quinta-feira, 31 de maio de 2012

O novo PNE que está em tramitação na Câmara Federal não reflete os anseios dos educadores e da comunidade escolar. Por ser um plano para a educação do país e por ter uma vigência de 10 anos, deveria ser construído pelos trabalhadores em educação e pela população que é usuária da escola pública. No entanto não é isso o que aconteceu. O PNE é um documento do governo federal, com políticas que já estão sendo implantadas nos últimos anos como as avaliações externas e de desempenho dos educadores; como os repasses do dinheiro público para entidades privadas ( escolas: Prouni, bolsas,convênios, ongs, creches conveniadas, isenções fiscais etc) e o mais grave, com financiamento rebaixado. Atualmente o governo federal gasta menos do que 5% do PIB com a educação e o PNE propõe aumentar para 10% como reivindicam os trabalhadores, mas apenas em 2020. Até lá a educação continua na penúria e na situação calamitosa em que se encontra. Enquanto isso o governo repassa quase 50% do orçamento do país para o pagamento de juros aos banqueiros nancionais e internacionais. Para piorar, vem o deputado do PT (governo federal), relator do PNE dizer que a educação não precisa de mais investimento (ver texto abaixo). Com a palavra o ministro da educação e a presidenta Dilma: qual a opção desse governo, repassar dinheiro público para banqueiros ou investir na qualidadee da educação do país?




 Votação do PNE fica para a primeira quinzena de junho

Segunda, 28 de Maio de 2012
A votação do Plano Nacional de Educação (PNE) foi adiada mais uma vez na Câmara dos Deputados. Devido ao feriado de Corpus Christi na próxima semana, os parlamentares da Comissão Especial responsável por analisar o Projeto de Lei 8035/10 definiram os dias 12 e 13 de junho como prováveis datas para se pronunciarem sobre a matéria. Na sessão desta quarta-feira (30), o relator Angelo Vanhoni causou polêrmica ao afirmar que não vê necessidade de um investimento de 10% do PIB em educação.
Fonte: site CNTE
MAIS UMA GREVE PELO PISO SALARIAL NACIONAL. E A CNTE MARCA MARCHA NACIONAL PARA SETEMBRO?

Betim não cumpre o Piso e educadores/as entram em greve

Trabalhadores/as em educação infantil de Betim deflagraram uma greve nessa quarta-feira (30/5). Eles querem ser contemplados pelo plano de carreira da Prefeitura da cidade e reivindicam o pagamento do Piso Salarial Profisssional Nacional (PSPN), conforme determina a lei 11.738/08. A paralisação está com 50% de adesão em toda a cidade.
A decisão de iniciar a paralisação foi tomada em assembleia da categoria, realizada na última quarta-feira (23/5). De acordo com os trabalhadores/as, no dia 3 de janeiro, foi entregue por eles à Prefeitura uma pauta com todas as reivindicações da categoria. Entretanto, até o momento, nenhuma das demandas foi atendida.
Os/as profissionais da educação denunciam falta de estrutura adequada nos Centros Infantis Municipais (CIM), onde trabalham. “Temos informações de lugares que não têm sequer sala de professor. Os profissionais são obrigados a lanchar em banheiros desativados. Em alguns deles, houve até infestação de ratos e a administração municipal não tomou nenhuma providência”, afirma a integrante da direção da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) em Betim, Denise Romano.
A categoria informa, ainda, que o Executivo Municipal está intimidando os/as educadores/as com ameaças de exoneração e de abertura de processo administrativo disciplinar. “É importante que a sociedade saiba que a atual prefeita, Maria do Carmo Lara, votou favorável à lei do Piso em 2008, quando ela era deputada federal. Mas, agora, que ela representa o Poder Executivo, ela descumpre a norma”, reiterou Denise Romano.
Fonte: site Sindutemg  

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CSP-Conlutas sindicatos e PGT se reúnem para resolver impasse na greve dos metroferroviários

30/05/2012
Greve dos trabalhadores da CBTU já dura três semanas

Nesta terça-feira (29), foi realizada, a pedido da CSP-Conlutas, uma reunião na PGT (Procuradoria Geral do Trabalho) para tratar do impasse em que se encontram as negociações envolvendo a CBTU (Companhia Brasileira de Transportes Urbanos ) e os sindicatos que representam seus empregados, que se estão  em greve há quase três semanas.

Já foram realizadas nove rodadas de negociação e, até o momento, a empresa mantém a proposta de reajuste zero para a categoria. Mesmo depois de reunião realizada na Secretaria Geral da Presidência da República, também a pedido da CSP-Conlutas, onde formalmente o governo autorizou a empresa a negociar, não houve mudança de postura da CBTU.

Depois de mais de quatro horas de reunião, o diretor Juridico da empresa se comprometeu a levar à direção da CBTU uma proposta para reabertura das negociações.
Fonte: Site CSPConlutas

Greve nas universidades federais já é uma das maiores dos últimos anos

Greve iniciada no dia 17 de maio ganha apoio dos estudantes; marcha nacional pela Educação ocorre dia 5 de junho em Brasília










Estudantes da UFRJ aprovam greve estudantil

• No dia 17 de maio, os professores das universidades federais iniciaram uma forte greve que atinge hoje cerca de 50 instituições em todo o país, sendo já um dos maiores movimentos grevistas dos últimos anos no setor. Desde o início, a greve nas federais surpreendeu pela ampla adesão, começando com mais de 30 instituições logo no primeiro dia.

Além do apoio dos estudantes, a greve vem atingindo instituições federais e setores normalmente refratários a movimentos paredistas. Não é difícil entender a indignação que atinge a comunidade universitária. Os docentes sofrem com um plano de carreira defasado e o descaso do governo, enquanto as universidades federais estão literalmente caindo aos pedaços, com uma infraestrutura sucateada e falta de professores.

O quadro é tão dramático que, segundo o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o início do ano letivo de 2012 foi suspenso ou atrasado em diversos cursos devido à falta de condições em várias universidades. “Existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico” , Além da ampla adesão dos docentes, a greve nas universidades federais também conta com apoio massivo dos estudantes. Nesse dia 29 de maio uma assembleia histórica na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a maior do país, reuniu cerca de 2 mil alunos, que aprovaram greve estudantil por melhorias nas condições de ensino. Estudantes de 20 universidades federais já teriam decretado também greve estudantil.

Descaso do governo
O governo Dilma e o Ministério da Educação, além de serem responsáveis pela situação de precariedade das universidades federais, vêm tratando a greve e as reivindicações dos docentes e estudantes com total descaso. No último dia 25 o representante do Ministério do Planejamento indicado para negociar com os professores simplesmente desmarcou a reunião agendada para aquele dia, sem qualquer justificativa. Seria a primeira reunião com o governo desde o início da greve. Já o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se limita a atacar a greve e a exortar os professores a voltarem ao trabalho na imprensa, mas se nega a abrir diálogo com os docentes.

Parte da indignação dos docentes vem do fato de o governo ter assinado, em 2011, um acordo em que se prontifica a fechar um novo plano de Carreira até o dia 31 de março de 2012. Porém, passada essa data, não havia nada de concreto. A desvalorização da carreira docente nas universidades públicas afeta a qualidade de ensino e, junto com a precarização causada pelos sucessivos cortes no Orçamento, aprofunda a crise da Educação. A isso se somam as unidades sem a menor infraestrutura abertas após a aprovação do Reuni (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) em 2007 e que impôs o aumento do número de vagas nas federais sem o consequente aumento nas verbas destinadas às universidades. Resultado: salas superlotadas, estudantes sem salas ou professores e falta de materiais básicos.



"A greve é uma reação ao desmonte da universidade pública imposta por sucessivos governos que, desde FHC, vem aplicando os planos dos organismos internacionais como ONU, Banco Mundial e a OMC, com o objetivo de atender às demandas do capital em crise", afirma Cláudia Durans, docente da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), explicando que tal plano prevê a "flexibilização e dissociação entre ensino, pesquisa e extensão, diversificação nas modalidades de ensino (cursos sequenciais, licenciaturas e bacharelados interdisciplinares), ensino à distância, avanço da privatização favorecendo os grandes grupos econômicos, como o Prouni, e a própria degradação das condições de trabalho e de desenvolvimento das atividades acadêmicas, de qualificação".

Unificar as lutas
"É importante avançar na unificação da greve com os técnicos administrativos das universidades federais, que tem indicativo de greve para o dia 11 de junho, assim como reafirmar a unidade com os estudantes", afirma Durans. Entidades como o Andes-SN, Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) e ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre) convocam uma marcha nacional pela Educação para o próximo dia 5 de junho em Brasília, exigindo o atendimento das reivindicações dos trabalhadores em educação e a melhoria no ensino, incluindo a exigência de 10% do PIB para a Educação.

Fonte: site PSTU

TODO SANTO DIA TEM UMA NOVA LUTA COMEÇANDO.  EDUCAÇÃO, CORREIOS, CONSTRUÇÃO CIVIL. 

ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR!

Trabalhadores dos Correios Itaguaí e Sindicato ocupam sede da empresa

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) de Itaguaí, no Rio de Janeiro, que está paralisado desde a segunda-feira (28), junto com a direção do Sindicato, ocuparam a sala do COPER nesta quarta-feira (30), na sede central da DR/RJ para exigir uma solução para estes ecetistas que enfrentam péssimas condições de trabalho. Em uma postura ditatorial, o diretor regional Omar Assis Moreira se nega a receber os trabalhadores para solucionar suas reivindicações. Além disso, os gestores insistem em descontar os dias parados.
O CDD Itaguaí atende a 12 distritos. Por falta de pessoal, as encomendas chegam atrasadas, o que tem gerado revolta na população, que ontem protestou no local, a polícia foi, inclusive, acionada.
A situação do CDD Itaguaí se repete por várias unidades, pois falta pessoal e as condições de trabalho são precárias, além dos assaltos. O Sindicato tem realizado diversas paralisações para cobrar da direção da empresa uma solução definitiva para esse problema.
O Sindicato pede o apoio de todos os ecetistas para que este caso seja resolvido o mais rápido possível e que seja repudiada a intransigência do diretor regional Omar Assis.
Fonte: Sintect RJ