quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A GREVE FOI SUSPENSA. A LUTA CONTINUA!

A assembelia estadual deliberou ontem, as 23:30h a suspensão da greve. Durante todo o dia milhares de trabalhadores em educação de todo o estado estiveram no pátio da ALMG, inicialmente em vigília aos dois companheiros em greve de fome e aos 28 que estavam acorrentados nas cadeiras e mesas do plenário principal da Assembleia Legislativa, depois, a partir das 11h, aguardando o resultado da negociação chamada, naquele momento, pelo governo que durou toda a tarde até o início da noite e, ainda, aguardando até as 22h, a decisão do comando de greve, sobre a proposta do governo.
A assembleia foi retomada e a decisão do comando, de suspensão da greve foi discutida e deliberada pela categoria que se manteve firme e não arredou pé da AlMG até que tudo fosse definido.
A votação não foi unânime, cerca de 25% da assembleia votou pela continuidade da greve, pois não aceitava os escalonamento proposto pelo governo de implantação do piso até 2015 e queria manter a greve pelo pagamento imediato. No entanto, 85%, mesmo discordando do escalonamento, mas avaliando o momento delicado da greve: o grande refluxo em função dos ataques sofridos pelo governo apoiado pelo TJ de Minas e pelo STF e a ameaça de demissão, a partir de hoje, dos 248 designados que se mantinham em greve, avaliaram que deveriam suspender o movimento a partir de amanhã.
Hoje,às 16h realizaremos uma assembleia regional na Escola Normal, na qual será será apresentada a avaliação que o comando local de greve fará sobre a decisão da assembelia estadual. Esperamos lá toda a categoria para analisarmos coletivamente a maior greve já acontecida em Minas Gerais. Nesses 112 dias, muitos foram os sentimentos vivenciados pelos que estiveram em greve em todo esse tempo: alegria/angústia; preocupação/alivio; cansaço/força; ânimo/desânimo; companheirismo/ decepção;esperança/desesperança, porém, uma certeza todos tinham em todos os momentos: a luta dos trabalhadores é necessária, justa e legítima!

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"O ESTADO DE MINAS" É TOTALMENTE GOVERNISTA.

Leiam a capacidade de "O Estado de Minas":


Estudantes retomam aulas após mais de 100 dias de greve Justiça considerou paralisação em Minas abusiva e determinou fim do movimento, sob pena de multa, mas sindicato promete recorrer

O Estado de Minas - 19/09/2011 - Atualização: 06h 50 min

Quando soube pela televisão que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais havia considerado a greve abusiva, o aluno do 2° ano do ensino médio Thiago Henrique Silva, de 17 anos, correu para o telefone e ligou para o Colégio Estadual Central. Queria saber se já podia deixar a mochila pronta, contando com o possível retorno das aulas hoje. Durante os mais de cem dias de greve, como tantos colegas angustiados, ele estudou por conta própria, para não esquecer a matéria e ocupar o tempo ocioso. Thiago já sabe, porém, que corre o risco de ficar mais um dia sem aula: a informação da escola era de que os professores manteriam a decisão do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) de não retornar e aguardariam a assembleia da categoria, marcada para amanhã.

“Fiquei frustrado. Vai ser mais um dia perdido. Já não aguento mais ficar em casa, de bobeira. No início da greve, ainda pensei que ia ser bom ficar uma semaninha sem aula e descansar, mas já percebi que tanto tempo assim me faz correr o risco de perder o ano”, diz o estudante, sem aulas um mês. Influenciado pela preocupação da mãe, uma enfermeira que cobra empenho e notas boas, ele usou os livros doados pela escola para rever a matéria e fazer exercícios.

“Já fiquei muito tempo em casa para o meu gosto. Não deu para avançar o conteúdo, porque eu não sabia o que ia aprender, mas pelo menos não esqueci as matérias”, disse. “Estou preocupado também porque, quanto mais tempo demorar a greve, pior para as nossas férias. Minha família ia viajar para Aparecida do Norte, num passeio organizado pelo meu avô. Vão 15 pessoas, mas, se tiver aulas aos sábados, vou ter que ficar de fora”.

Em outras escolas, o clima de ansiedade gerado pela decisão judicial de que os professores devem encerrar a greve imediatamente – sob pena de pagamento de multa – não é diferente. Gustavo Alfredo Rodrigues da Silva, de 17 anos, também retirou os livros guardados no armário e separou o uniforme do Instituto de Educação. Aluno do 2º ano de uma turma de Humanas, ele tentou minimizar os prejuízos da greve, criando uma rotina de estudos e pesquisa na internet, de duas a três vezes por semana.

“Faço um curso de usinagem mecânica, então, não deixei de estudar Matemática. Também refiz exercícios de disciplinas que tenho mais dificuldade, como Português e Biologia. Fiz pesquisas para não esquecer os assuntos e até aos sábados eu estudava”, contou. “Ano que vem, faço vestibular e não podia deixar que a greve atrapalhasse mais do que já está me prejudicando”, acrescentou.

Grupo de estudos

Mais de cem dias parado e o aluno do 2° ano Caio Araújo de Pádua, de 16, leu dois livros de ficção “só para não ficar à toa”. Também manteve os cursos extracurriculares de Inglês e Matemática, mas o tempo vazio já o está incomodando. Ele apoia a reivindicação dos docentes por melhores salários, mas, assim como o desembargador Roney Oliveira, também considera a paralisação muito longa.

“Tentamos fazer um grupo de estudos durante a greve, pelo menos para não esquecer o que a gente já tinha aprendido, mas a vice-diretora da minha escola não cedeu o espaço. O jeito foi estudar em casa mesmo e agora vou ter que dobrar o tempo de atenção aos estudos. Entendo que os professores precisam de aumento e até concordo, mas já estamos há muito tempo em casa e isso até estressa o aluno. Estou doido para voltar para a escola e ter contato com outras pessoas, para fazer uma coisa de útil na vida”, desabafou o estudante que pretende ser engenheiro.

Desestimulada, a vestibulanda Bruna Xavier, de 17, já desistiu das provas deste ano. Candidata a uma vaga de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela voltou à escola no início do mês, para aulas com professores substitutos, mas acha que não tem chances de participar das seleções neste ano. “Até dá para repor as aulas e completar o ano letivo, mas falta muito pouco para o Enem e a gente está muito defasado: não há a menor condição de competir com alunos de escolas públicas que estão estudando direitinho desde o início. É ruim para mim, a greve atrapalhou muito, mas o que vou fazer?”, diz ela, resignada. Bruna pretende terminar o ensino médio e se esforçar, ano que vem, em um cursinho pré-vestibular.

Na assembleia

A Assembleia Legislativa pode apreciar esta semana projeto do governo de Minas com subsídio de R$ 1.122 (o valor incorpora todas as vantagens) e de R$ 1.320 para os profissionais com licenciatura plena, além de do piso de R$ 712,20, para jornada de 24 horas. O modelo foi apresentado ao Sind-UTE/MG, que decidiu manter a greve. Na ocasião, o procurador-geral de Justiça de Minas, Alceu Marques, disse que o valor indicado pelo estado atende à decisão do
STF que estabelece piso nacional para professores da rede pública.



É impressionante a capacidade para mentir deste periódico chamado "Estado de Minas". A matéria que acabamos de ler é totalmente tendenciosa. A "Bola Murcha" de hoje vai para o jornal que, com sua capacidade deslavada, consegue beeirar ao ridículo.

Como que um editor "regulamenta" a mediocridade que consta da matéria postada acima? A barbárie está instalada! Diários Associados, que papelão!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ACORRENTADOS NO CALÇADÃO.

Diante de tanta arbitrariedade imposta pelo governo do Estado de Minas Gerais e seus aliados, o Comando Regional de Greve decide convocar a categoria a se acorrentar no Calçadão da Rua Halfeld. O ato acontecerá nesta segunda-feira, dia 19 de setembro de 2011 a partir de 8 horas. A previsão é que se fique o dia inteiro e não está descartada a possibilidade de permanecer - em vigília - até terça-feira, quando acontecerá a próxima Assembleia Estadual em Belo Horizonte.

A atitude tem por objetivo denunciar a propaganda enganosa do Governo veiculada nas mídias, cujo teor anuncia que o mesmo Governo já paga o valor do piso aos educadores. Infelizmente, mais uma vez o Governo Anastasia mente à população mineira e continua a desrespeitar o profissional da educação, destruindo o Plano de Carreira dos docentes mineiros e negando aos alunos da rede pública estadual uma educação de qualidade.

A categoria já foi convocada a comparecer e a manifestar apoio. A sociedade já tem se posicionado repudiando as atitudes do Governo de Minas e registrando apoio aos valorosos educadores. Compareça ao Calçadão e dê o seu apoio aos educadores em greve, sem os quais, a educação pública estadual já estaria na vala comum do descrédito.

domingo, 18 de setembro de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO.

Na tarde dessa sexta-feira, 16 de setembro, o Sind-UTE/MG foi notificado da decisão do Desembargador, Roney Oliveira, na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

O Desembargador concedeu parcialmente a tutela antecipada determinando a suspensão do movimento grevista, coordenado pelo Sind-UTE/MG, com o imediato retorno dos grevistas às suas atividades laborais, sob pena de multa gradativa de R$ 20.000,00 pelo primeiro dia de continuidade do movimento (19/09), de R$ 30.000,00 pelo segundo dia (20/09); R$ 40.000,00 pelo terceiro dia (21/09) e R$ 50.000,00 pelos dias subseqüentes, limitado o montante da pena a R$ 600.000,00.

Diante desta decisão, o Sind-UTE/MG faz os
seguintes esclarecimentos:

1) A greve não foi julgada ilegal. A decisão do Desembargador é pelo retorno imediato, não havendo pronunciamento sobre a legalidade do movimento.

2) De acordo com o Desembargador, "a extensa duração do movimento grevista traz grave prejuízo aos alunos da rede pública, às voltas com a iminente e possível perda do ano letivo, o que tipifica o movimento como abusivo, na forma do art. 14, da Lei 7.783/89." A decisão do Desembargador teve como fundamento a duração do movimento. No entanto, no dia 05 de julho, o Sind-UTE/MG ajuizou a Medida Cautelar N°. 0419629-72.2011.8.13.0000, cujo relator também é o Desembargador Roney Oliveira.Nesta Medida Cautelar, salientamos a competência e a função judicial do Tribunal de Justiça, equiparado à do Tribunal Regional do Trabalho, para intermediar a solução do movimento de greve. Nesta ação, pedimos que o Tribunal de Justiça convocasse as partes (Sind-UTE/MG e Governo do Estado) para uma audiência de conciliação. Isto quer dizer que há 70 dias o Sindicato recorreu ao Tribunal de Justiça para evitar prolongamento da greve diante do impasse com o Governo do Estado. Mas, diferente da atuação na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público, não houve decisão ao pedido feito pelo Sind-UTE/MG.

3) O Sind-UTE/MG recorrerá desta decisão, que é provisória, e apresentará nesta segunda-feira, dia 19/09, uma Reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal, visto que além de desconsiderar a Lei Federal 11.738/08, desconsidera também a Lei Federal 7.783/89 que regula o direito de greve.

4) A greve, conforme decisão da categoria em assembleia realizada no dia 15 de setembro, continua por tempo indeterminado e não será suspensa em função desta decisão judicial.

5) Lamentamos o papel exercido pelo Ministério Público Estadual que se omitiu em relação à contratação de pessoas sem formação para atuar nas salas de aula, em relação ao não investimento em educação, por parte do Governo do Estado, do mínimo previsto na Constituição Federal. Ele não zelou pelo cumprimento de uma lei federal no Estado de Minas Gerais e se posicionou claramente a favor do Governo do Estado.

sábado, 17 de setembro de 2011

EDUCADORES RESISTEM E GOVERNO MINEIRO PROMETE NEGOCIAÇÃO.

Praça da Liberdade vira praça de guerra. Festa do governo é fechada para o povo. Educadores resistem e arrancam negociação. A greve continua!

Por Euler Conrado - 16/09/2011 - Publicado às 22h 39 min.

Pessoal da luta, turma do NDG,

Acabo de chegar da Praça da Liberdade, que virou hoje um palco de guerra, graças à truculência do governo. Cerca de 3 mil educadores lá estiveram (estivemos) para acompanhar a contagem regressiva para a Copa do Mundo. Mas, logo nos demos conta de que não éramos bem vindos e muito menos nossos nomes figuravam entre os convidados do governo. A praça estava toda cercada com grades e tropa de choque, cavalaria, cachorros treinados, homens da polícia armados com escopeta e cassetetes.

Do lado de dentro, bem em frente ao Palácio, três dezenas de bravos educadores encontravam-se acorrentados desde às 6h da manhã. Do lado de fora, lá estávamos nós. Gritávamos palavras de ordem e os colegas acorrentados repetiam ou puxavam os gritos de guerra contra o desgoverno que descumpre uma lei federal e vem se recusando a pagar o nosso piso salarial.

Por volta de 16h30 já havia um bom número de educadores em greve. Quando o relógio apontava as 19h já podíamos contar algumas centenas de bravos guerreiros e guerreiras. Houve um momento em que o efetivo da polícia de choque aumentou e começou a se movimentar, tanto em nossa direção, quanto em direção aos colegas acorrentados. A praça estava cercada por grades e nós começamos a gritar que poderíamos invadir aquele local, numa demonstração de que não aceitaríamos qualquer investida contra os colegas acorrentados, que resistiam desde cedo, inclusive ficando um bom tempo sem alimentos e sem poder ir ao banheiro.

Numa certa altura, recebemos a informação de que havia uma negociação em curso envolvendo alguns deputados da oposição, dirigentes sindicais, e o governo. Depois, a colega Lecioni, diretora do Sind-UTE, informou-nos que havia sido feito uma negociação através da qual o governo aceitava retomar as negociações com o sindicato na terça-feira, às 9h, na ALMG, com a participação do presidente daquela Casa, Dinis Pinheiro. Concordaram em suspender o projeto de lei do governo para abrir a negociação. Em troca, os colegas acorrentados teriam que sair do local onde estavam e se juntar aos demais colegas. Por maioria dos que estavam lá dentro - entre acorrentados e apoiadores, incluindo os dirigentes sindicais - aceitou-se a proposta.

É bom destacar que entre os acorrentados a maioria desejava continuar a resistência. Mas, prevaleceu a compreensão de que graças à ação da base da categoria naquele dia, o governo fora obrigado a retomar as negociações, embora ainda não saibamos se ele vai descumprir, mais uma vez, a palavra empenhada. Mas, como estamos em greve, temos a garantia da nossa capacidade de pressionar novamente.

Contudo, logo em seguida o governo começou a nos provocar, ao estacionar três ônibus num local que ficava entre os educadores que protestavam e o ato do governo, onde acontecia showzinhos para a seleta elite de convidados presentes.

Neste momento, o pessoal começou a gritar ainda mais e a protestar contra essa tentativa de impedir a visibilidade dos manifestantes. Por sua vez, a tropa de choque do governo agiu com truculência, espancando e jogando gás de pimenta nos nossos combativos educadores.

Em função disso, nossos colegas começaram a derrubar as grades, e a polícia de choque aumentou o efetivo e atuou com a habitual violência. Um colega saiu sangrando muito do local, uma outra teria desmaiado, outros foram agredidos, vários tomaram gás de pimenta no rosto, mas os educadores resistiram e mudaram de posição, para outro local.

A polícia tentava acompanhar as mudanças de rota dos educadores em greve e apoiadores e por toda parte as grades eram arrancadas pelos educadores, e recolocadas pela polícia, até que os educadores dispersos se concentraram no extremo oposto ao ponto inicial (do lado direito do Palácio da "Liberdade").

Muitas palavras de ordem, gritos de protestos e cantos e apitos, e eis que a polícia dispara cinco bombas de efeito imoral, que chegaram a acertar pelo menos dois colegas que estavam próximos de mim, além da fumaça e do cheiro insuportável. Houve uma rápida dispersão, até que nos concentramos novamente no outro extremo, atravessando toda a praça cercada de grades e polícia de choque.

A Praça da Liberdade (?), ganhara, ali, a aparência de uma praça da ditadura, da ausência de liberdade, de uma verdadeira guerra contra os educadores em luta por direitos constitucionais. Os acontecimentos dessa noite lembram seguramente os tempos da ditadura militar. Dois colegas nossos saíram levemente machucados com as bombas de efeito imoral. Estou aguardando que me enviem vídeos e fotos do ocorrido, já que muito provavelmente a imprensa não mostrará o que aconteceu. Ou como aconteceu.

Na prática o que vimos pode ser um espelho do que será a Copa do Mundo: um acontecimento no qual o povo mineiro ficará excluído. Alguns moradores que tentaram se aproximar do evento não conseguiram. Outros, ao perceberem o tumulto causado pela polícia de choque acabaram desistindo.

Mas, os educadores não. Permaneceram (permanecemos) por lá durante várias horas, apesar de toda a tentativa da repressão de nos afastar daquele local. Do telão externo percebemos o contraste entre os shows que aconteciam lá dentro, e a exclusão física e social imposta aos de baixo, ali representados pelos educadores em greve. Um retrato fiel da realidade.

Mais uma vez, parabenizo aqui os bravos guerreiros e guerreiras que lá estiveram, desde os colegas que ficaram acorrentados durante o dia e com isso arrancaram uma promessa de negociação com o governo, patrocinada pelo Legislativo. Parabenizo também aos quase três mil educadores, das mais diferentes regiões de Minas, que lá compareceram. Pude conversar com muitos guerreiros, e notei que tinha colegas de Unaí, de Pará de Minas, entre outras cidades, além, é claro, dos colegas de toda grande BH.

Ficou evidenciado que temos uma turma de luta, um verdadeiro NÚCLEO DURO DA GREVE pela base que não tem medo de polícia, nem as ameaças do governo, nem de cara feia de secretária, nem de chantagem de diretor de escola, nem de manipulação da mídia vendida, nem de omissão ou conivência dos demais poderes constituídos. Estamos dispostos a permanecer em greve e lutar pelos nossos direitos pelo tempo que for necessário.

Um forte abraço e até daqui a pouco, pois agora vou comer alguma coisa, já que minha última refeição foi no almoço, às 13h.