segunda-feira, 13 de abril de 2015

15 de Abril - Greve Geral. A educação em Minas vai parar

O PL 4330 que aprofunda a terceirização permitindo que até os serviços de atividade fim possam ser terceirizados é o maior ataque à classe trabalhadora nas últimas décadas. O concurso público não será mais necessário pois os governos poderão contratar servidores, inclusive professores, através de cooperativas ou conservadoras. 
Pesquisas indicam que os trabalhadores terceirizados  recebem cerca de 25% menos, trabalham 1/3  do tempo a mais e seus direitos são flexibilizados. A organização sindical praticamente desaparecerá, pois numa mesma empresa poderá haver trabalhadores de diversas  empresas.
É  contra esse terrível ataque que a centrais sindicais estão chamando um dia nacional de paralisações no dia 15/04 - 4ª feira. O SindUte convoca a categoria a parar suas atividades nesse dia.
A Subsede realizará, em unidade com a CUT, CTB e Nova Central uma manifestação as 15:30 em frente ao Banco do Brasil, no calçadão. Vamos todos participar. Vamos mostrar aos deputados  e senadores que não aceitaremos esse ataque.  A situação é muito grave e exige que lutemos! 

15 de Abril - Greve Geral

sábado, 11 de abril de 2015

Nova reunião com o Governo do Estado

As negociações continuam. Vejam as discussões e deliberações da última reunião.
Não há avanços na proposta salarial e da carreira, porém há avanços importantes sobre a lei 100
Nova reunião com o Governo do Estado
Nova reunião entre o governo de Minas, a Comissão de Negociação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e Associação de Diretores de Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg), aconteceu na tarde dessa sexta-feira (10/04/15).
A direção do Sind-UTE/MG informou ao governo que a proposta que ele apresentou foi considerada insuficiente pela categoria que se reuniu em Assembleia, no dia 31 de março. As representantes da categoria resgataram que o Piso Salarial é para o nível médio de escolaridade e não iniciando com a licenciatura plena como apresentado pelo governo e que a Lei Federal 11.738/08 já estabelece as regras de reajuste, o que não consta da proposta do governo, não garantindo a atualização do valor do Piso Salarial.
Além disso, a política de abono excluindo os aposentados e a exclusão dos servidores administrativos da proposta global apresentada (estariam contemplados apenas no primeiro abono) e trouxeram muita insatisfação. 
Outra questão é a reestruturação da carreira, prometida pelo governador Fernando Pimentel. As propostas apresentadas pelo governo não resolvem os problemas que a categoria acumulou nos últimos anos, como a distorção entre a escolaridade do servidor e a que ele é, de fato, remunerado. Ainda, de acordo com a proposta do governo, nenhum benefício extinto em 2011 retornaria.
Após ouvir o posicionando da Assembleia, o governo afirmou que avaliará  e apresentará o resultado desta avaliação na próxima reunião.
Sobre a situação dos servidores da Lei Complementar 100/07, o Governo informou a criação um grupo de trabalho com o a participação do INSS, Ministério da Previdência e Trabalho, Receita Federal para discutir e resolver as demandas previdenciárias. A expectativa é de que os trabalhos comecem já na próxima semana.
Números apresentados: De acordo com o governo, em março de 2014, a Lei 100/07 alcançou 89.994 trabalhadores e os dados de fevereiro de 2015 indicam um contingente de 82.477 servidores. Caberá ao grupo de trabalho estudar como operacionalizar todos os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e viabilizar benefícios previdenciários e de aposentadoria.
Novamente, o Sind-UTE/MG cobrou encaminhamentos para os servidores da Lei 100 que adoeceram, estão em ajustamento funcional ou que já adquiriram o direito à aposentadoria. Foram firmados os seguintes encaminhamentos:
- O governo reafirmou o compromisso de que todos os servidores que estavam de licença médica antes de 1º de abril de 2014 serão reavaliados pela perícia médica para a possibilidade de aposentadoria;
- Os servidores na situação acima descrita serão convocados pela Seplag a partir de junho deste ano.
- Quem está em ajustamento funcional também será convocado pela perícia para a mesma avaliação.
- Quem retornou ao trabalho sem passar por nova perícia será convocado para reavaliação médica.
Também questionamos:
- Como fica a situação das pessoas que reuniram o direito de se aposentar e se encontram em atividade. Elas serão afastadas preliminarmente para aposentadoria?
- Como fica a situação das pessoas que adquiriram direito de se aposentar depois de 1º de abril de 2014?
- Como ficará a situação dos servidores que adquiram o empréstimo consignado ao longo dos anos para ser pago no futuro?
Respostas do Governo - O Subsecretário disse que todas as questões após 1º de abril de 2014 serão tratadas pelo grupo de trabalho que voltará a discutir estas demandas com o Sindicato.
Participaram -  pelo Sind-UTE/MG: Beatriz Cerqueira (coordenadora); Marilda de Abreu, Lecioni Pereira e Feliciana Saldanha (diretoras), técnicos do departamento Jurídico do Sindicato e Dieese.
Pelo Governo: secretário-Adjunto de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Wieland Silberschneider, Secretário-Adjunto de Educação, Antônio Carlos Pereira; subsecretário de Gestão de Recursos Humanos, Antônio David de Souza Júnior e a assessora Jurídica, Milena Franchini Branquinho. Registramos também a presença de diretores da Adeomg.
Nova reunião - O grupo de trabalho volta a se reunir no próximo dia 16 de abril, às 14h:30, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

15 de abril é Dia Nacional de Paralisações contra o projeto das terceirizações e as medidas que retiram direitos dos trabalhadores


Só os trabalhadores organizados na luta conseguirão barrar o Projeto de Lei 4330 que desregulamenta o trabalho e impõe as terceirizações. Assim, a reunião que aconteceu um dia após a aprovação do PL na câmara, entre a CSP-Conlutas, CUT, CTB, NCST e Intersindical/CCT aprovou a convocação de um Dia Nacional de Paralisações no próximo 15 de abril.
A Direção da Subsede vai entrar em contato com a Direção Estadual e reivindicar que o Sindute encampe essa luta. 


15 de abril é Dia Nacional de Paralisações contra o projeto das terceirizações e as medidas que retiram direitos dos trabalhadores






quinta-feira, 9 de abril de 2015

Greves da educação. Os educadores em luta por valorização e educação de qualidade



Vejam nas postagens abaixo. Em vários lugares do país os educadores estão em greve. Como aconteceu em 2011, trabalhadores em educação de estados e municípios lutam pelo cumprimento da lei do Piso Salarial, em defesa do plano de Carreira e melhores condições de trabalho. 
A CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - na qual  é filiado a maioria  dos sindicatos da educação pública precisa unificar essas lutas e chamar uma greve geral da educação. Esse é o caminho para que  as lutas saiam vitoriosas.
São Paulo

Professores em greve convocam assembleia no Palácio dos Bandeirantes e atos na jornada de lutas



Atos regionais no dia 9 e assembleia no dia 10 na sede do governo estadual movimentam 170 mil grevistas em luta para barrar ataques do PT e do PSDB

Chegando próximo aos 30 dias em greve, professores do Estado de São Paulo anunciam atos para pressionar o governo Alckmin a abrir negociação com a categoria. Foi marcada uma nova assembleia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado para a próxima quinta-feira (10).

greve dos professores SP

Além das ações de greve, a categoria decidiu adotar a jornada de lutas que ocorre entre os dias 7 e 9 por todo o Brasil. De acordo com a professora Eliana Nunes, da Oposição Alternativa, ligada à CSP-Conlutas, “nosso calendário incorpora a greve na jornada de lutas pelos direitos por entender que só com a unidade nas lutas podemos barrar os ataques do PT e do PSDB”, destacou.

Os ativistas denunciam o corte nas verbas dos serviços públicos, as demissões e a retirada de direitos, mote da jornada nacional de lutas. Ainda de acordo com a professora, ações diretas prometem pressionar o governo de Geraldo Alckmin.  “Acreditamos que os atos, paralisações de principais avenidas e rodovias por todo Estado de São Paulo também podem ser parte da pressão por uma verdadeira abertura de negociações por parte do Governo”, anunciou.



greve dos professores SP 1




Por Daniel Perseguim