segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Encontro do MML é considerado o maior realizado por mulheres classistas nos últimos tempos

A secretaria de opressões da Subsede organiza o MML em Juiz de Fora e participou desse histórico encontro com 42 mulheres e estudantes da nossa cidade. 



Encontro do MML é considerado o maior realizado por mulheres classistas nos últimos tempos


O 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta foi considerado o maior evento de feministas classistas dos últimos 20 anos, de acordo com a organização do evento. Com a participação de 2.300 mulheres, a atividade, marcada pela diversidade, contou com a presença de trabalhadoras dos Correios, bancárias, metalúrgicas,  operárias das construção civil, estudantes, profissionais da Educação, servidoras públicas, mulheres organizadas nos setores contra a opressão, mulheres do campo  do movimento popular,  vindas de todos os cantos do país.  

No sábado (5), segundo dia do evento,  em plenários simultâneos, ambos com sua capacidade lotada, foram debatidas a conjuntura nacional e internacional. Os informes e analises feitas em ambos os painéis versaram sobre os desafios das mulheres  e as próximas campanhas e lutas, no contexto nacional e mundial. Os informes foram ricos e, como em todo o encontro, regados de muita emoção.

Logo em seguida, a mesa foi recomposta  para a apresentação das contribuições ao encontro sobre a organização  e estruturação do movimento.

Após o almoço, as mulheres se reuniram em grupo de trabalho com painéis temáticos sobre  aborto e sexualidade;  a mulher no sindicato; saúde da Mulher; mulher negra; violência; mulher Lésbica; mulher Jovem; creches e o direito à maternidade; as mulheres e a luta internacional, trabalho Doméstico; prostituição; mulher operária; mulheres e Educação; mulher e movimento popular; mulheres Aposentadas; mulher trans*; mulheres e Transporte.

Os debates sobre esses temas foram amplamente discutidos nos grupos e foram a voto para já serem apresentados na plenária final.  O clima de todos os grupos foi permeado de intensas discussões, troca de experiências, com declarações de mulheres e suas vivencias.

O grupo internacional, que se tornou uma mesa internacional, foi ponto alto da atividade.  A emoção tomou conta do plenário com as declarações das representações  internacionais  que expuseram  suas experiências da luta das mulheres em seu país.

Todas essas discussões forma levadas para o ultimo dia do encontro para ser votada em plenário no domingo.
Fonte:Site CSPConlutas

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Aniversário de 60 anos da Petrobrás é ‘celebrado’ com greves e agitações em todo o país




Contra o leilão do petróleo e em defesa da Petrobras 100% estatal

Em Juiz de Fora os 60 anos da Petrobrás foi marcado por uma panfletagem no calçadão com a participação da CSPConlutas, SindUte e ANEL.
 

 Petroleiros de todo o país cruzaram os braços neste 3 de outubro histórico – aniversário de 60 anos da Petrobrás. Um dia que era reservado a festas e celebrações, se transformou em um grande dia de luta pelo cancelamento do leilão de Libra, agendado para 21 de outubro, e por um ACT digno, já que a categoria está em plena campanha reivindicatória. Com a tarefa de combinar essas duas batalhas, mais uma vez os sindipetros que compõem a FNP lançaram a palavra de ordem “16,53% de aumento no salário base, sim! Leilão de Libra, não!”.

O sentimento em toda a categoria é que – de fato – não há razões para comemorar o aniversário da Petrobrás. Soma-se à maior privatização da história do país, um verdadeiro crime de lesa-pátria, outros ataques profundos aos trabalhadores: terceirização desenfreada, desinvestimentos, Procop, assédio moral, desvalorização salarial e insegurança generalizada, com diversas unidades em completo estado de sucateamento.

Além disso, são 17 anos sem aumento real e um plano de cargos falido, que atinge petroleiros ativos, aposentados e pensionistas. A política de remunerações variáveis prejudica o conjunto da categoria e a tabela congelada segue penalizando um dos setores mais atacados da categoria nos últimos anos: os aposentados e as pensionistas, que na última quarta-feira (02/10) ocuparam o Edifício-Sede da Petrobrás para cobrar da presidente Graça Foster o fim das discriminações.

Raio-x das mobilizações

Na base do Sindipetro AL/SE, as mobilizações acontecem há, pelo menos, três dias como parte da luta contra a entrega do petróleo brasileiro. Na última terça-feira (01/10), houve paralisação de 24 horas na Fafen com a adesão de petroleiros diretos e indiretos. Na última quarta-feira, nova mobilização de 24h: dessa vez no Tecarmo, com a participação de 80% dos trabalhadores diretos e indiretos.

No aniversário da Petrobrás não foi diferente: na sede da Petrobrás, em Aracaju (SE), mais de 90% da categoria cruzou novamente os braços por 24h. O movimento foi iniciado ainda de madrugada, às 4h30, com corte de rendição. Ainda nesta quinta, pela manhã, foi realizada na Assembleia Legislativa uma sessão sobre os 60 anos da companhia. Na parte da tarde, às 14h, foi realizada audiência pública a pedido do Comitê Contra os Leilões do Petróleo e do Sindipetro AL/SE. Integraram as atividades diversas entidades estudantis como a ANEL e sindicais como CUT, CSP-Conlutas, CTB, CGTB e FNP.

No Litoral Paulista o aniversário da companhia foi comemorado com greve na UTGCA, em Caraguatatuba, e no Tebar, em São Sebastião – ambas localizadas no Litoral Norte de São Paulo. A adesão foi de praticamente 100% entre os trabalhadores de turno, ADM e, também, terceirizados.

Em São José dos Campos, na REVAP, que está em plena parada de manutenção, foi realizado na manhã desta quinta-feira (03/10) atraso de uma hora e meia no início do expediente, envolvendo trabalhadores do turno e terceirizados. A paralisação foi precedida por um ato na Praça Afonso Pena, onde várias entidades sindicais e movimentos populares integraram as agitações. Com isso, os petroleiros do ADM sequer chegaram à refinaria devido ao congestionamento ocasionado na cidade.

No Rio de Janeiro foram realizadas agitações em todas as bases pela manhã e no TABG houve concentração na entrada da unidade. Na ocasião, os trabalhadores ainda aprovaram em assembleia greve no próximo dia 17, que já se apresenta como um novo dia nacional de luta. Ao meio-dia foi realizado um ato no Edise e às 16h foi iniciado o Ato-Show na Praça XV, com diversos artistas. Na base do Sindipetro-PA/AM/MA/AP foi realizado, até as 10h, atraso no prédio administrativo de Manaus (AM). 

Em São Paulo, as Centrais Sindicais realizaram um ato unitário na Avenida Paulista  contra o leilão do petróleo. A atividade contou a presença de trabalhadores dos Correios do Vale do Paraíba (SP) e dos bancários, ambas categorias  em greve.  Estiveram presentes também representações da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e do Sindicato dos Trabalhadores da USP.  




Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)