terça-feira, 7 de abril de 2015

Vamos às ruas de forma independente do governo, defender os direitos dos trabalhadores e exigir de Dilma que revogue as medidas do ajuste fiscal

De 7 a 9 de abril tem Jornada de Lutas com greves e protestos pelos direitos dos trabalhadores

 

cartaz jornada de lutas
O Brasil vive uma grave crise econômica e política. Os trabalhadores, a juventude e o povo pobre estão cansados das medidas de arrocho de Dilma, dos governos estaduais e municipais, e dos patrões. Todas aprovadas pelo Congresso Nacional quando precisam de sua aprovação.

Um dos maiores ataques neste momento acontece por meio da votação nesta terça-feira (7) do Projeto de Lei 4330/2004 que regulamenta as terceirizações e precariza ainda mais o trabalho no Brasil. Além disso, PT, PSDB, PMDB e os demais partidos estão aplicando um duro ajuste fiscal nas contas públicas e retirando direitos da classe trabalhadora.

Veja o quadro parcial das atividades que ocorrerão nos estados na jornada de lutas 

Jornada de Lutas

Diante desses ataques, de 7 a 9 de abril acontece uma Jornada de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores. A data, marcada inicialmente pelos servidores públicos federais, denuncia o corte de verbas de R$ 22,7 bilhões dos serviços públicos. Destes, R$ 7 bilhões são na educação; péssima medida para o país que pretende se intitular “Pátria Educadora”.

Contra o PL 4330

Contudo, este dia 7 tomou uma dimensão maior. Será um Dia Nacional de Lutas contra a votação no Congresso Nacional do Projeto de Lei 4330, das terceirizações, que prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade das empresas, sem estabelecer nenhum limite ao tipo de serviço que será de terceirizado, em empresas públicas, privadas e estatais. Ou seja, se aprovado, teremos ameaçada a garantia de direitos trabalhistas importantes como férias, 13o salário, descanso remunerado, horas extras e outros.

As confederações patronais são grandes apoiadoras desse projeto. Adivinhe porquê. Ao desregulamentar a legislação trabalhista, empresários, banqueiros e o agronegócio terão seus lucros multiplicados. Tudo a custa dos trabalhadores.

Vamos aproveitar essa data para exigir também uma Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores, exigindo a suspensão imediata da privatização que vem acontecendo na empresa.

Tiram verba da saúde e educação para pagar banqueiros. Absurdo!

Enquanto nosso país fica mais carente de educação e saúde públicas, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram no início do ano a meta de poupar em 2015 R$ 66,3 bilhões para o abatimento da dívida pública -R$ 55,3 bilhões na área federal e o restante nos Estados e municípios. Quem perde são os serviços públicos. Afinal, deste montante o governo anunciou um corte de R$ 22,7 bilhões nos serviços públicos, destes, R$ 7 bilhões na educação.

Medidas retiram benefícios de trabalhadores

As medidas provisórias 664 e 665 endurecem as regras para a concessão de benefícios aos trabalhadores, entre eles, pensões por morte e seguro-desemprego, o abono salarial para quem recebe até dois salários mínimos, auxílio doença e auxílio defeso para os pescadores artesanais.

Demissões afetam diversos setores, montadoras é uma expressão

Números da Associação de Montadoras, a Anfavea, demonstram que as vendas de veículos novos no Brasil recuaram 23% no primeiro bimestre, ante o mesmo período do ano passado, e que houve demissão de cerca de 9% no total de funcionários em 2014, ou seja, 12 mil trabalhadores.

Entretanto, apesar deste cenário, as multinacionais do setor não podem reclamar de falta de incentivo do governo, pois receberam mais de 27 bilhões reais em incentivos fiscais nos últimos 10 anos. E essas empresas enviaram para suas matrizes no exterior, apenas nos últimos 8 anos, mais de 10 bilhões de dólares em remessa de lucros.

Ou seja, diante da crise, o que querem, na verdade, é manter a taxa de lucro penalizando os trabalhadores com demissões, férias coletivas e layoffs e uma série de outras medidas que visam precarizar as condições de trabalho e flexibilizar direitos trabalhistas.

Governo quer avançar na privatização da Petrobras

Enquanto assistimos ao escândalo de corrupção do Lava Jato Na Petrobras com superfaturamento e propinas, em que mostrou-se o dinheiro da Petrobras servindo à lambança de políticos de todos os partidos burgueses e empresários. Agora, o governo Dilma quer avançar na privatização da empresa.

Foi um “plano de desinvestimento” de 13,7 bilhões de dólares e a venda de usinas termelétricas, distribuidoras de gás, campos de petróleo e postos de gasolina da BR Distribuidora, pertencentes à Petrobras. Teremos o aumento da presença das multinacionais na exploração do petróleo brasileiro. Com isso, o país ficará mais dependente das importações e não desenvolverá sua indústria petrolífera.

A saída para a crise é construir uma alternativa dos trabalhadores

A oposição de direita, com o PSDB à frente, não é alternativa, pois já governou o país, igualzinho como o PT vem governando agora: a serviço dos banqueiros e grandes empresários.

Precisamos unir os trabalhadores e suas organizações de luta, que não se venderam aos governos e aos patrões, numa frente de luta pelas nossas reivindicações.

A CSP-Conlutas apoia todas as mobilizações dos trabalhadores em defesa dos direitos, como as greves na educação que vem acontecendo em diversos estados, a recente dos operários do Comperj, dos garis, na construção civil e as que ocorrem desde de janeiro de metalúrgicos das montadoras: Volks, GM e, agora na Ford.


Mas para barrar os ataques que estamos sofrendo e derrotar esses projetos dos governos federal, estaduais e municipais, e da patronal é necessário construir a greve geral!


Por isso, a CSP-Conlutas vem fortalecendo um campo alternativo dos trabalhadores pra enfrentar a crise e os ataques dos governos, dos patrões e da oposição de direita, e cobra das outras centrais sindicais que se somem à luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e retirem o apoio ao governo e aos partidos de direita.

A nossa Central na busca do fortalecimento dessa luta está integrada ao Espaço de Unidade de Ação que aglutina diversas entidades de esquerda dos movimentos sindical, social e estudantil.

O que queremos

– Arquivamento do PL 4330 das terceirizações.
– Contra os cortes no orçamento das verbas da educação e saúde.
– Contra o ajuste fiscal e as reformas dos governos federal, estaduais e municipais.
– Revogação das MPs 664 e 665, que atacam o seguro desemprego, o PIS, as aposentadorias e pensões.
– Pelo fim das demissões e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
– Em defesa da Petrobrás 100% Estatal. Punição, confisco dos bens e prisão de todos os corruptos e corruptores, desde o governo FHC.
– Pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros.

Vamos às ruas garantir nossos direitos!
Fonte:site CSPConlutas

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Nosso direito de greve está garantido. Pimentel não vai cortar o ponto

Foi publicado ontem, dia 01/04, o Ofício Circular SG nº 05, que altera o Ofício Circular SG nº 04 e determina que não haverá corte de ponto nas paralisação do dia 31/03.
Nosso direito de greve, finalmente, está sendo garantido. Agora é ir à luta, TODA a categoria, unificada em defesa do Piso Salarial Nacional, salário digno, Plano de Carreira, melhores condições de trabalho e  atendimento 100% do Ipsemg.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!
 

Nosso direito de greve sPimentel não vai cortar o ponto!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dia 31 foi dia de luta também em Juiz de Fora.


31 de março de 2015 - 13:01

Servidores do Estado protestam no Ipsemg

POR TRIBUNA
protesto-ipsemg-marcelo
Servidores colaram cartazes na porta do Ipsemg ( Foto: Marcelo Ribeiro/31-03-15)
Funcionários do Governo estadual realizaram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (31), como forma de exigir a normalização do atendimento no plano de saúde do Instituto de Previdência dos Servidores (Ipsemg), que vem apresentando problemas. O ato foi realizado em concomitância à paralisação dos professores da rede estadual, que reivindica o cumprimento da Lei do Piso, a recuperação do plano de carreira, o reajuste da tabela salarial dos outros segmentos da educação, além das melhorias no atendimento do plano. Os manifestantes se reuniram na porta do Ipsemg em Juiz de Fora, localizado na Rua Oscar Surerus 250, no Bairro Mariano Procópio.
Segundo a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Victória Mello, foi entregue um ofício aos responsáveis pelo Ipsemg que exige a normalização do serviço. “É inaceitável que os servidores sejam afetados sob o argumento da falta de repasse da verba, já que o desconto em nosso contra-cheque continua sendo realizado. Alguns trabalhadores estão tendo que marcar exames e pagar particular”, explica. Além disso, ela acrescenta que foi organizado um comitê entre os sindicatos participantes – como o dos professores, dos servidores em saúde, de agentes penitenciários e do Ipsemg – para definir um calendário de atividades para reivindicar a regularização do atendimento.
Nesta terça, a Tribuna publicou matéria que destaca os problemas para conseguir exames e cirurgias pelo plano de saúde. A queixa é de que hospitais têm se negado a realizar os procedimentos devido à falta de pagamento. Segundo Victória, os únicos hospitais da cidade vinculados ao plano são o João Felício e o São Vicente de Paulo (antigo HTO). No João Felício, diz ela, todos os atendimentos foram suspensos e, no São Vicente de Paulo, alguns procedimentos ainda estão sendo realizados. Além disso, clínicas e profissionais conveniados estão se negando a prestar o serviço pelo instituto porque não têm recebido pelos serviços realizados.
O Ipsemg esclareceu, por meio de sua assessoria, que está “regularizando o pagamento às instituições de saúde credenciadas e, assim, espera que seus prestadores de serviços mantenham os atendimentos eletivos, de urgência e emergência”. O instituto enfatizou que foram sanadas as pendências financeiras deixadas pela administração passada.

A pressão do SindUte e da categoria funcionou. Publicadas novas nomeações!

No Minas de hoje (01/04, a partir da pag 3) foram publicadas novas nomeações, inclusive para juiz de Fora. Ainda há muitas vagas a serem preenchidas. Seguiremos pressionando o governo.
É vergonhoso que haja tantos designados com contratos temporários, sem estabilidade e sem direitos plenos.
Não às designações em cargos vagos!
Sem estabilidade e direitos plenos não há valorização!