quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Atos contra suspensão das aulas noturnas continuam


Por Tribuna
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) entregou nesta manhã de quarta (19) um documento na Secretaria de Estado de Educação pedindo a revogação do artigo da resolução nº 2.442 de 2013 que prevê exigências para abertura de classes noturnas, entre elas, a idade mínima de 18 anos para os alunos ou carteira de trabalho assinada. Cerca de 50 alunos de escolas estaduais de Juiz de Fora participaram da entrega.
Desde que a lei entrou em vigor, no começo deste mês, alunos e professores estão reclamando da suspensão de turmas no período da noite em diversos colégios estaduais da cidade, o que também acarretou a superlotação das classes diurnas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nota da CSP-Conlutas sobre reportagem da Revista Veja


17/02/2014


A Revista Veja desta semana, em matéria sobre os black blocs, tenta estabelecer uma relação entre a CSP-Conlutas e esse grupo, que absolutamente não é verdadeira.

A matéria afirma que os black blocs são apoiados por uma “organização (…) composta de advogados que ficam a postos, nas ruas e em delegacias, para ajudar manifestantes detidos em confrontos de rua. Em São Paulo, quem faz esse papel são os advogados da CSP-Conlutas, entidade sindical ligada ao PSTU”. ( veja aqui)

A Veja, mais uma vez, distorce declarações de nossa Central e, dessa forma, se presta ao papel de desinformar à opinião pública.

A CSP-Conlutas é uma central sindical e popular, composta por sindicatos, organizações populares e juvenis. Atua em todo o país e esteve presente nos protestos de junho, nas mobilizações que seguiram e nas paralisações nacionais de 11 de julho e 30 de agosto, convocadas pelas centrais sindicais.

Não temos nenhuma ligação com os black blocs. Temos outros métodos e formas de atuação. A Central tem, no seu interior, militantes de partidos de diferentes ideologias, mas preserva a sua autonomia frente aos partidos políticos e sua independência frente ao estado e suas instituições.

É reconhecida a atuação da Central na defesa das reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras por ela representados (as).

É sabido por todos que a truculência da polícia do governador Alckmin (PSDB- SP) desatou uma onda de solidariedade aos poucos milhares de manifestantes que iniciaram a luta contra o aumento das passagens em São Paulo em 2013. Os militantes da CSP-Conlutas estavam nessas manifestações.

Foi fruto dessa truculência absurda que os atos se massificaram e se espalharam por todo o país, afirmando que a luta não era apenas pelos 20 centavos.

A CSP-Conlutas teve alguns de seus militantes detidos, junto com algumas dezenas de jovens nessas manifestações. E colocou os advogados ligados à Central à disposição para liberar esses manifestantes.

Da nossa parte, não houve distinção quanto a esses jovens terem ou não ligação com a Central, ou serem ou não ligados aos black blocs, pois se tratava, naquele momento, da defesa do direito democrático de manifestação, que o governador Alckmin (PSDB) tentava impedir. Trata-se de um gesto de solidariedade, uma obrigação de qualquer organização dos trabalhadores.

A ilação feita pela Revista Veja, em sua reportagem, misturando uma ação de solidariedade da nossa Central com um suposto pagamento a pessoas para tumultuarem manifestações no Rio de Janeiro é muito grave. Tenta criar um ambiente de criminalização das lutas sociais no país, chegando ao cúmulo de transformar em crime até mesmo a atividade dos advogados.

Em sua sanha por buscar responsáveis pela trágica morte do cinegrafista Santiago Andrade, já condenada por nossa Central em nota oficial, tenta agora atingir partidos políticos de esquerda, sindicatos e advogados, no exercício de suas prerrogativas profissionais.

A CSP-Conlutas repudia os ataques infundados da Revista Veja. Seguiremos defendendo o direito democrático de manifestação e não aceitaremos que sob a trágica morte do cinegrafista Santiago e a dor dos amigos, profissionais e familiares, com os quais nos solidarizamos, se abram as portas para ataques às organizações sindicais e populares como a nossa Central, que lutam em defesa dos direitos da população trabalhadora, ao direito de manifestação e às liberdades democráticas.


São Paulo, 17 de fevereiro de 2014.
Secretaria Executiva Nacional da
CSP CONLUTAS – Central Sindical e Popular

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Paralisação dia 26/02. Temos muito motivos pra lutar!

Já tornou-se uma  triste regra: os educadores mineiros temem o início do ano letivo porque é o período de grandes ataques por parte do governo Anastasia. Nesse ano não foi diferente: proibição de matricular jovens no 1º ano do ensino médio noturno; salas superlotadas no diurno; centenas de excedências de efetivos e efetivados; centenas de designados sem emprego; demissão de professoras de apoio; mais uma pane no site da SEE  e  falta de transparência nas designações; primeiros dias de aula sem professores pelo atraso nas contratações etc.
Esses ataques não são casuais, o governo mineiro tem um projeto de enxugamento do quadro da educação e de mercantilizar o ensino médio através das parcerias privadas nos diversos projetos para esse segmento. Em 2014 já não tem o 1º ano, em 2015 não terá o 2º  e em 2016 o 3º e assim estará extinto o ensino médio no noturno nas escolas mineiras. Quantos adolescentes e jovens fora da escola e quantos educadores excedentes ou desempregados por esse projeto?
Precisamos reagir, dar uma basta aos constantes ataques que sofremos desse governo. Dia 26 será um dia de luta no estado. Vamos transformar  nossa indignação  e revolta em ação  concreta para dar uma resposta. Dizer NÃO ao projeto de educação de Anastasia. 
Enquanto nossa indignação estiver contida nos limites dos muros das escolas não conseguiremos barrar os ataques do governo. Vamos pras ruas, é dela que os governantes têm medo, é nela que conseguimos mostrar para a sociedade que as  escolas das propagandas milionárias são uma farsa.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Efetivação sem concurso público de 98 mil servidores em Minas será julgada no STF

Como  está afirmado no texto abaixo, a lei 100 foi criada pelo governo mineiro para resolver uma dívida de 10 bilhões do governo com o INSS. Essa dívida aconteceu porque os governos mineiros por décadas descontaram a parte da previdência, no contra cheque dos designados, para o Ipsemg e não para o INSS como determina a Constituição Federal.
Quando a situação ficou insustentável Aécio fez um acordo, cujos termos ninguém conhece, com o INSS e assim a lei 100 foi criada. Dessa forma fica claro que não foi para "corrigir distorções históricas" que atingiam os trabalhadores como Anastasia quer nos fazer crer.
A direção estadual do Sind-Ute acompanha a tramitação da Ação de Inconstitucionalidade no STF e já tentou agendar, por inúmeras vezes, reunião com o governo para tratar desse assunto, porém  não obteve resposta até o momento. 
É importante lembrar que, por questão de princípio, o SindUte não é o autor dessa ação contra a lei 100, por acreditar que um sindicato não deve litigar contra trabalhadores da sua categoria, seja qual for a situação apresentada. 
O Sindicato reivindica de Anastasia, no caso de queda da lei 100, que não haja nenhuma demissão e que sejam mantidos todos os direitos como férias prêmio, aposentadoria ou outro benefício concedido no período de vigência da lei.

Ação que questiona a efetivação sem concurso de 98 mil servidores estaduais em 2007 está pronta para ser julgada no Supremo. Ministro relator emitiu esta semana voto sobre o assunto

Publicação: 13/02/2014 06:00 Atualização: 13/02/2014 07:15

Sete anos depois da efetivação de 98 mil servidores do estado de Minas Gerais sem concurso público, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se é válida a lei complementar que garantiu aos chamados designados da educação os mesmos direitos dos concursados. O relator da ação direta de inconstitucionalidade que questiona a medida, ministro Dias Toffoli, já emitiu seu voto, cujo teor não foi antecipado, e liberou, na segunda-feira, a ação para ser incluída na pauta de julgamentos. A data depende apenas de uma decisão do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Se o Supremo derrubar a lei, os funcionários terão de deixar os cargos.
Toffoli já tinha dado um primeiro posicionamento sobre o caso, em novembro de 2012, quando definiu que a ação terá o rito abreviado. Ou seja, será julgada diretamente no mérito. A Lei Complementar 100/2007 efetivou 98 mil contratados do estado até 31 de dezembro de 2006 que trabalhavam com vínculo precário em escolas e universidades públicas, ocupando funções como professores, vigilantes e faxineiros. Eles passaram a ser lotados no Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). À época, os deputados estaduais conseguiram aprovar emenda que inclui 499 funcionários da função pública e quadro suplementar lotados na parte administrativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 

A legislação foi aprovada em meio a uma grande polêmica sobre a constitucionalidade do texto. Mesmo assim, foi adiante já que a medida fazia parte de um acordo estimado em R$ 10 bilhões com o Ministério da Previdência para dar ao governo mineiro o certificado de regularização previdenciária (CRP). O documento é necessário para se obter recursos da União, o que vinha sendo feito por decisões liminares por causa de uma pendência em relação aos designados.

Em maio do ano passado, a Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu parecer pelo conhecimento e procedência do pedido de suspensão dos efeitos da lei. O procurador geral da República, Roberto Gurgel, repetiu as alegações que já havia feito na petição inicial, também assinada por ele. De acordo com o procurador, as contratações sem concurso são permitidas somente em vagas temporárias e quando há o reconhecimento de que um cargo se torna de necessidade permanente, é preciso transformá-lo em cargo de provimento efetivo.
 

Na ação, Gurgel cita duas ações no STF que tornaram inconstitucionais leis do Rio Grande do Sul e Distrito Federal semelhantes à mineira agora questionada. Foi pedida medida cautelar para suspender a norma, já que a PGR entendeu que ela implica  gastos no orçamento estadual e prejudica pessoas que poderiam ter acesso às vagas por concurso público.
 

Em fevereiro do ano passado, a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu parecer entendendo que o artigo da Lei Complementar 100/07 questionado fere a Constituição Federal, que prevê o ingresso na administração pública somente por concurso público. “Resta clara a imperatividade da regra geral do concurso público para provimento de cargos públicos, mesmo para os servidores beneficiados pela estabilidade e que eventualmente pretendessem ser titulares de cargos efetivos”, argumentou. Porém, o advogado geral da União, Luiz Adams, também opinou pelo não recebimento da ação, por considerar que ela foi elaborada de modo errado.
 

Parte da lei já havia sido declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em julgamento de arguição de inconstitucionalidade cível, mas, como a decisão atingia um universo pequeno dentro do total, a PGR decidiu entrar com a Adin para excluir todos os beneficiados dos quadros do estado, alegando violação dos princípios públicos da isonomia, impessoalidade e obrigatoriedade de concurso público.

Tranquilidade

Por meio de nota, o governo de Minas afirmou que a Lei Complementar 100 trouxe um “avanço” ao corrigir “distorções históricas” que atingiam quase 100 mil trabalhadores da educação. “Até então, estes trabalhadores, em sua maioria professores, serventes e auxiliares de educação, não possuíam garantias sobre o direito à aposentadoria. A Lei Complementar nº 100/2007 regularizou a situação previdenciária desses servidores”, diz a nota. Em relação à Adin, o governo diz aguardar com tranquilidade o resultado e esperar que os efeitos da lei sejam mantidos.


Alunos e professores protestam no centro de JF

O fechamento de turmas  no  noturno afeta não só os alunos mas também os educadores que são remanejados para outros turnos e até mesmo pra outras escolas, além da demissão ou não contratação de designados. Portanto essa luta é também da categoria e não pode ficar restrita aos estudantes  e direção do sindicato.
Se a resolução não for revogada convocaremos a categoria para as próximas manifestações.  É necessário que cada trabalhador em  educação compreenda a importância da sua participação. Só conseguiremos derrubar essa e outras medidas do governo que estão nos afetando se lutarmos todos juntos contra elas. A responsabilidade não é apenas de um segmento da comunidade escolar. 
SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


Por Tribuna
Alunos e professores da rede estadual de ensino participaram de um protesto pelas avenidas Itamar Franco e Rio Branco, no Centro, na manhã desta quarta-feira (12). O grupo reivindicou a revogação do artigo da resolução nº 2.442 de 2013, da Secretaria de Estado de Educação, que prevê exigências para abertura de classes noturnas, entre elas, a idade mínima de 18 anos para os alunos ou carteira de trabalho assinada. A situação, conforme os manifestantes e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), está ocasionando a superlotação das aulas diurnas e ainda pode acarretar na demissão de docentes e funcionários. 
Por volta das 6h30, representantes dos colégios estaduais Instituto de Educação (Escola Normal), Estevão de Oliveira, Batista de Oliveira e Duarte de Abreu começaram a se concentrar na esquina da Rua Espírito Santo com Avenida Getúlio Vargas. Às 8h, cerca de 200 pessoas, conforme a Polícia Militar, e 300, na avaliação da organização do ato, tomaram a pista da Itamar Franco em direção à Rio Branco, de onde seguiram pela faixa de veículos no sentido Bom Pastor/Manoel Honório. No trajeto, alunos levaram faixas e entoaram gritos de protesto contra a superlotação das salas e o desemprego entre os docentes e funcionários que trabalham à noite com o fechamento das turmas. No cruzamento da Rio Branco com Espírito Santo, o grupo ocupou a pista central dos ônibus, que foi fechada por alguns minutos. 
De acordo com a comandante do setor Centro da 30ª Companhia da PM, tenente Evelyn Souza, a manifestação foi pacífica. "Acompanhamos o trajeto desde a concentração, não teve desordem ou vandalismo. Agentes da Settra e policiais militares balizaram o trânsito, mas não houve grandes transtornos." Apesar de a interdição ter acontecido momentaneamente, a passagem dos estudantes pelos principais corredores de tráfego da cidade pegou de surpresa motoristas que seguiam para o trabalho ou outros compromissos. 
Os ânimos só ficaram acirrados com a chegada dos manifestantes ao Centro Empresarial Alber Ganimi, onde fica a sede da Superintendência Regional de Ensino (SRE), na esquina da Espírito Santo com a Rio Branco. A diretora local do Sind-UTE, Victória de Fátima de Mello, questionou o fato de não ter sido permitida a entrada imediata da comissão formada por oito representantes, incluindo ela, um professor e seis alunos. Enquanto o trâmite era resolvido, o restante do grupo se reuniu no gramado da Catedral Metropolitana. 
"Inicialmente, não tinha comissão definida, e alguns manifestantes tentaram adentrar no prédio, mas o condomínio não permitiu. Os ânimos estavam se exaltando porque, normalmente, o acesso é livre, mas essa era uma situação um pouco diferente. Depois de formado o grupo, verificamos a autorização, e a Superintendência se prontificou a atendê-los", explicou a tenente Evelyn. A comissão se reuniu a portas fechadas com dois assessores da SRE. Após o encontro, Victória disse que será elaborado um documento com as principais reivindicações para ser encaminhado à Secretaria Estadual de Educação. "Ficou claro para a SRE que queremos a revogação do artigo que fala do fechamento de turmas noturnas, que é uma das causas da superlotação de classes. Se não formos atendidos depois disso, vamos continuar as manifestações", garantiu a diretora do Sind-UT