segunda-feira, 10 de agosto de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Trabalhadores da GM recebem aviso de demissão na véspera do dia dos pais, mas não se abalam e vão à luta.
A GM recebeu milhões em isenções fiscais do governo federal. Agora é necessário que Dilma edite uma medida provisória de manutenção do emprego. Empresa que usa dinheiro público não deve demitir trabalhadores.
Todo apoio à luta dos trabalhadores demitidos da GM!
Sindicato organiza luta para reverter demissões na General Motors
Haverá reunião com os demitidos neste domingo, dia 9, às 9h, na sede do Sindicato
Assim que foi informado pelos trabalhadores sobre as demissões, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, procurou representantes da montadora, que confirmou os cortes.
O Sindicato repudia com veemência essas demissões. Os cortes acontecem às vésperas do Dia dos Pais, o que deixou os trabalhadores ainda mais perplexos.
O Sindicato vai realizar uma assembleia na General Motors, na próxima segunda-feira, dia 10, na entrada do primeiro turno, a partir das 5h30. Estarão em pauta as demissões e a necessidade de mobilização para reverter esse quadro. No domingo, dia 9, haverá uma reunião com o demitidos na sede do Sindicato.
Os cortes em São José dos Campos acontecem um mês depois de a montadora ter demitido cerca de 500 trabalhadores na fábrica de São Caetano do Sul. Esta semana, a montadora Mercedes-Benz anunciou que pretende demitir cerca de 2 mil trabalhadores da fábrica de São Bernardo.
Diante dessa postura da GM, que como as outras montadoras tem sido amplamente beneficiada por incentivos fiscais, o Sindicato vai lutar pela reversão das demissões e cobrar do governo federal a edição de uma medida provisória que garanta estabilidade no emprego.
Os metalúrgicos também exigem a redução da jornada para 36 horas sem redução de salário, proibição da remessa de lucros para o exterior e estatização das empresas que demitirem.
O Sindicato reforça que é contrário ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado pelo governo Dilma com o apoio das centrais sindicais CUT e Força Sindical, já que essa medida reduz salários e não evita demissões.
Lay-off
Nesta segunda-feira, 750 trabalhadores que estavam em lay-off retornarão para a fábrica. Eles foram comunicados esta semana de que deveriam retomar suas atividades.
O lay-off foi resultado de uma forte mobilização ocorrida em fevereiro. Na ocasião, a GM havia ameaçado fazer 798 demissões. Os trabalhadores entraram em greve (de 20 a 26 de fevereiro) e conseguiram que a empresa adotasse o lay-off por cinco meses, com mais três meses de estabilidade, conforme acordo assinado com o Sindicato.
A GM de São José dos Campos possui cerca de 5.200 trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer, além de motores, transmissão e kits para exportação (CKD).
Fonte: site CSPConlutas
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia termina com vitórias
É sempre bom ler notícia de vitória de alguma categoria da classe trabalhadora.
Acordo é assinado e professores da UESB encerram greve com vitória
06/08/2015
A greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), após 86 dias de luta em defesa da educação pública superior e da garantia dos direitos trabalhistas chegou ao fim nesta quinta-feira (06). Na reunião desta manhã o governo Rui Costa não resistiu à força do Movimento Docente (MD), assinou o acordo com as conquistas dos professores, arrancadas do governo na mesa de negociação. Durante todo o processo o MD contou com o importante apoio dos coletivos do Movimento Estudantil das Ueba.
As assembleias gerais dos professores de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, diante de todas as conquistas conseguidas na mesa de negociação, de maneira responsável, autorizaram os representantes das Associações Docentes a assinar o vitorioso termo de acordo. Com o final da greve agora o momento será de discussão sobre o calendário e retomada das atividades acadêmicas o mais breve possível.
Conquistas
Revogação Lei 7176/97
A revogação da Lei 7176/97 será uma conquista histórica da categoria docente e toda a comunidade acadêmica das Ueba. A extinção da autoritária norma é pauta dos professores há 18 anos, que reivindicam maior autonomia didática, administrativa e financeira. A minuta de lei em substituição, a norma autoritária, será encaminha à Assembleia Legislativa em até 60 dias. Uma agenda de trabalho, com reuniões semanais entre Movimento Docente e governo já foi estabelecida.
Direitos trabalhistas
A luta dos professores, principalmente a partir da ocupação da Secretaria da Educação, garantiu o respeito aos direitos trabalhistas da categoria. Foram arrancadas do governo a implantação, em até 60 dias, de todos os processos represados, desde 2012, de promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho. Também foi garantido fluxo para que mais docentes possam evoluir na carreira ainda este ano. Para as promoções de 2016, o MD protocolou um ofício solicitando o agendamento de reuniões com início já em 2015. Caso o governo não atenda, novas ações de mobilizações serão construídas.
Garantia do orçamento
A luta conjunta de professores e estudantes obrigou o governo a se comprometer em não realizar cortes e contingenciamento orçamentário nas Ueba, até o final do ano. Com as reivindicações, que acontecem desde antes da greve, o governo também se viu obrigado a devolver os recursos das cotas mensais do orçamento, que haviam sido retiradas no primeiro trimestre de 2015.
Estatuinte – pauta interna
A greve na Uneb também possibilitou conquistas na pauta interna. Após forte pressão de professores e estudantes sobre o Reitor José Bites, sobretudo, a partir da ocupação da Reitoria, a administração central passou a concordar com a instalação do processo Estatuinte na universidade. A Estatuinte é um momento em que docentes, estudantes e técnicos, baseados na igualdade entre os três segmentos, discutirão a elaboração de um novo Estatuto para a universidade. Além disso, comissões e grupos de trabalho foram criados para buscar soluções a outros problemas internos, como a construção de restaurantes universitários e creches; passagens para o deslocamento de docentes a trabalho; e regionalização do atendimento médico, entre outros.
7% da RLI
A luta pelo princípio do aumento orçamentário para custeio e investimento das Ueba permanece. A reivindicação pelo repasse de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) continuará como pauta do MD. A luta continua!
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Relato da direção estadual sobre a negociação de ontem com o governo
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Pimentel não avança nas negociações da pauta das SREs.
Ontem (04/08) foi realizada a 1ª negociação com o governo desde que a greve das SREs começou. Pimentel não avançou e negou-se a marcar a próxima reunião. Diante dessa posição do governo, a greve que está forte deve fortalecer-se ainda mais.
Amanhã tem plenária na Subsede as 14h e sexta tem uma grande manifestação em Ouro Preto pois Pimentel estará lá em mais uma edição do Forum Regional do Governo.
A SRE de Juiz de Fora é uma das que está com o maior índice de greve, 93%, e foi uma das maiores caravanas a BH ontem na vigília.
Todos os trabalhadores em educação devem apoiar seus colegas das SREs. Somos todos educadores e merecemos ser valorizados.
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