sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Trabalhadores da Novelis de Ouro Preto convocam reunião sobre as demissões hoje (21)


Retirado do site da CSP Conlutas

Na quinta-feira, dia 21 de fevereiro, acontece uma audiência pública da Câmara dos Vereadores na portaria da Novelis, em Ouro Preto. Será as 16 horas, após a saída do turno dos trabalhadores.

Será discutido o anuncio da demissão de 160 trabalhadores e fechamento do setor de REDUÇÃO II. Isso é parte do processo de fechamento total da Novelis, pois, não existem investimentos previstos.

Confira o convite para a audiência

Também será aberta uma discussão sobre o futuro da cidade de Ouro Preto caso a Novelis realmente venha a fechar e qual será o futuro dos trabalhadores e os responsabilidade da prefeitura no assunto.

Neste sentido, é fundamental a participação do máximo de companheiros dos movimentos sociais e sindicais, principalmente, os combativos filiados à CSP-Conlutas. Participem!

Fonte: Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ouro Preto e Mariana


Nova greve geral na Grécia leva milhares às ruas de Atenas

Retirado do site da CSP Conlutas


Nesta quarta-feira (20), uma nova greve geral de 24 horas contra as medidas de arrocho imposta aos trabalhadores pelo governo, União Europeia e Fundo Monetário Internacional levaram milhares de pessoas às ruas de Atenas, na Grécia.

A greve, convocada por sindicatos dos setores público e privado, teve adesão de médicos, professores, advogados, bancários e funcionários de portos e aeroportos entre outros setores.

Voos foram cancelados e os hospitais estão trabalhando com regime reduzido de funcionários.

A população é castigada pela mais alta taxa de desemprego da Europa que chega a 60% entre os jovens e atinge 27% ao restante dos trabalhadores. Dos empregados, mais de um terço estão com os salários atrasados.

Passeatas saíram de vários pontos centrais de Atenas e culminaram numa marcha em direção à Praça Syntagma, onde se encontra o Parlamento.

A greve geral antecede a chegada de uma delegação da troika no país para avaliar os pacotes de “reformas” concedidos em troca do “resgate financeiro”.

Essa já é trigésima paralisação feita na Grécia desde o início da crise econômica.

As chamadas “medidas austeridade” vem embutidas com o enfraquecimento de acordos salariais coletivos e medidas para a demissão de funcionários públicos, e é contra isso que a população vai às ruas.

A Grécia está em seu sexto ano seguido de recessão, período no qual a economia sofreu contração de quase 25%.

Mesma luta – Os trabalhadores da Espanha também estão em luta. Na terça-feira (19), os funcionários da companhia Ibéria iniciaram a greve no aeroporto internacional de Madri contra a demissão de 4 mil trabalhadores. A paralisação que é a maior feita pelos trabalhadores da empresa, teve a participação de mais de 8 mil pessoas.

Em Portugal, no último sábado (16), milhares de pessoas também realizaram manifestação contra as medidas, de mesmo caráter, impostas pelo governo.

Também na Índia foi iniciada hoje uma greve geral de 48 horas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A CSP-Conlutas apoia todas essas greves e manifestações dos trabalhadores contra os planos de arrocho que vem sendo impostos em seus respectivos países.

Com informações, da Folha, Agencia Estado, Exame, IstoÉ Dinheiro.

Após 11 dias de greve, operários do COMPERJ arrancam vitória em campanha salarial!


Fonte: site da CSP Conlutas

Nesta terça-feira (dia 19), em uma assembléia lotada, os operários da construção do COMPREJ, no Rio Janeiro, aprovaram a nova contra proposta da patronal.

O acordo aprovado pela categoria, que será firmado entre o sindicato e a patronal, arrancou vitórias como 10% de reajuste salarial, o pagamento diário de 30 minutos de horas “in tinere`s”, aumento no vale refeição de R$ 300,00 para R$360,00 (sendo o mês de março no valor de R$720) e a garantia do pagamento da PLR até o próximo dia 22, além de termos conquistado o abono dos dias de greve.

A CSP-Conlutas, através do apoio à operários que se organizam no MAP-Movimento Acorda Peão, esteve desde o início na defesa da pauta, da luta e da organização da categoria, ao mesmo tempo em que insistentemente manteve o chamado a unidade com o sindicato para garantir esta vitória.

Esta vitória só foi possível porque quando houve a primeira provocação da patronal, que apresentou uma proposta extremamente rebaixada (7,5% de reajuste e nada de horas in tinere), a categoria impôs a Greve imediatamente, coisa que pegou até o Sindicato de “surpresa”. Está provado que valeu a luta!

Agora é preciso manter a categoria organizada, exigir o cumprimento das conquistas e seguir batalhando por mais avanços, afinal não temos direito só a 30 minutos de horas “in tinere`s” e nada está garantido em relação as nossas reivindicações referentes a saúde e segurança ou mesmo no que se refere a precariedade do atendimento médico na obra, entre outras demandas.

A CSP-Conlutas seguirá apoiando os trabalhadores e trabalhadores do Comprej em cada luta, em cada ação, em cada batalha necessária contra a ganância dos patrões, a conivência do governo Dilma e em defesa de um Acordo Coletivo Nacional que garanta que, em qualquer obra desse país, sejamos respeitados e tenhamos os mesmos direitos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Até quando esses povos serão atacados? Quando o governo federal tomará a decisão de enfrentar os latifundiários e a defesa dos indígenas que vivem nessas  terras há séculos?



Em protesto contra o assassinato de adolescente, povo Guarani Kaiowá faz retomada de terra indígena


“Após assassinato de adolescente de 15 anos, povo Guarani Kaiowá faz retomada neste momento. Cerca de 500 indígenas estão retomando a terra indígena em protesto ao assassinato”

Esse foi o comunicado enviado por Valdelice Veron, liderança indígena Guarani Kaiowá .


O crime aconteceu no sábado (16). Três jovens Guarani Kaiowá da aldeia Tey’ikue, município de Caarapó, saíram para pescar nas margens do córrego Mbope’i. Na ocasião, três pistoleiros perseguiram os adolescentes. Dois deles conseguiram fugir. Denilson Barbosa, de 15 anos, foi capturado pelos jagunços e assassinado com três tiros: dois na cabeça e um no pescoço. Suspeita-se que o mandante do crime é o fazendeiro Oladino, proprietário da fazenda Sardinha. O corpo do adolescente foi encontrado na manhã deste domingo, 17, na estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano.

Em protesto ao assassinato do jovem, mais de 500 indígenas Guarani Kaiowá estão, neste momento, retomando a terra indígena a qual a fazenda Sardinha está instalada. Somente a Polícia Civil apareceu no local do crime para fazer a perícia criminal. Segundo indígenas que estão no local da retomada, até a noite de hoje (18), a Fundação Nacional do Índio (Funai) não apareceu no local do conflito. A Procuradoria Geral da República foi acionada e garantiu o envio da Força Nacional para a região a partir de amanhã (19).

O clima é de tensão na retomada da terra indígena e muitos dos indígenas temem novos ataques dos jagunços. Porém, a decisão dos indígenas é resistir em protesto ao assassinato do adolescente Kaiowá Guarani e em defesa das terras tradicionais.

Os indígenas Guarani Kaiowá pedem, neste momento, todo apoio e solidariedade das entidades e militantes para que possam resistir na retomada indígena, comparecendo ao local e ajudando a divulgar a situação!

Fonte: Blog Conversa de Fera 

Mais um ataque aos trabalhadores e povo pobre, dessa vez longe dos olhos da imprensa para que cenas como as do despejo de Pinheirinho realizada há um ano em S.José dos Campos/SP não causem indignação em todo os país. 



Absurdo!

Despejo da ocupação Che Guevara em Messias, Alagoas


Por Secretaria de Comunicação do Terra Livre

A justiça de Alagoas impediu a imprensa de acompanhar o despejo que ocorreu hoje no Acampamento Che Guevara no município de Messias-AL, ameaçando de prisão os jornalistas que desobedecessem a ordem. O jornal Brasil de Fato fez uma matéria, que segue abaixo, sobre este atentado contra a liberdade de imprensa que serve para encobrir os ataques e a criminalização aos movimentos sociais. Além do Brasil de Fato, os jornais Cada Minuto e Alagoas 24 horas entraram em contato com a secretaria de comunicação do Terra Livre dizendo que foram impedidas de acompanhar a ação da polícia.

Como protesto o movimento ocupou a prefeitura e fechou as rodovias BR-101 e BR-104 nos dois sentidos, o que impede a entrada e a saída do município de Messias. Quatro integrantes do movimento foram presos por defender o lar de suas famílias. A ocupação Che Guevara tem cinco anos e nela vivem 300 famílias. A prefeitura, autora do pedido de reintegração de posse, pretende construir um centro industrial no local.

Denunciamos os governos municipal, estadual e federal pela falta de vontade política em resolver a questão e praticar mais uma violência contra trabalhadores. Enquanto o poder público só beneficia os ricos e empresários, o povo de Messias é jogado na rua, Lutaremos por terra e moradia!


Veja abaixo a matéria do Brasil de Fato e a repercussão na imprensa:

Jornalistas são impedidos de acompanhar despejo de sem-terra

Railton Teixeira, de Maceió


Os profissionais da imprensa alagoana foram impedidos de acompanhar o cumprimento de desapropriação de uma área ocupada por trabalhadores rurais ligados ao Movimento Terra Livre, na cidade de Messias, a 33 quilômetros de Maceió.

Para o cumprimento do despejo, a Polícia Rodoviária Federal bloqueou no início da manhã desta segunda-feira, 18, trechos da BR-104 para impedir o tráfego de veículos. A PRF informou aos profissionais da imprensa que, por determinação judicial, qualquer jornalista está impedido de acompanhar a ação sob pena de prisão.

A ação de despejo foi expedida pelo juiz Gilson Santana e para o seu cumprimento, segundo a assessoria da Polícia Militar, 320 militares entre Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Cavalaria, Batalhão de Polícia Escolar e 8° Batalhão de Polícia Militar foram acionados.

Por meio de uma nota à imprensa, o Terra Livre destacou que a área está ocupada há mais de cinco anos por aproximadamente 300 famílias. Ainda segundo eles, a localidade está sendo reivindicada na Justiça pela Prefeitura de Messias, para a implantação de um pólo industrial.

“Nesses cinco anos, a Prefeitura sequer nos recebeu, mostrando que não tem ouvidos para os pobres, apenas para os seus amigos ricos, que lucram em cima de áreas que são públicas. Agora que a comunidade está consolidada, eles dizem que ali será um pólo industrial. Após muita luta, tínhamos conseguido um acordo com o governo estadual, em janeiro de 2012, para que fossem construídas moradias em outra área. Entretanto, agora eles voltaram atrás, dizendo não ter condições”, destacou o movimento em nota.
Fonte:site  CSPConlutas