sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fundeb em risco: governo não cumpre meta de investimento




A Diretoria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), reunida em Brasília, em posicionamento unânime de seus membros, vem a público alertar a sociedade para os riscos a que o Governo Federal submete o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), caso não tome as providências urgentes que assegurem o cumprimento da receita do Fundo prevista para 2012, evitando assim o colapso dessa política pública que, embora insuficiente, fomenta o acesso universal e equitativo à educação básica no país.

Cumpre informar que, desde o primeiro semestre deste ano, as receitas efetivas do Fundeb não correspondem à previsão divulgada pela Portaria Interministerial nº 1.809, de 28 de dezembro de 2011, e mesmo assim o MEC e a Fazenda Federal não ajustaram o valor per capita do Fundeb, que serve de parâmetro para o investimento mínimo por aluno em cada etapa e modalidade da educação básica.

Estima-se que o déficit entre a previsão e a receita realizada do Fundeb em 2012 seja de aproximadamente 10 bilhões de reais, e não se sabe quem pagará a conta. Nesta altura dos acontecimentos, o correto seria a União cobrir a previsão de receita feita pela Secretaria do Tesouro Nacional, não cabendo aos estados e municípios arcarem com mais um erro crasso do órgão da União. Vale lembrar que, em 2009, por ocasião dos primeiros efeitos da crise econômica mundial, a previsão do valor mínimo do Fundeb reduziu de 19,23% para 7,86%. Porém, ao longo daquele ano, os entes federados foram sendo informados da redução da receita e os ajustes nos dispêndios se efetuaram durante o próprio ano, tendo o Governo Federal, inclusive, liberado verba extra para compensar a desoneração do IPI que incide sobre o Fundo de Participação dos Municípios.

Por outro lado, a CNTE tem cobrado, insistentemente, do Ministério da Educação e do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb, em nível nacional, a publicação de boletins mensais contendo a receita agregada do Fundeb (estado por estado). Essa dinâmica era adotada à época do Fundo do Ensino Fundamental (Fundef), mas foi abandonada completamente no Fundeb. E isso compromete sobremaneira o controle social sobre as verbas do Fundo público.

A CNTE espera que o Governo Federal aja com rapidez e responsabilidade, no sentido de resguardar as expectativas de receitas de estados e municípios, neste ano de 2012 e em 2013, bem como para garantir a continuidade da política de valorização dos profissionais do magistério através do piso salarial profissional nacional instituído pela Lei 11.738, nos anos subsequentes.

A CNTE aproveita a oportunidade para reiterar, publicamente, o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff, solicitada desde a sua posse, a fim de tratar sobre o Fundeb e o piso do magistério.

Fonte: site da CNTE

A NOTA ACIMA, VINDA DE UMA ENTIDADE QUE APOIA O GOVERNO, DEMONSTRA A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO PAÍS. ENQUANTO ISSO, O GOVERNO DILMA GASTA BILHÕES COM ISENÇÕES FISCAIS  PARA SALVAR AS BILIONÁRIAS EMPRESAS DE AUTOMÓVEIS DAS CONSEQUÊNCIAS DA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

NOTA DA SUBSEDE DO SIND-UTE SOBRE A DECISÃO DO STF EM RELAÇÃO A LEI 100


Desde a última 6ª feira, parte da nossa categoria vive momentos de grande apreensão devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o artigo 7º da Lei Complementar nº 100/2007. 

Essa lei foi criada pelo governador Aécio Neves para postergar o pagamento de uma imensa dívida que o governo mineiro tem com o INSS devido ao recolhimento de desconto previdenciário dos, até então, servidores designados para IPSEMG, quando por lei constitucional deveria ser recolhido ao INSS. 

Esclarecemos à categoria que a direção do Sind-UTE não impetrou nenhuma ação na justiça contra a mesma, por compreender que ela mantinha, ainda que precariamente, o emprego de milhares de educadores, e ao mesmo tempo, lutava e exigia do governo a abertura de concursos e nomeações para que os trabalhadores em educação pudessem ter respeitado seu direito de emprego com estabilidade e direitos plenos. 

O que está acontecendo, nesse momento, é uma continuidade da Ação de Inconstitucionalidade do Ministério Público de Minas iniciada logo que a lei foi publicada. Já em 2009 o TJ mineiro considerou o artigo 7º inconstitucional e a ação foi, então, encaminhada para o STF que pronunciou-se na sexta feira passada reafirmando a inconstitucionalidade e exigindo, num prazo de cinco dias, esclarecimentos do governo mineiro.

A direção da Subsede do Sind-UTE em Juiz de Fora não tem poder de negociação com o governo, mas está acompanhando atentamente os acontecimentos e afirma à categoria que não aceitará qualquer decisão que gere demissões ou retirada de direitos adquiridos na vigência do artigo 7º da referida lei. 

Entendemos que a direção da Sede Central do Sind-UTE deve posicionar-se no mesmo sentido.

Juiz de Fora, 08 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Resultado eleições Subsede Juiz de Fora

O Movimento Educação em Luta - Chapa 2 agradece a confiança depositada pelos educadores de Juiz de Fora e Região. A Luta contra os ataques do governo e em defesa da educação pública de qualidade é a nossa principal bandeira. Isso só é possível com unidade de todos os trabalhadores. Agora vamos a luta!


Resultado eleitoral para a Subsede Juiz de Fora 2013 - 2015

Chapa 1 - 417
Chapa 2 - 592
Brancos - 5
Nulos - 32
Total - 1046

Conselheiros Eleitos
Por colocação e número de votos

1º Victoria Mello – 510
2º André de Ávila – 454
3º Nivalda Perobelli – 445
4º Yara Gomes – 376
5º Celia Silva – 355
6º Eleandro Ferreira – 342
7º Dea Lacerda - 337
8º Julio Sezar – 330
9º Dulcimara Ferreira – 328
10º Maria Eliza Barone – 315
11º José Maria Carneiro – 314
12º Sonia Henriques – 311
13º Vicentina Castro – 308

Vitória histórica de todos nós!


Hoje foi realizado um plebiscito para consultar a comunidade acadêmic
a sobre a pré-adesão 

O projeto do governo Dilma de privatizar os hospitais universitários nao está funcionando em Juiz de Fora. Agora é continuar a luta para pressionar o reitor a acatar a decisao do plebiscito.


Vitória histórica de todos nós!

Hoje foi realizado um plebiscito para consultar a comunidade acadêmica sobre a pré-adesão do HU à EBSERH. Quase que por unanimidade, com 90% dos votos, a proposta de privatização de nosso HU foi rejeitada.

Os resultados ficaram assim:
● TAEs: 34 (Sim) / 296 (Não)
● Professores: 27 (Sim) / 36 (Não)
● Estudantes: 127 (Sim) / 424 (Não)

Mas a luta continua. Agora é preciso barrar a privatização de nosso HU no Conselho Superior (Consu).