terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR!




Servidores municipais de Teresina aderem em massa à greve geral iniciada nesta segunda



Os (as) servidores (as) municipais de Teresina compareceram em massa à assembleia realizada no primeiro de dia de greve geral da categoria, realizada na Praça da Bandeira, centro da cidade, nesta segunda-feira (18). Mais de 700 servidores (as) estiveram presentes e ratificaram o início do movimento grevista, por tempo indeterminado. Servidores (as) lotados na Educação (SEMEC), Fundação Municipal de Saúde, nas Secretarias e administrativos estiveram presentes reafirmando o compromisso de construir uma greve unificada e vitoriosa. Quinta-feira (21) tem nova Assembleia Geral no Teatro de Arena.

Foto por Assessoria SINDSERM

Os servidores reivindicam o pagamento das perdas salariais acumuladas, cumprimento da lei federal 11.738, referente ao magistério, melhores condições de trabalho entre outros. Até o momento o prefeito Firmino Filho (PSDB) não respondeu ao ofício encaminhado pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm, filiado à CSP Conlutas) no dia 8 de janeiro de 2013, e que contém a pauta de reivindicações dos (as) servidores (as) municipais.

O Sindserm está exigindo o pagamento imediato do dinheiro retirado dos contracheques dos (as) servidores (as) nos últimos meses, e que a administração abra imediatamente um canal de negociação, sobre os pontos de pauta protocolada no dia 08 de janeiro, na Campanha Salarial 2013. Na Assembleia de ontem, foi acrescentada a pauta de reivindicações das pedagogas do município. “O movimento é forte e tende a se fortalecer mais ainda. São muitas as perdas salariais e também os ataques do prefeito, que confiscou horas-extras, gratificações, insalubridade, produtividade, gerando graves problemas para as famílias dos servidores municipais”, disse o presidente do Sindserm, Sinésio Soares, o Délio.

Foto por Assessoria SINDSERM

Eleição de delegados - Ao final da assembleia geral, os servidores deixaram a Praça da Bandeira e se dirigiram à porta da Prefeitura Municipal de Teresina, onde fizeram ato público e elegeram representantes da categoria na reunião da coordenação nacional da CSP-Conlutas, que será realizada de 22 a 24 de fevereiro, em São Paulo (SP). A assembleia geral contou com a participação de representantes de sindicatos e oposições filiados à CSP-Conlutas, assim como do movimento estudantil (Anel), que manifestaram apoio ao movimento. Na próxima quinta-feira, pela manhã, haverá nova assembleia geral da categoria
Fonte:site CSPConlutas

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Vejam abaixo uma matéria do Sindute/mg sobre a utilização de placas do IDEB na frente das escolas em Minas.
 O IDEB é o expoente máximo da política educacional do governo federal. Valorizar as avaliações externas, os resultados, as metas atingidas, os gráficos....Enquanto isso os educadores penam em escolas sucateadas, em salas de aula superlotadas, em filas de clínicas, hospitais e perícias médicas pois estão adoecendo pelas precárias condições de trabalho e pela pressão para atingir as metas estabelecidas pelos governantes, em financeiras e bancos nos quais buscam empréstimos a juros extorsivos para conseguir sobreviver porque os salários são baixos, etc.
A CNTE, a qual o Sind-ute é filiado, deve fazer uma campanha nacional contra essa política que penaliza os educadores e mascara uma realidade educacional que está presente nas escolas, porém longe dos olhos da sociedade que vai sendo enganada pelas propagandas oficiais. 
Os trabalhadores em Educação de Minas Gerais devem repudiar essa ação do governo Anastasia/Gazolla. Ter um placa do IDEB em frente a uma escola com nota superior a outras não deve ser motivo de orgulho, pois a qualidade da educação em nosso estado é um esforço coletivo de todos os educadores da rede a despeito do tratamento autoritário, ultrajante e desvalorizante do governo mineiro.
 Vale a pena ler a entrevista com a educadora americana, ela nos mostra como as políticas falidas dos países economicamente dominantes são exportadas para os países periféricos.



Contribuição ao debate (que a Secretaria de Educação não faz) sobre a Placa do IDEB nas escolas estaduais


Ignorando todos os problemas ocasionados pela falta de planejamento e diálogo com os profissionais da educação, a Secretaria de Estado da Educação estabeleceu o dia 15 de fevereiro como o dia da "instalação da placa do IDEB nas escolas estaduais.
A Secretaria de Educação tenta transformar mecanismos externos de avaliação em peça de marketing, sem promover o diálogo e a reflexão sobre os dados que a avaliação aponta. Escolas com desempenho abaixo do desejado pelo Governo são expostas e responsabilizadas. Não há diálogo sobre as condições de trabalho, não há política preventiva que modifique o quadro de adoecimento do professor e a Secretaria insiste em ignorar a realidade da escola pública estadual.
A ideia de exposição e responsabilização do professor não é nova. Outros países a adotaram e já avaliaram os erros de um sistema que  não significou mais qualidade à educação. Só a Secretaria de Educação de Minas Gerais insiste no erro. Educação é o espaço do debate, da reflexão, da construção coletiva: tudo o que não temos.
Acompanhe a entrevista da Diane Ravitch. Ela é pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos.

'Nota mais alta não é educação melhor'

Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA

02 de agosto de 2010 | 0h 00
Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana - baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas - mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria - e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Proibição de merendar nas escolas é denunciada de forma divertida no carnaval dos educadores do Rio grande do Norte.


 site@pstu.or

Bloco Cuscuz Alegado leva irreverência e indignação para a folia das ruas de Natal


Bloco de carnaval contou com a participação da vereadora Amanda Gurgel e reuniu trabalhadores para protestar contra as injustiças e o descaso dos governos.



João Paulo da Silva, de Natal (RN)




Paulo Almeida
Foliões protestaram e se divertiram no 2° ano do bloco

“Eu falo, eu falo! A saúde tá precária e o povo abandonado. E a Rosalba, governadora, não dá assistência pra classe trabalhadora”, dizia uma das músicas cantadas pelos foliões indignados do bloco Cuscuz Alegado, que desfilou em 2013 pelo segundo ano no carnaval de Natal. As paródias das marchinhas, com mensagens de protesto contra o caos na saúde e na educação, se transformaram numa marca registrada da brincadeira. No sábado e na segunda, o bloco desfilou pelas ruas de Ponta Negra e da Redinha, denunciando as injustiças e o descaso dos governos com os serviços públicos. Tudo com muita irreverência, alegria e criatividade.

Politizando a avenida e carnavalizando as lutas, o Cuscuz Alegado arrastou muitos foliões durante os dois dias de desfiles. Animado pelo batuque do grupo musical “Resistência da Lata”, o bloco levou para a avenida protestos contra a falta de transporte coletivo, o atraso no pagamento dos terceirizados e o recente aumento nos salários dos vereadores e do prefeito de Natal. “Esse é o nosso segundo ano no bloco e essa é uma parceria de extrema importância pra gente. Como temos uma proposta de arte e educação, o Cuscuz Alegado só nos ajuda a conciliar essa mistura.”, comentou o professor Marcos Vinícius, coordenador da banda “Resistência da Lata”.



A marca do Cuscuz
Uma das fundadoras do bloco Cuscuz Alegado, a professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, participou ativamente dos dois dias de desfiles. Para ela, foi muito gratificante poder reunir protesto político e carnaval com o objetivo de conscientizar a população. “Tivemos muitas marchinhas que são verdadeiras palavras de ordem. Teve marchinha sobre o caos na saúde, responsabilizando a governadora pelo abandono do nosso maior hospital. Marchinhas contra o racismo, a homofobia, o machismo. Muitos temas atuais, como o aumento na gasolina. Foi bastante criativo”, destacou Amanda.
Para a vereadora socialista, além de um momento de diversão, o carnaval também pode ser um importante espaço de politização dos trabalhadores.
Como não poderia ser diferente, durante os dois dias de desfile, o bloco ainda distribuiu muito cuscuz aos foliões. Tudo doado pelos próprios trabalhadores. Uma deliciosa forma de ironizar a lei que proíbe os professores de se alimentarem da merenda escolar.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

BOM CARNAVAL PARA TODOS E TODAS


Apesar de todos os pesares que nossa categoria enfrenta, a direção da Subsede do Sindute/JF deseja a toda a categoria  um carnaval tranquilo, divertido e gostoso.
Na quinta e sexta feiras o sindicato funcionará normalmente.

 

GOVERNO CONTINUA FAZENDO DEMAGOGIA COM SERVIDORES DA LEI 100.

 

Publicações de concessão de férias prêmio é um ato rotineiro, acontecem todos dos dias e a SEE nunca fez questão nenhuma de divulgar um direito que ela não gosta de cumprir. No entanto o governo publicou a nota abaixo no site da secretaria, na continuidade de sua campanha demagógica em relação aos servidores da lei 100 que estão vivendo um momento de angústia diante da ameaça de insconstitucionalidade da lei.

O Sind-Ute sempre colocou em sua pauta de reivindicações a extensão aos efetivados deste, e dos outros direitos, que os servidores efetivos tinham antes de Anastasia retirá-los como fez com a lei do subsídio no final de 2011. Nas greves de 2010 e 2011 essa era uma das pautas negociadas com o governo, por isso repudiamos que Anastasia/Gazolla que serão lembrados pela categoria como o governo que destruiu a carreira dos trabalhadores em educação se coloquem como "os protetores" dos nossos colegas que vivem momentos de aflição.

Outra questão que evidencia o ato demagógico é que "concessão" não significa gozo do direito. Como todos podem ver (grifado em vermelho no texto) está "concedido" mas para gozar as férias prêmio tem que estar dentro da regra estabelecida pelo governo que é uma mísera cota de 20% ( a cota antes da greve de 2010 era ainda mais miserável, 10%, na greve conseguimos dobrar o percentual) dos trabalhadores da escola. Isto é, ganha mas a maioria não leva, pois como as férias prêmio ficaram suspensas por um longo tempo por esse mesmo governo "bonzinho", a demanda ficou represada e tem muitos educadores com mais tempo de serviço na lista de espera.

Continuaremos lutando pela reconquista de nossos direitos surrupiados por Anastasia e por 100% de direito ao gozo de férias prêmio. Não à cota de 20% que, na propaganda, "concede" mas na vida real não dá.

Secretaria publica nova lista com a relação dos servidores efetivados que conquistaram o direito a férias-prêmio


Relação foi publicada como anexo do jornal Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) publicou nesta sexta-feira (08), no Diário Oficial do Estado, o jornal Minas Gerais, dois atos simultâneos que estabelecem a concessão de férias – prêmio para mais de seis mil profissionais da educação.  A relação das listas dos atos 255/2013  256/2013  foi publicada como anexo do Diário Oficial e também estão disponíveis no sítio: www.iof.mg.gov.br.
As férias-prêmio foram concedias aos servidores efetivados nos termos da Lei Complementar nº100/2007, que implementaram o interstício de cinco anos de efetivo exercício entre 1º e 31 de dezembro de 2012. 
A Secretaria de Estado de Educação esclarece que o usufruto das férias prêmio se dará em época oportuna, de acordo com as regras definidas pela Resolução Conjunta SEPLAG/SEE nº 8.656, de 2 de julho de 2012, publicada em 03 de julho de 2012.