sexta-feira, 8 de maio de 2015

Nova rodada de egociação com o governo avança na reivindicação com setor administrativo

Hoje pela manhã aconteceu mais uma rodada de negociação  na qual foi apresentado um avanço importante na contra proposta do governo: a garantia de reajuste do Piso Salarial também para o setor administrativo.
Com isso os ASBs, ATBs e servidores das SREs receberão os mesmos índices que os professores e especialistas.
A política de abono permanece e a recomposição da carreira ainda não foi apresentada pelo governo. Além disso há pendências em relação a aposentadoria dos ex servidores da lei 100, concurso para ASB e melhoria nas condições de trabalho como menos alunos em sala, maior número de funcionários, vale transporte etc.
Dia 14 tem nova paralisação com assembleia estadual.  É muito importante manter nossa mobilização e pressão sobre o governo para que continuemos avançando. 
Veja abaixo o resultado das negociações até hoje:


Sind-UTE/MG convoca para Assembleia Estadual com paralisação total das ativadades e indicativo de grev

Pimentel avançou nas  propostas mas ainda recusa-se a cumprir a lei do piso já e mantém a política de abono. Os ASBs e  ATBs terão reajuste menores que os professores. É preciso manter a pressão sobre o governo, ainda falta muito a avançar.  Vamos fechar as escolas no dia 14!


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Nosso 1º de maio em SP será contra os ataques de Dilma, da direita e dos patrões

1º de maio tem de ser independente de patrões e governos. A Força Sindical, que apoia o PL 4330 das terceirizações,  faz ato festivo e com sorteios de carros.  A CUT faz ato sem criticar o governo Dilma que retira direitos dos trabalhadores.

O movimento sindical tem o dever de  defender a classe trabalhadora contra os ataques, venham de onde vier.

 CUT, UNE, MST e outras organizações tentam impor ato chapa-branca e censurar críticas ao governo

No dia 22 de abril, quarta-feira, foi realizada uma reunião para discutir um ato do 1º de maio unificado em São Paulo. Na última reunião das centrais sindicais em Brasília, havia se discutido a possibilidade de se realizar atos unitários nesse dia, que resgatasse o caráter de luta da data, em cima das bandeiras que foram acordadas para o dia 15 de abril, o dia nacional de paralisação e mobilização.  Ou seja, bandeiras como a luta contra o Projeto de Lei 43330, das terceirizações e a revogação das Medidas Provisórias 664 e 665, sendo que a sua viabilidade seria discutida nos estados. Diante desta possibilidade é que resolvemos participar da reunião da organização do ato em São Paulo, um local que tem importância nacional e onde, tradicionalmente, a CUT e a Força Sindical desvirtuaram o caráter do 1º de maio com festas patrocinadas pelas empresas e pelos governos. No entanto, na reunião, foi apresentado um outro formato de ato que já vinha sendo organizado pela CUT, CTB, MST, MTST ,UNE, Intersindical (Central) e outras organizações.
O material da convocatória já estava rodado e vinha com as bandeiras do ato do 13 de março, ou seja, contra a retirada de direitos, pela reforma política, em “defesa” da Petrobras, contra o suposto golpismo, etc. Logicamente, estas propostas não viabilizariam um ato unitário  e  o pior, era uma exigência dos organizadores que não poderia haver nenhuma faixa ou bandeira contra o governo Dilma e os partidos da base aliada. Não poderia haver nas faixas palavras como “chega”, “basta”, “fora”, senão elas seriam arrancadas na porrada. Um absurdo que nenhuma organização classista pode concordar já que a independência das organizações com suas faixas e bandeiras é inegociável.
Assim, vão realizar um ato que, objetivamente, será de cobertura do governo Dilma, na medida em que não permite  qualquer tipo de crítica. Infelizmente, a CSP-Conlutas foi voz solitária contra esta posição, pois a Intersindical (Central), o PSOL e o MTST concordaram com estas imposições e estão trabalhando para o ato que, longe dos sentimentos das ruas, dos trabalhadores das fábricas, dos bancos, será bem chapa-branca.
Defendemos a mais ampla unidade de ação das organizações dos trabalhadores para derrotar a PL 4330 e as Medidas Provisórias de Dilma que retiram direitos dos trabalhadores. Estivemos à frente das manifestações e paralisações do dia 15 de abril e defendemos que é necessária uma Greve Geral para derrotar as terceirizações e o ajuste do governo. Temos feito insistentemente este chamado às centrais sindicais, independente de sua posição em relação ao governo. No entanto, não abrimos mão de denunciar o governo Dilma e os governos estaduais como responsáveis pela situação de penúria dos trabalhadores, de fazerem o ajuste fiscal para atender aos bancos e grandes empresas e de sucatear o serviço público para pagar a dívida aos banqueiros.

Em São Paulo, estaremos na Praça da Sé no 1º de maio de luta e independente dos patrões e dos  governos. Contra Dilma e Alckmin, contra o PL 4330 e as MP’s 664 e 665 e defendendo a  organização de uma Greve Geral.
Fonte: site CSPConlutas

Repressão às greves de educadores pelo país expõe descaso de governos federal e estaduais com educação

Trabalhadores em Educação de diversos estados do país estão mostrando com luta e sangue que o Brasil está longe de ter como prioridade a educação, como prometeu a presidente Dilma Rousseff durante as eleições. A “Pátria educadora” se tornou “Pátria repressora”. Os professores que ousam lutar, com greves e mobilizações são tratados pelos governos com tiros, gás de pimenta e cassetetes.

O povo brasileiro acompanhou estarrecido a repressão da polícia do governador Beto Richa (PSDB) contra educadores do Paraná, que transformou a Praça Cívica, em Curitiba (PR), em Praça de Guerra, na tarde de quarta-feira (29).  A categoria está em luta contra a tentativa do governo em atacar a previdência dos servidores. O braço repressor do estado acabou com o ato legitimo e pacifico desses trabalhadores contra o projeto, que foi aprovado ao custo de muita violência, com mais de 200 professores feridos, 13 pessoas presas e 15 feridas com gravidade.

Assim como no Paraná, educadores do Pará, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Amapá, e da rede municipal em várias cidades, fazem greve e enfrentam a dureza do braço repressor desses governos, que retiram verbas do setor e consequentemente direitos desses trabalhadores.

Pelo país, são pautas comuns de enfrentamento desse segmento: o descumprimento da Lei do Piso, o não reajuste salarial e a desvalorização do profissional de educação.

No Pará, por exemplo, os profissionais em Educação do Estado estão há 33 dias  em greve e vêm travando uma batalha duríssima contra a política do governo de Simão Jatene (PSDB). A categoria reivindica a reforma nas escolas e o retroativo do piso.

Também em Pernambuco o governador Paulo Câmara (PSB), que prometeu em campanha dobrar o salário dos professores, agora diz que não tem aumento pra ninguém e nem sequer paga o piso, que é lei. Pior, ofereceu um reajuste de 0,89%. Uma provocação! A categoria seguiu os exemplos nacionais e tomou nas mãos os rumos da luta, contrariando a direção do Sindicato – CUT e CTB, e deflagrou a greve.

Em São Paulo, os professores da rede estadual, em greve há 40 dias, também enfrentam a mão de ferro do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que ignora a greve da categoria e não negocia. Aplicando em âmbito estadual os cortes na educação, neste ano Alckmin cortou R$ 800 milhões de reais da educação pública.

A radicalidade do movimento grevista desses educadores também marca as mobilizações. Em Santa Catarina, os educadores em greve ocuparam a Assembleia Legislativa e permanecem acampados no local. A paralisação iniciada no dia 24 de março tem como principal reivindicação também o cumprimento do pagamento do piso nacional, em defesa do plano de carreira, e pelo reajuste de 13,01%, retroativo a janeiro de 2015, entre outras demandas.

Os profissionais da educação municipal de Goiânia (GO), também em greve, pedem melhorias nas estruturas físicas e segurança dos prédios, construção de novas unidades, além do pagamento retroativo da data-base de 2014 aos servidores administrativos e do piso dos professores. Eles também reivindicam o pagamento de gratificação de 30% para auxiliares educativos e de titularidades, titulações, progressões e seus respectivos retroativos ao prefeito Paulo Garcia (PT).

Os professores do município de Macapá (AP) da rede municipal de várias regiões fazem greve e enfrentam a dureza do estado, e também lutam para que seja cumprido e pago o Piso Nacional, que não é pago prefeito Clécio Luís (PSOL). Ao invés de negociar com a categoria e atender suas reivindicações (o seu partido diz defender o piso nacional dos professores estabelecido em lei), tem atacado sistematicamente a luta e escolheu o caminho da tentativa de criminalização do movimento.

Retirada de direitos para dar aos banqueiros e patrões

Independente da esfera, tanto os governos federal, estaduais ou municipais, em consonância com os patrões, estamos assistindo nacionalmente o desmonte do setor de Educação, com agravante da violência contra educadores de todo país que lutam contra retirada de direitos.

Nos estados e municípios, seguindo a política federal, o enxugamento fiscal e contenção de despesas são igualmente repassados para a sociedade que é quem paga a conta. Isso por meio dos elevados tributos, ou por meio da precarização dos serviços públicos.

Somente no âmbito federal, o governo cortou 7 bilhões de reais da pasta Educação. Tal medida de redução e contenção de gastos visa garantir “economia” para o pagamento da dívida pública, que consome quase metade do orçamento, 45%.

A meta do governo é poupar R$ 66,3 bilhões para garantir o superávit primário (economia para pagar a dívida), e isso será feito cortando despesas e aumentando de receitas (por meio da elevação de impostos). Sabemos quem paga por isso: os trabalhadores.

Greve Geral é a resposta

Esse descontentamento generalizado de diversos segmentos da categoria, com abrangência no setor de Educação, que está fragmentado nos estados, deve ser unificado e convergir em um movimento nacional, com a greve geral.

Para a dirigente da CSP-Conlutas Joaninha de Oliveira, as greves no setor de educação são contra a política que os governos estaduais e municipais que têm implementado, e que seguem a mesma lógica do governo Dilma, “impõem o ajuste fiscal, que se configura em ataques de direitos, a exemplo do não cumprimento da lei do piso”.

A dirigente alerta que os ataques se intensificarão e a violência também. “A exemplo da brutal repressão aos trabalhadores em educação do Paraná e da repressão em outros estados, os profissionais da educação devem intensificar também a resposta com mobilização, unidade e greve”, defende.

Joaninha chama atenção ainda para a postura omissa de algumas direções de entidades nacionais que representam a categoria, a exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que mesmo diante de várias greves, que perduram há mais de um mês, chamou somente para agora e de forma desarticulada a uma mobilização nacional.

A dirigente reafirma o chamado da CSP-Conlutas para que as entidades rompam com as bandeiras governistas e organizem os trabalhadores da Educação, bem como de outras categorias para uma greve geral. “A CSP-Conlutas defende que para além dos setores de Educação é preciso fortalecer e impulsionar as lutas de todos os trabalhadores para um calendário nacional, rumo à greve geral. Vamos lutar contra as MPs 664 e 665 que retiram direitos e benefícios, e o projeto de lei 4330 que regulamenta a terceirização no país. Vamos dar um basta aos ataques aos direitos e só conseguiremos isso colocando os trabalhadores nas lutas e unidos”, convoca.
Fonte: site CSPConlutas