terça-feira, 9 de julho de 2013

Dia Nacional de Greve, paralisações e manifestações


O histórico dia 11 de julho de 2013 ainda nem chegou e já traz boas notícias para os trabalhadores. Governos e parlamentares movimentam-se no atendimento às centrais e sindicatos que representam as reivindicações da classe trabalhadora. (vejam notícias baixo)
Isso é só o começo. A unidade da juventude e dos trabalhadores, nas ruas, forçará os governos a atender nossas reivindicações. 


Reunião com presidente do Senado discute vetos que interessam aos trabalhadores

09/07/2013


Acabou agora a pouco a reunião das centrais sindicais com o presidente do Senado, senador Renan Calheiros, para tratar da derrubada de vetos, que são do interesse dos trabalhadores.

Mais cedo, em reunião, as centrais definiram uma prioridade apresentar alguns pontos. Mais precisamente quatro pontos prioritários. Em três deles, foi reivindicado a derrubada do veto: fim do Fator Previdenciário, aumento das aposentadorias e da Emenda 29 (que destina verbas para a saúde). Estes projetos foram aprovados pelo Congresso Nacional e vetados por Lula, quando presidente e pela presidenta Dilma. O outro veto, o da famosa “Emenda 3″, reivindicou-se que fosse mantido.

Foram apresentados ao presidente do Senado esta demanda das centrais sindicais. O senador Renan Calheiros, por sua vez, se comprometeu, em uma reunião com os líderes partidários amanhã, definir um critério para colocar esses temas em votação.

Na reunião, representando a CSP-Conlutas, o membro da Secretaria Executiva Nacional Zé Maria de Almeida cobrou do presidente do Senado que seja pautado para votação no Congresso Nacional os projetos que são de interesse dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, por exemplo.

“A classe trabalhadora entra em movimento no dia 11. E não aceitará mais a enrolação que tem sido patrocinada pelo governo e pelo congresso, que só tem empurrado com a barriga aquilo que os trabalhadores reivindicam, enquanto atendem todos os pedidos dos grandes empresários”, disse Zé Maria.

Dia 11 será só o primeiro passo. Muitos outros virão.
Fonte:Site CSPConlutas

Presidente da Câmara diz que vai retirar da pauta o PL 4330/04 e urgência do PLP 92/07. Todos ao 11/07 pelas nossas reivindicações

03/07/2013



Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (03/07) na Câmara dos Deputados em Brasília o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves, recebeu as Centrais que estão convocando o dia de luta com greves e paralisações que ocorrerá em 11/07.

As Centrais apresentaram ao deputado a pauta que foi definida em consenso pelas entidades e que é a base da mobilização que está sendo construída.

Na reunião, Alves firmou pelo menos três importantes compromissos com os sindicalistas que lá estavam representando as centrais:

1 – Comprometeu-se em retirar da pauta de votação o PL 4330 (que escancara as terceirizações). Isso não encerra essa luta, já que o projeto não será arquivado. Só com a continuidade da luta poderemos barra-lo de vez;

2 –  Alves disse que vai exigir da Presidência da República uma definição acerca do Fator Previdenciário. O tema necessita entrar na pauta do congresso para que seja votada a derrubada ou não do veto feito pelo ex-presidente Lula;

3 – A partir de uma proposta apresentada pela  CSP-Conlutas, o presidente da Câmara comprometeu-se em não acatar o pedido de urgência para votação do PL 92/2007. Este projeto é extremamente danoso porque é mais uma forma de privatizar as políticas públicas através da criação das fundações públicas de direito privado.

Para o dirigente da CSP-Conlutas, Atnágoras Teixeira Lopes que representou a Central, a reunião foi um importante, mas é preciso manter a mobilização: “estes foram importantes compromissos assumidos pelo Presidente da Câmara, mas o que pode garantir de fato conquistas nas reivindicações constantes da pauta das Centrais é jogar todo peso nas mobilizações, a começar pelo Dia nacional de Mobilizações com greves e paralisações e manifestações marcado para o dia 11 de julho”.

Ainda nesta quarta-feira haverá reunião com o Presidente do Senado, Renan Calheiros quando também será entregue a pauta apresentada na Câmara.
Fonte: Site CSPConlutas

Governo agenda reunião com sindicatos

Caros Senhores e Senhoras do Sind-UTE/MG
Em 2013, foi criado um novo espaço de negociação com as entidades que representam todos os servidores da Educação em Minas Gerais. O objetivo desse espaço é assegurar oportunidades para o diálogo e a interação entre os representantes das entidades e do Governo de Minas. Dois encontros, nos dias 22 de abril e 27 de maio, já foram realizados com esse propósito.
Integram esta instância as seguintes entidades: a Associação de Diretores das Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg) , a Associação Mineira de Inspetores Escolares (AMIE), a Associação Mineira de Supervisores Pedagógicos de Minas Gerais (AMISP-MG), a Associação dos Professores Públicos de Minas Gerais (APPMG), o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindipúblicos), o (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e a União Nacional dos Servidores Públicos Civis do Brasil (UNSP), bem como servidores das Secretarias de Estado de Educação (SEE) e de Planejamento e Gestão (Seplag).
Dando continuidade a essa agenda, convidamos para a terceira reunião, a ser realizada no dia 10 de julho, quarta-feira, a partir das 09h30. A reunião será realizada nas dependências da Secretaria de Estado de Educação, Sala 06, 11º andar do Prédio Minas, Cidade Administrativa, Serra Verde.
A proposta desse próximo encontro é definir uma agenda comum de discussões que contemple as questões prioritárias da Educação em Minas Gerais e dar continuidade ao processo de análise de pautas, reivindicações e sugestões apresentadas pelas entidades. Buscaremos, ainda, estabelecer, em comum acordo, um cronograma de reuniões para o segundo semestre deste ano.
Cordialmente,
Secretarias de Estado de Educação (SEE) e de Planejamento e Gestão (SEPLAG)
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


quinta-feira, 4 de julho de 2013

11 de julho é dia nacional de greves, paralisações e manifestações de rua; confira os materiais de divulgação

O Sindute vai aderir à esse dia de greve geral. Aqui em JF haverá uma manifestação unificada dos trabalhadores com concentração a partir das 14h em frente a Câmara Municipal. As centrais sindicais se unificaram em torno de uma pauta que atende a reivindicações de toda a classe. Vamos fazer do 11 de julho um dia histórico da classe trabalhadora do nosso país. 




Nosso país está sendo sacudido nas últimas semanas por grandes manifestações de rua. O povo e
stá indo às ruas, com a juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras.

A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte e apoiamos as manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe.

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:

- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária

A estas reivindicações, obviamente, podem agregar-se outras que cada categoria achar adequado e que ajude a mobilizar os trabalhadores.

Organizar a greve e os protestos em todas as categorias

- Esta é a tarefa imediata de todos os sindicatos: convocar assembleias, fazer reuniões por local de trabalho, fazer agitação política na base, informando a categoria sobre a natureza e os objetivos da mobilização, etc.

-  Os ativistas de oposição devem cobrar a realização de assembleias dos sindicatos onde atuam para decidir sobre a paralisação.

- Procurar as demais entidades nos estados para tentar coordenar os esforços para a paralisação e as manifestações que acontecerão.

- Lembremos que alem da construção da greve e da defesa da pauta comum definida pelas centrais, há também a necessidade de expormos aos trabalhadores todas as nossas opiniões acerca do processo em curso. É fundamental para nos delimitarmos das centrais que apoiam o governo. Portanto é fundamental que a CSP-Conlutas tenha um material próprio de agitação e informação (boletim, jornal, etc). Este material deve ser amplamente distribuído na nossa base e em todas as outras bases onde consigamos chegar. Alguns estados já estão providenciando. Os que não se sentirem em condições de fazê-lo devem contatar a sede nacional.

De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações?

Muitas das reivindicações dos setores que representamos serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foram causados pelas decisões dos governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados.

É para cobrar destes governo, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho. O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores.

Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).

O primeiro passo de uma longa jornada

Este dia de luta e estas bandeiras implicam em um passo importante no sentido de nossa classe entrar na luta. No entanto é apenas um primeiro passo. Para que se criem condições de resolver os problemas apontados nas manifestações de rua, e para atender as necessidades dos trabalhadores é preciso mudar profundamente as coisas no Brasil. Precisamos cobrar do governo a suspensão do pagamento da dívida externa e interna, que todo ano destina metade do orçamento do país aos banqueiros e grandes especuladores. Só assim haverá recursos para investir na educação, moradia, transporte e na saúde pública.

Precisamos parar as privatizações (a começar com o fim dos leilões das reservas de petróleo) e reverter as que já forma feitas, recuperar o patrimônio público que foi entregue a preço de banana para empresas privadas a preço de banana. Sem isso não há soberania nem futuro para o país. O governo precisa de parar de dar dinheiro público para as grandes empresas, para que haja recursos para financiar as políticas públicas que melhorem a vida do povo.

É preciso acabar com o domínio dos bancos sobre o nosso país. O povo brasileiro trabalha a vida inteira apenas para enriquecer banqueiros. É preciso estatizar o sistema financeiro, de modo que o sistema bancário possa estar a serviço de promover crédito barato para a população e para financiar aquilo que for de interesse da população.

Nenhuma destas mudanças será feita sem muita luta contra, pois nenhuma destas medidas cabe dentro do modelo econômico aplicado no país pelo governo Dilma (e reproduzido nos estados e municípios pelos governadores e prefeitos). Por isso é importante entender que nossa luta está apenas no começo. Que o dia 11 seja prenuncio de uma jornada duradoura e que só termine quando mudarmos o país!

O desafio das centrais sindicais e sindicatos de todo o país

Em toda luta que se pretenda vencer é preciso saber contra quem lutamos. A jornada que ora se inicia tem como objetivo fortalecer as mobilizações em curso para mudar o país e melhorar a vida dos trabalhadores e do povo pobre. Essa mudança só será possível houver uma inversão completa do modelo econômico que se aplica no país hoje. Trata-se de um modelo todo voltado para favorecer os bancos, as empreiteiras, as grandes empresas e o agronegócio.

Não vai haver investimentos necessários na educação e saúde pública, na moradia popular, nos transportes públicos, na melhoria dos salários, das aposentadorias, ampliação dos direitos dos trabalhadores enquanto este modelo persistir. E este modelo econômico que aí está não caiu do céu. Foi definido e é aplicado pelo governo que aí está. Pelo governo Dilma, principalmente, e também pelos governos estaduais e municipais.

É contra estes governos e seu modelo econômico que lutamos. Cabe às centrais sindicais, algumas delas apoiadoras do governo, fazer uma escolha. Ou ficam do lado dos trabalhadores e suas reivindicações e levam adiante esta luta contra o governo até forçarmos uma mudança de fundo no país, em benefício dos trabalhadores; ou ficam do lado do governo e acabarão tendo de abandonar a defesa dos interesses da nossa classe.

Por isso nos preocupa declarações com as que deram dirigentes da CUT, comprometendo-se a fazer campanha pela reforma política e do plebiscito conforme pedido do governo. Não há como atender a dois senhores. Defender o governo é incompatível com defender os trabalhadores. Nossa trincheira é a dos trabalhadores. Na outra estão os governos e os patrões (que são os beneficiados pelas políticas praticadas destes governos).

Presidenta Dilma: Enrolação, não!

A presidenta Dilma tem dito que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução concreta para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado pela corrupção, precisa sim mudar, não representa o povo brasileiro. Mas nem por isso vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, trazendo este assunto à tona desta forma, apenas para fugir de atender nossas demandas.

Se a solução é plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Porque não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal (forma 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Porque não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras?

Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido. Se fosse Plebiscito para mudar mesmo, porque então não perguntar se o povo é a favor, sim ou não, de que o salário de um deputado, senador, presidente da república, seja igual ao salário de um professor? Se o povo é a favor, sim ou não, da revogabilidade do mandato do político que não cumprir seus compromissos de campanha? Ou se o povo é a favor, sim ou não, de confiscar todos os bens e colocar na cadeia os corruptos e os corruptores?
Fonte:Site CSPConlutas

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Heróis do Maracanã

Neymar, Fred e companhia não são nossos heróis!



 


Esses são os verdadeiros heróis do jogo final da Copa das Manifestações, ops, das Confederações: estudantes, trabalhadores, homens e mulheres. O manifestante com olhos machucados é um professor da rede pública estadual do Rio de Janeiro. Palmas especiais e calorosas para os dois bailarinos (voluntários, esses não trabalharam de graça pra FIFA) que driblaram a rigorosa organização e abriram duas faixas, uma exigindo a anulação da privatização do maracanã e outra contra a homofobia.