que, neste momento, um pronunciamento contundente do prefeito contra os cortes seria um importante apoio político na defesa dos empregos”, afirmou o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Carlinhos manifestou preocupação quando às demissões e afirmou que vai manter uma postura de “procurar mediar as negociações entre a montadora e o Sindicato”. O petista deve reunir-se com a direção da montadora na próxima semana para discutir o assunto.

Também ficou acertada a realização de uma audiência pública na Câmara para debater a questão dos empregos. A vereadora Amélia Naomi comprometeu-se a convocar representantes do Sindicato e da empresa para expor seus argumentos à sociedade.

“Foi importante que Carlinhos tenha recebido os trabalhadores. Mas nossa luta continua, a partir de agora, a guerra contra as demissões será permanente, até que a GM desista das demissões”, afirma o Macapá.

A próxima negociação entre Sindicato e empresa acontece no dia 16 de janeiro.

Fonte: SindmetalSJ

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013



O imbróglio sobre a lei do piso continua e em tempos de crise econômica o valor do reajuste que é, por enquanto, baseado no aumento do valor aluno do Fundeb começa a cair, e muito. De um reajuste de cerca de 21% ano passado cai para 7,97% esse ano. Com essa queda já podemos verificar que os efeitos da crise atingirão a educação. Resta saber se o governo Dilma diminuirá também os juros que paga religiosamente aos banqueiros. 










Como previsto, o Ministério da Educação acaba de anunciar o reajuste de 7,97% para o piso do magistério em 2013, totalizando R$ 1.567. Além de representar o menor índice dos últimos 3 anos, o valor não corresponde ao que foi proposto pela CNTE.
A entidade lembra que o MEC se baseia no parecer da Advocacia Geral da União, com o qual a CNTE não concorda. O parecer leva em conta o percentual do reajuste do custo aluno do Fundeb nos dois anos anteriores ao exercício vigente. A CNTE entende que o artigo 5º da Lei que criou o Piso é muito claro e estabelece que o custo-aluno é prospectivo. Se o custo-aluno está sendo reajustado em 2013 em 23,46%, esse deveria ser o reajuste do Piso.
Além disso, a CNTE considera que deveria ter havido um reajuste do Piso de 2008 para 2009. O MEC, levando em conta a interpretação do acórdão do STF quando do julgamento da primeira ação de inconstitucionalidade movida pelos governadores, entende que o Piso só passou a vigorar em 2009 e não em 2008. Para a CNTE, é uma interpretação sem lógica, já que a Lei do Piso é de 2008 e passou a vigorar assim que foi sancionada.
"Esse ano é um exemplo claro disso, houve um rebaixamento do Custo-Aluno estimado no início do ano. O índice estava previsto para ser reajustado em 21,75% e terminou sendo ajustado em 7,97%, o que também contribui para essa diferença de valores entre o Piso do MEC e da CNTE. Nossa análise é a seguinte: o Governo, ao anunciar o percentual de reajuste, deve ter mecanismos que banquem esse percentual de reajuste até o final, para não acontecer o que acabou de acontecer", afirma o presidente da CNTE, Roberto Leão.
A grande maioria dos Estados e municípios não cumpre a Lei, que inclui a jornada de trabalho, composta de 1/3 de hora atividade. Praticamente nenhum Estado cumpre a Lei do Piso na íntegra, alguns estão com negociações avançadas com os sindicatos, mas a CNTE lembra que a maioria insiste em desconsiderar esse artigo da Lei.

No capitalismo é assim: a tecnologia avança, quem tem dinheiro pode ter acesso a objetos fantásticos, mas o custo é a extrema exploração dos trabalhadores. A exploração a que são submetidos esses trabalhadores chineses é o sonho dos patrões do mundo todo.

 

Fábrica que faz iPhone tem cama sem colchão e insultos

Funciona à base de um 'gerenciamento militar' nas fábricas
O programa francês "Envoyé Especial" (Enviado Especial, em tradução livre), veiculado pelo canal France 2, mostra que pouco mudou nas fábricas da Foxconn após a montadora de eletrônicos chinesa, responsável pela fabricação de gadgets da Apple, se comprometer a melhorar as condições de trabalho de seus funcionários.
Veiculada na última quinta (13), a reportagem é chamada de "e-Germinal: no inferno das usinas chinesas", em uma referência ao romance Germinal de Émile Zola, que retrata o sofrimento dos mineiros de carvão na França no século 19. O vídeo mostra imagens feitas por duas pessoas infiltradas em fábricas na China da Foxconn -- a companhia se recusou a permitir a entrada dos jornalistas.
Segundo a reportagem, o sistema de produção da Foxconn, que emprega 1,4 milhão de pessoas na China, funciona à base de um "gerenciamento militar" nas fábricas, "onde os insultos são cotidianos e os dormitórios insalubres".
Não há imagens da linha de produção porque os funcionários são obrigados a deixar todos objetos "metálicos", incluindo celulares, em armários antes de começar a trabalhar. Eles não podem usar relógios e não há relógios nas paredes da fábrica. "O tempo não passa. É desesperador", conta a mulher que trabalhou infiltrada.
"Nós tínhamos de trabalhar durante a madrugada, durante oito horas. O turno terminaria às 5h da manhã, mas daí eles decidiram acrescentar mais duas horas de trabalho. Nós tivemos apenas uma pausa, mais ou menos às 23h. E o trabalho é sempre repetir o mesmo gesto", conta o outro infiltrado.
Dormitórios insalubres
Depois do trabalho, todos retornam ao dormitório, diz ele, "mas não conversam uns com os outros". São oito pessoas por quarto, equipados com beliches sem colchões. Há uma sala de TV – um pequeno aparelho pendurado na parede – com fileiras de bancos de madeira. Alguns dos dormitórios ainda estão sendo construídos, mas já estão ocupados por trabalhadores da Foxconn, mesmo sem haver eletricidade ou elevadores.
O salário, de cerca de 220 euros (cerca de R$ 605), é bem maior do que esses trabalhadores conseguiriam trabalhando em suas províncias de origem. "Mas não chegamos a receber isso. Descontam 14 euros do dormitório, 50 da refeição e mais dinheiro do seguro", diz a mulher infiltrada.
A reportagem conclui que as más condições de trabalho tem como origem o atendimento à demanda de produção do iPhone 5. O smartphone é tido como mais difícil de ser produzido quando comparado aos seus antecessores – tão difícil que a Foxconn tem de contratar novos funcionários "incansavelmente" para substituir os trabalhadores que deixam, "frustados", a linha de montagem.
A Foxconn não quis comentar as imagens feitas pelo canal de TV francês. A Apple informou ao programa que "as empresas subcontratadas são obrigadas a fornecer condições de trabalho seguras, dignidade e respeito aos funcionários".