quinta-feira, 15 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Greves e mais greves. Pernambuco, Minas, São Paulo. A classe trabalhadora está em luta!

PMs e bombeiros permanecem nos quartéis em Pernambuco
Agência Estado
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Um dia depois de anunciarem a paralisação de suas atividades, por tempo indeterminado, policiais e bombeiros militares de Pernambuco permanecem, desde a meia noite desta terça-feira, 13, de braços cruzados, dentro dos quartéis. De acordo com a coordenação do movimento, estão suspensas as rondas ostensivas, os atendimentos aos chamados feitos pela central telefônica 190 e o apoio a qualquer operação da Secretaria de Defesa Social. Uma assembleia da categoria, onde a greve deverá ser oficialmente decretada, está prevista para acontecer no final da manhã desta quarta.

No início desta manhã, pela primeira vez desde que foi criado o Pacto Pela Vida - programa desenvolvido pela Secretaria de Defesa Social em conjunto com diversos órgãos do Executivo e sociedade civil organizada - a Polícia Militar não participou de uma ação desencadeada para prender suspeitos de tráfico de drogas, homicídio e receptação de produtos roubados. A operação, batizada de Lock Down, deveria contar com 110 PMs, mas acabou sendo realizada apenas com policiais civis já que nenhum deles apareceu. Os suspeitos presos foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Foram cumpridos 29 mandados de prisão, sendo 25 de prisão temporária e quatro de prisão preventiva, além de 20 mandados de busca e apreensão domiciliar.

O impasse entre os militares e o Governo de Pernambuco permanece. Nesta terça, durante reunião realizada no Palácio do Campo das Princesas, uma comissão da categoria entregou novamente a pauta de reivindicações, composta por 18 itens, com destaque para o reajuste salarial de 50% para soldados e 30% para oficiais a partir de janeiro, melhores condições de trabalho e implantação do plano cargos e carreiras. Em contrapartida, o governo reforçou a disposição de garantir um reajuste de 14,55% a partir de junho. Em nota oficial, o Executivo afirmou que "a população não ficará desassistida durante a paralisação".

Entre a população o clima é de expectativa. Nas redes sociais é grande o número de pessoas que postam fotos de viaturas paradas nos quartéis ou postos de policiamento sem efetivo. Boatos sobre arrastões têm sido recorrentes, especialmente entre o público mais jovem.


Servidores estaduais da saúde decidem entrar em greve a partir do dia 27
Hoje em Dia


Os servidores estaduais da saúde de Minas Gerais decidiram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir do próximo dia 27. A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (14), após assembleia realizada em frente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Dentre outras pautas, a categoria reivindica reajuste salarial, redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, além de implantação de plano de cargo e carreira. "Apresentamos uma proposta para o Governo há quase um ano e meio e até hoje não tivemos retorno", denuncia Neuza Freitas, do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG). Conforme ela, cerca de 300 trabalhadores participaram da reunião.

Após o encontro, o grupo saiu em passeata pela avenida Afonso Pena, onde promove um ato na Praça 7. O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) informou que o trânsito está complicado na área central por causa do protesto.

Em nota, o Governo de Minas informou que mantém diálogo permanente com os servidores, por meio do Comitê de Negociação Sindical (Cones) e de reuniões específicas com a categoria. "No final do ano, foram assinados acordos com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) e outras entidades representativas do Sistema de Saúde. Os pontos acordados estão sendo cumpridos, não havendo motivação para realização de novas manifestações e paralisações, conforme compromisso firmado entre a categoria e o Governo", diz trecho do documento. 

Com relação à redução da carga horária, com remuneração proporcional, o Estado informou que já foram atendidos 2.160 pedidos, o que representa 90,79% das solicitações.  Ainda na nota, o Governo assegurou que está tomando todas as medidas necessárias para assegurar a assistência integral dos usuários nas unidades hospitalares. 

13/05/2014 16h48 -

Professores da rede municipal manterão greve em SP, diz sindicato

Decisão foi tomada durante assembleia nesta terça-feira (13).
Após reunião, grupo saiu em manifestação rumo à Prefeitura.


terça-feira, 13 de maio de 2014

PNE pode ser aprovado contra os interesses dos trabalhadores da educação

Até mesmo a CNTE, que é uma entidade que apoia o governo federal, faz críticas ao viés privatista do Plano Nacional de Educação (ver na nota abaixo), pois da forma como está elaborado, o PNE destinará verbas públicas para setores privados de ensino. 

O MEL-Movimento Educação em Luta- e a CSPConlutas fazem essa denuncia desde o início da tramitação desse PNE e, ao contrário da CNTE e da CUT, lutam pela sua retirada da Câmara / Senado e pela construção de um Plano Nacional de Educação que destine verbas públicas  apenas para a  educação pública. 

Não podemos aceitar que empresas que tratam a educação como mercadoria e lucram enormes quantias explorando um direito básico dos trabalhadores sejam beneficiadas com verbas públicas, nem mesmo temporariamente como a CNTE diz aceitar. Enquanto o ensino privado se beneficia,  as escolas públicas estão sucateadas, os salários dos educadores baixíssimos e as condições de trabalhado extremamente precarizados.

Em agosto a CSPConlutas realizará um encontro nacional da educação e colocará em movimento a construção de um PNE da classe trabalhadora.

A votação do Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara de Deputados deve acontecer na próxima quarta-feira (14), porém a proposta atual vai contra os interesses dos trabalhadores da educação e também dos estudantes. Caso seja aprovado da forma como está e depois não passe por veto presidencial, o PNE irá incluir a destinação de recursos para escolas particulares e também instituirá a meritocracia como meio para a adoção de políticas de valorização profissional.
Para o secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e secretário de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, estas questões abrem um precedente na relação com o governo Federal e os movimentos sindical e social, uma vez que mesmo em governos neoliberais estas questões não passaram de tentativas de implantação de ações e governamentais. Dessa forma o Plano Nacional de Educação abre espaço para o tratamento de políticas públicas justamente pelo viés neoliberal, mesmo que haja grandes avanços em outras questões.
Também faz parte da atual formatação do PNE a destinação de recursos do financiamento da educação pública para programas do Governo em escolas particulares, instituições de ensino superior particulares, o que abre brechas para diversas manipulações da iniciativa privada conseguir financiamento público.
"Da forma como está o Plano retrocede em pontos que havíamos conquistado com muito trabalho ao definir que recursos públicos são exclusivamente para a educação pública, mas podemos até aceitar que temporariamente esses programas possam ser financiados com recursos públicos. Agora nossa luta é para que esses pontos que trazem prejuízos para a educação pública sejam rejeitados pelo plenário da Câmara dos Deputados ou então, vetados pela presidenta Dilma, pois não podemos aceitar que a educação pública seja prejudicada por um plano que deveria melhorar a questão do financiamento da educação pública e não submetê-la ao viés do mercado ", enfatiza Gilmar.
Fonte: site CNTE

domingo, 11 de maio de 2014

Copa para quem? 250 mil famílias despejadas, ambulantes impedidos de trabalhar, trabalhadores mortos nas obras dos estádios.


Em carta resumo, atingidos pela Copa chamam sociedade para luta
por Thaíne Belissa - Minas Livre
Após três dias reunidos no primeiro encontro dos atingidos por megaeventos e megaempreendimentos, representantes de comunidades de todo o país escreveram uma carta com o resumo do que foi discutido. O documento é direcionado aos governos estaduais e federal, além de toda a sociedade. O Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, aconteceu nos dias 1, 2 e 3 de maio, em Belo Horizonte, e foi promovido pela Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop).
A carta começa destacando que as violações de direitos foram identificadas em todas as cidades sede da Copa do Mundo 2014. A primeira e mais evidente violação é a de moradia. Segundo o documento, o megaevento aumentou consideravelmente as remoções de famílias em diferentes partes do país: são 250 mil famílias despejadas. Na carta, os participantes lembram que as consequências disso são desastrosas para as famílias, que acabam se endividando e sofrendo impactos psicológicos.
“Decidimos sair deste encontro com uma grande união para barrar os despejos e remoções no Brasil. Sairemos juntos daqui numa articulação permanente, e assim estaremos mais fortes. Por um Brasil sem despejos! Brasil sem remoção! Respeito ao cidadão!”, diz um trecho da carta.
Outra violação apontada é a do trabalho.  Ambulantes serão impedidos de trabalhar por causa da Lei Geral da Copa, que proíbe a comercialização de produtos no entorno dos estádios, onde apenas os patrocinadores do evento poderão atuar. Diante disso, os movimentos propõem um boicote às empresas que financiam a Copa em solidariedade aos ambulantes. A carta ainda protesta em favor dos trabalhadores da construção civil, que estão sendo pressionados com a necessidade de obras em tempo recorde. Também defende os catadores de papéis, principalmente em cidades onde as prefeituras estão dificultando o trabalho dessa categoria.
A carta também aborda a necessidade da democratização dos meios de comunicação, que, atualmente, são manipuladas pelo poder público. Os participantes do encontro pedem a revisão do marco regulatório da mídia e respeito à imprensa popular e independente. Além disso, o documento traz a denúncia dos movimentos de constante repressão do Estado às manifestações populares. “A juventude deve ser respeitados em seu direito a se manifestar. O Brasil está vivendo uma escalada autoritária, onde governo e Congresso buscam criminalizar movimentos sociais”, destaca a carta.
A questão do meio ambiente também é abordada no documento. Os integrantes dos movimentos afirmam que a Copa vem sendo apresentada como sustentável, mas uma grande quantidade de árvores estão sendo cortadas nas cidades para a viabilização das obras. A carta ainda destaca a mobilidade urbana e lembra a necessidade de enxergar o transporte como um direito social.
Pelo direito das minorias
A carta produzida pelos participantes do encontro também faz uma alerta sobre os riscos aos direitos da população, principalmente de grupos considerados minorias. É o caso das mulheres e das crianças, que podem se tornar vítimas da exploração sexual e do tráfico humano durante os megaeventos. “É necessário e urgente criar campanhas de combate à exploração sexual e ao tráfico de pessoas nas escolas da rede pública, rede hoteleira, proximidades dos estádios e nas regiões turísticas. Deve ser incluída a capacitação dos profissionais do turismo e da rede hoteleira”, propõe o documento.
A população de rua também é citada: a carta denuncia práticas de expulsão dessas pessoas das áreas centrais com o objetivo de “higienizar” a cidade. As comunidades tradicionais que estão com seus territórios ameaçados e os movimentos de homossexuais também recebem o apoio das comunidades participantes do encontro.
A carta é finalizada com um convite à sociedade para transformar a Copa do Mundo 2014 na Copa das Mobilizações. “Conclamamos a população a fazer desta a Copa das Mobilizações, mostrando ao mundo a força e a alegria do povo brasileiro em luta!”, conclui o documento.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Os educadores estão em luta e os governos estão pressionados.

Greve na rede municipal de Contagem e Betim. Greve na rede municipal de São Paulo. Greve unificada dos servidores municipais de Belo Horizonte; greve dos técnicos da educação nas federais; greve unificada da rede estadual e municipal do Rio de Janeiro; indicativo de greve na rede municipal de Juiz de fora e indicativo de greve na rede estadual de Minas para o dia 15.
São os trabalhadores em educação lutando por seus direitos e por uma educação de qualidade, pressionando os governos e exigindo tratamento digno. Não estamos e não estaremos sozinhos, milhares estão lutando também. Vejam que fotos lindas da assembleia no Rio na qual a greve foi decidida pra começar dia 12 e da passeata de ontem em São paulo. 
Vamos à luta como milhares de educadores estão fazendo.  o governo de Minas tem que nos respeitar!

GREVE COMEÇA NA SEGUNDA, DIA 12/05