domingo, 9 de setembro de 2012


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Seis governadores entraram com mais uam ADIN contra a lei do Piso Salarial Nacional. Dessa vez é contra uma das questões que mais nos interessa na lei, que é o referencial de reajuste do piso. Já constatamos que o valor inicial do piso era rebaixado, no entanto, o reajuste pelo valor aluno do Fundeb, como está na lei,  gera um aumento no valor que pode torná-lo mais próximo de nossa reivindicação histórica que é o valor do Dieese, hoje em mais de 2.000,00 por 20h.

Esses governadores, um do PT, partido da presidente da república; um do PMDB, do vice presidente da república; um do PSD, partido do Kassab que é prefeito de São Paulo; um do PSB, do Júlio Delgado de JF e Marcio Lacerda de BH e dois do PSDB, de Aécio, Anastasia e Custódio, alegam que perderam o direito de definir o reajuste que eles quiserem, isto é, do arrocho que eles sempre dão no nosso salário.

Com certeza todos estão, em seus estados, apoiando candidatos de seus partidos ou de aliados a prefeituras, como Aécio e Anastasia com Custódio aqui em JF. Vamos denunciar.


Diminuição da Jornada

Proposta do governo pode ser uma armadilha. Nova negociação dia 19/09


A direção da Subsede realizou uma assembleia regional no dia 05/09 na qual apresentou uma análise da proposta do governo Anastasia para cumprimento da redução de jornada de 1/3 da carga horária fora da sala de aula.

Infelizmente houve pouca presença da categoria. Temos insistido com nossos colegas que é muito importante a participação nas assembleias porque é um espaço de informação, de formação e, principalmente, de deliberações. Nenhum sindicato consegue caminhar de forma competente se não tiver sua categoria caminhando junto.

Constatamos pela apresentação que a proposta do governo é complexa e contém armadilhas que precisamos compreender devidamente para retirá-las do projeto de lei, por isso foi deliberado a realização de reuniões de representantes de escolas e de um grupo de estudo sobre o tema.

Foi discutido também a necessidade de aumentar a mobilização para fortalecer a direção do sindicato  nas negociações com o governo, por isso a paralisação marcada para dia 19/09, quando haverá nova negociação, tem que ser forte e acontecer em todas as escolas.

Enviaremos às escolas a convocação para a reunião de Representantes de Escola.












 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO

Hoje é um dia nacional de luta em defesa da educação básica. A CNTE convocou uma marcha à Brasília e a subsede de Juiz de Fora enviou um grupo de10 educadores que, juntamente com outros educadores da rede municipal estarão participando das atividades na capital federal.

A direção da Subsede de Juiz de Fora vem reivindicando, desde a nossa greve ano passado a organização de uma luta nacional unificada em defesa da implementação da lei federal. No entanto a direção da CNTE não "enxergou" a necessidade dessa unificação nos momentos mais cruciais das lutas da educação no ano passado que chegaram a cerca de 20 em todo o país e, novamente em 2012, não "enxergou" o melhor momento para essa marcha nacional que foi no primeiro semestre durante as greves dos estados de Sergipe e da Bahia. O dia de hoje foi, inclusive,  deliberado num momento em que as duas greves citadas já ocorriam e as greves no setor federal já estavam assinaladas.

Não compreendemos o porque dessa marcha nesse momento em que as lutas, inclusive do setor deferal, já se esgotaram, no entanto avaliamos que é necessário fortalecê-la, mesmo tendo divergências com as reivindicações, e por isso a subsede e a CSPConlutas participarão da marcha com suas bandeiras específicas.

As reivindicações da marcha nacional

São três as reivindicações dessa marcha: Defesa da Lei do Piso; 10% do PIB para educação e aprovação do PNE.

A direção da Subsede tem acordo com a reivindicação da lei do piso, no entanto em relação aos 10% e ao PNE temos diferenças que consideramos importantes. Na questão da aplicação do 10% do PIB, a CNTE e a CUT aceitam a proposta do governo Dilma de fatiar aplicação desse investimento de forma que apenas em 2023 a educação terá o total desse investimento. Para nós, a educação não pode esperar, exigimos os 10% do PIB já.

Sobre o PNE, a reivindicação das entidades acima é que o mesmo seja aprovado imediatamento e exige a suspensão de uma medida do governo que está travando a sua tramitação. Mas, para nós nem o travamento do governo e nem a aprovação imediata nos interessa porque consideramos o PNE como está formulado extremamente privatista. Nele está contido metas e medidas que possibilitam a drenagem do dinheiro público para o setor privado da educação através de convênios com entidades privadas e compras de vagas em cursos particulares. Se o PNE for aprovado como está, boa parte da nossa reivindicação histórica de 10% do PIB para educação pública será destinado ao setor privado da educação, que queremos abolir.

Diante disso, afirmamos que devemos fortalecer toda luta em defesa da educação básica, mas que é imperativo que as entidades que representam os educadores como a CNTE, o Sind-Ute e os demais sindicatos da categoria retomem a contrução de nossos foruns de discussão e deliberação sobre um PNE autônomo do governo e dos donos de escolas, como já aconteceu na década de 90 quando milhares de educadores eleboraram o PNE da sociedade. É urgente retomar esses Foruns e construirmos o "nosso PNE".

Reivindicamos:

- a retirada do PL8035/2010 (PNE do governo e donos de escola)
- Aplicação de 10% do PIB para a educação, exclusivamente pública já e não só em 2023
- Cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional onde ele for vantajoso para os educadores e continuidade da luta em defesa do Piso do Dieese.

ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR!

Operários da construção civil de Belém (PA) entram em greve por tempo indeterminado



Assembleia da categoria que decidiu pela greve (crédito: Lélia Oliveira)

Cansados da intransigência da patronal, os operários da construção civil de Belém (PA) entraram em greve por tem indeterminado, nesta terça-feira (4). A categoria realizou, nesta manhã, passeatas e mobilizações pelas ruas da capital. Cerca de 400 trabalhadores chegaram a interditar a rodovia Augusto Montenegro.

A greve foi decretada em assembleia realizada na segunda-feira (03/09), à noite, na sede do Sindicato. A categoria apresentou aos empresários do setor, uma pauta de reivindicação, que consta do Acordo Coletivo 2012-2013.

O Sindicato da Construção Civil de Belém  (PA), filiado à CSP-Conlutas, representa mais de 12 mil trabalhadores que, desde o final de julho, estão em negociações com o sindicato patronal, sem sucesso.

Segundo o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, o setor da  construção civil em Belém  é um dos que mais se  valoriza e lucra nos últimos anos, tem o metro quadrado mais caro do país,  entretanto  esse crescimento  não tem sido repassado aos trabalhadores.

A categoria decretou estado de greve desde o final de agosto e estava aguardando nova proposta da patronal.  “Não houve melhorias na proposta, decidimos dar a resposta com greve por tempo indeterminado”, afirma Lopes.

Os trabalhadores pedem um reajuste geral de 16% e aumentos específicos nos pisos salariais da categoria. Para os profissionais, que hoje ganham R$ 900,00, a entidade reivindica um novo piso no valor de R$ 1.120,00. Para os ajudantes a proposta é que sejam elevados dos atuais R$ 650,00 para R$ 780,00, por exemplo. O direito a cesta básica é outro ponto decisivo nesse impasse, assim como o direito a eleição de delegados sindicais de base.

Pauta  específica para as mulheres  - Entre outras reivindicações, o Sindicato  apresenta reivindicações especificas para as mulheres, entre as quais: qualificação e classificação profissional, isto porque mulheres são contratadas como serventes mesmo tendo qualificação como eletricista, serralheira e profissional. “Em Belém, a mulher entra servente e morre servente na obra, chega!”, indigna-se a coordenadora geral do sindicato, Deusarina de Almeida, a Deuzinha.

Fonte: site CSPConlutas

Sem acordo, bancários decidem entrar em greve no dia 18

Após mais uma rodada fracassada de negociação com os bancos sobre o dissídio da categoria, os bancários decidiram entrar em greve no próximo dia 18. Antes disso, o Comando Nacional dos Bancários fará uma assembleia no dia 12 e outra, na noite do dia 17. A expectativa da categoria é de que a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresente nova proposta antes disso e reabra as negociações.

Nesta terça-feira, representantes dos bancários ficaram reunidos com a Fenaban das 15h até o início da noite, sem que uma nova rodada de discussão fosse marcada. "Não tivemos avanços hoje, o que significa que eles não estão querendo resolver a campanha na mesa de negociação", avalia a presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite. A Fenaban não quis dar entrevistas.

Os banqueiros reapresentaram a mesma proposta já comunicada na última semana, de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. "Os bancos vieram para a mesa e não apresentaram nenhuma outra proposta. A gente já havia discutido essa proposta atual e dito que era insuficiente", disse Juvandia. "Nós estamos dando prazo inclusive para que eles revejam a decisão. Temos duas assembleias antes da greve e a Fenaban pode chamar o comando para fazer nova proposta", completou.

Na semana passada, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, já havia alertado que a categoria estava mobilizada para ir à greve caso o acordo fosse insatisfatório. A expectativa do Comando Nacional dos Bancários era de que a Fenaban apresentassem hoje nova proposta que se aproximasse mais das reivindicações.