quarta-feira, 24 de outubro de 2012


COMUNICADO URGENTE DO SINDUTE/SUBSEDE JUIZ DE FORA

O SINDUTE ESTÁ AJUIZANDO AÇÕES, DESDE NOVEMBRO DE 2011 PASSADO, DE DEVOLUÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO DO IPSEMG DESCONTADO COMPULSORIAMENTE NO PERÍODO DE SETEMBRO/2007 A MAIO/2010.

EM VIRTUDE DA MOVIMENTAÇÃO DE OUTROS ADVOGADOS QUE NÃO FAZEM PARTE DO QUADRO DO DEPTO JURÍDICO DA SEDE CENTRAL DO SINDUTE E INFORMAÇÕES REPASSADAS INDEVIDAMENTE, ESTAMOS ESCLARECENDO QUE ESSA AÇÃO NÃO TEM PRAZO FINAL ESTIPULADO DE AJUIZAMENTO. TODO (A) SERVIDOR (A) FILIADO (A) AO SINDUTE AINDA PODE AJUIZAR. QUEM NÃO É FILIADO PODE FILIAR-SE NO ATO DA ENTREGA DOS DOCUMENTOS NO SINDICATO.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
- CÓPIA DE CONTRACHEQUES (PARTE DE DENTRO, ONDE SE ESTIPULA O SALÁRIO);
- CÓPIA DE CARTEIRA DE IDENTIDADE E CPF;
- ÚLTIMO CONTRACHEQUE COMPROVANDO A FILIAÇÃO.
- PROCURAÇÃO E DECLARAÇÃO - SOLICITAR FORMULÁRIOS NO SINDUTE.

QUAISQUER OUTROS ESCLARECIMENTOS GENTILEZA CONTACTAR NOSSA SUBSEDE PELOS TELEFONES 32-3216-4963, 3216-4245 OU 8857-4963
EMAIL: sindutjf@yahoo.com.br

NA OPORTUNIDADE, NOSSO NOVO ENDEREÇO É RUA MISTER MOORE, Nº 157 SALA 107 – CENTRO – JUIZ DE FORA – MG.

VENHAM NOS VISITAR, SERÁ UM GRANDE PRAZER!!!!!!

ABRAÇOS,

SIND-UTE
SUB-SEDE JUIZ DE FORA

Assembleia de Filiados

ASSEMBLEIA DE FILIADOS


DIA: 26/10/12 ( SEXTA-FEIRA )
HORÁRIO: 17:30 HORAS


LOCAL: E.E. DELFIM MOREIRA – CENTRO - JUIZ DE FORA


PAUTA:
ELEIÇÃO DA COMISSÃO ELEITORAL
LOCAL PARA ELEIÇÕES GERAIS/2012 DO SINDUTE.


SIND-UTE - SUBSEDE JUIZ DE FORA
TEL: 32- 3216-4963

ETA POVO QUE NÃO PARA DE LUTAR!


Trabalhadores em Educação realizam protesto contra Adin 4848 no Piauí

23/10/2012

Os trabalhadores em Educação realizam nesta manhã(23) uma manifestação em repúdio contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade assinada pelo governador Wilson Martins e mais cinco governadores, solicitando ao alteração no cálculo do reajuste da Lei do Piso Nacional. 

Os servidores protestam contra essa ação do governador que o reajuste passaria a ter como parâmetro o INPC e não o custo-aluno que acarretaria na redução do salário dos trabalhadores.
  
Eles estão reunidos na praça da Liberdade ao lado do Palácio de Karnak e esperam ser chamados para uma reunião com o secretário de Governo, Wilson Brandão. 
  
Outra pauta da manifestação é a revogação do decreto governamental que retirou o auxilio transporte de milhares de trabalhadores em Educação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte). Caso o decreto seja mantido, a categoria pode deliberar por uma greve.

Em reunião ontem(22) com o secretário de Educação, Átila Lira, de Administração, Paulo Ivan e da Fazenda, Silvano Alencar, o governador definiu o novo limite para o vale transporte dos servidores da Educação do Piauí.
  
O teto limite servirá para os servidores que ganham até R$ 2.500, beneficiando grande parte do magistério estadual. 
  
De acordo com a assessoria de imprensa do Sinte, essa informação ainda não havia chegado à categoria, mas que deve ser anunciada na reunião com o secretário de Governo ainda nesta manhã. 

O reajuste de 22% prometido pelo governo para encerrar a última greve está sendo cumprido. A primeira parcela de 10% está no contracheque do mês de outubro dos servidores, como acordo.

Fonte: site CSPConlutas

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Artigo da SBPC sobre as mudanças curriculares que o MEC está preparando para o ensino médio.  O fato de uma entidade científica tão representativa questionar o MEC significa que as mudanças, mais uma vez, estão sendo feitas sem ouvir as partes mais interessadas e compromissadas com o ensino no país. Já sabemos que nós, educadores, nunca somos ouvidos. Resta uma pergunta: a quem, então, os "doutores" do MEC ouvem?
















Sociedades científicas discutem mudanças no Ensino Médio propostas pelo MEC com o presidente do Conselho Nacional de Educação

As últimas avaliações responsáveis por revelar o desempenho de estudantes do Ensino Médio têm colocado a educação brasileira em um cenário crítico. A falta de qualidade, empenho do setor, mecanismos eficientes voltados para a aprendizagem do estudante e políticas públicas para a formação de futuros profissionais e cidadãos se tornaram os atuais desafios do país.

As Novas Diretrizes para o Ensino Médio estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e aprovadas pelo colegiado em 4 de maio de 2011, definem uma base comum (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas), e uma base diversificada. No entanto,  o Ministério da Educação (MEC) propôs recentemente a integração das diversas disciplinas da área comum, justificando essa proposta pela necessidade de modernização com maior integração entre os diversos conhecimentos.  Essa iniciativa do MEC provocou preocupações entre as sociedades científicas e entidades representativas da área educacional.

Para a presidente da SBPC, Helena Nader, é preciso lembrar que um terço da população brasileira não consegue utilizar o conhecimento da língua para se inserir nas práticas sociais e somente 26% da população adulta do país é capaz de ler e interpretar textos, o que representa um cenário deficiente para a educação.

“Externo nossa preocupação com a notícia de que o MEC está preparando editais para a produção de livros integrados para o Ensino Médio. Ninguém é contra o conhecimento integrado, nenhuma sociedade científica se posicionou contra o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que faz uma avaliação integrada do conhecimento adquirido pelo estudante. Precisamos avaliar com muita cautela as mudanças, pois não temos professores formados para atender à ‘nova proposta’ para o Ensino Médio com a integração das áreas”, disse Nader.

Diante do desafio de colocar o país em um patamar mais elevado no ranking da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE), a SBPC e Sociedades Científicas se reuniram com o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), prof. dr. José Fernandes Lima, na última quarta-feira, dia 10, em Brasília, para discutir o tema.

Na reunião, o presidente do CNE, que foi o relator das Novas Diretrizes para o Ensino Médio, afirmou que as diretrizes aprovadas mantêm o ensino das disciplinas. Lembrou ainda que os cursos de licenciatura não estão preparados para formar esse novo profissional que o MEC deseja para esse novo cenário do ensino médio que está propondo. “A organização por áreas não significa acabar com as disciplinas”, comentou Fernandes Lima.

Para as sociedades e entidades do setor, a fragmentação do ensino é nefasta para todos. O conhecimento é integrado, mas o Brasil não está preparado para atender  à mudança proposta pelo MEC. Os professores formadores, os já formados e os formandos nas diferentes licenciaturas devem ser trazidos para o debate, aproximando assim a Universidade da escola básica.

"Não há dúvida de que é preciso começar a pensar e implementar a interdisciplinaridade, mas a mudança das diretrizes disciplinares não pode ser veloz e o sistema não permite saltos. Sabemos que a formação dos professores é disciplinar, fragmentada, e especializada. Mudar isso exigirá de 10 a 20  anos: novos currículos universitários, novos critérios de avaliação e de valores acadêmico-disciplinares. Será necessária muita discussão e boa disposição na comunidade científico-acadêmico-educacional para encontrar consenso e bom senso para promover essa integração.", afirmou a profa. dra. Lisbeth Cordani, do Grupo de Trabalho de Educação da SBPC.

Outro ponto levantado no encontro foi a necessidade de se utilizar recursos tecnológicos em sala de aula. “As aulas têm que ser mais dinâmicas e interessantes. Os recursos tecnológicos devem ser utilizados para atrair a atenção e o interesse dos alunos. É necessário também período integral para ter uma boa formação, mas o Brasil não tem condições hoje de atender a esta demanda. A integração entre os professores que estão em sala de aula é fundamental para que possam trabalhar, minimamente, de forma interdisciplinar. E isso deve ser considerado por aqueles que estão na Universidade envolvidos na formação de professores”, disse Tânia Schmitt, da SBMAC.

A Abrapec enviou carta ao Ministério da Educação ressaltando a importância de que as propostas de modificações reconheçam a necessidade de mudanças concomitantes no sistema educacional como um todo, principalmente daquelas referentes à melhoria nas condições de trabalho do professor em exercício, da remuneração dos professores e da estrutura física das escolas.  Este posicionamento foi reiterado pela dra. Dalila Oliveira, da Anped, e pelos demais representantes das sociedades científicas presentes.

A Sociedade Brasileira de Química também encaminhou ao ministro Aloizio Mercadante, documento solicitando informações sobre qual estudo o MEC se baseou para elaborar a proposta de reforma do currículo do ensino médio no País. “Uma mudança desta tem que ser conduzida com base em sólidos estudos, pois afetará muitos professores e alunos, e deve ser refletida e discutida com a sociedade”, disse o presidente Vitor Francisco Ferreira.

As sociedades científicas concluíram que a reforma como se apresenta é intempestiva e que o MEC deveria propor a formação de grupos de trabalho com diferentes atores para estudar a proposta sugerida, considerando a sua viabilidade e potencial de implementação.

Participaram do encontro as seguintes entidades: Associação Brasileira de Antropologia (ABA); Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC); Associação Nacional de História (ANPUH); Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE); Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped); Sociedade Botânica do Brasil (SBB); Sociedade Brasileira de Biologia (SBB); Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC); Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq); Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM); Sociedade Brasileira de Física (SBF); Sociedade Brasileira de Genética (SBG); Sociedade Brasileira de Matemática (SBM); Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e Sociedade Brasileira de Química (SBq).

Ascom SBPC

domingo, 21 de outubro de 2012

Interessante artigo sobre o "Velho Chico"

O novo Tietê

Especialistas alertam que rio São Francisco está prestes a morrer. Salvação é possível, mas governo fecha os olhos e projeto de transposição, além de beneficiar apenas o grande agricultor, aceleraria ainda mais o processo

Mauro de Bias


O mais nordestino de todos os rios está perto de adquirir uma imagem um pouco mais... Paulistana. O descuido de décadas para com o Velho Chico vai custar caro e o alto nível de degradação pode transformar o São Francisco num novo Tietê. O alerta não é de hoje: há exatos vinte anos, por exemplo, o frei Luiz Cappio peregrinou da nascente à foz da importante torrente e se manifestou em defesa daquelas águas. Tempos depois, em 2007 e 2009, o mesmo frei ganhou atenção da mídia internacional ao fazer duas greves de fome diante dos planos de transposição do curso do rio: para ele, o projeto do governo federal beneficiaria o agronegócio em detrimento da agricultura familiar e comunidades em regiões secas.

Mesmo depois da campanha, a degradação avançou. Em setembro deste ano, o biólogo José Alves de Siqueira Filho, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), publicou um livro alertando para o que chamou de “extinção inexorável” do rio. A obra, “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio, 2012), é o resultado do trabalho de mais de cem pesquisadores sobre o tema. E os prognósticos dos cientistas não são nada animadores.
“Pudemos detectar as causas que estão levando o rio a morrer. A primeira é o grande desmatamento. Seja na calha central ou nos afluentes - que são muitos. Principalmente em Minas Gerais”, afirma frei Cappio. “O São Francisco praticamente não tem mais as matas ciliares. Sem elas, fica totalmente desprotegido. E tem também a poluição. Resíduos domésticos e industriais das cidades e empresas instaladas em suas beiras são despejados em grande volume. Inclusive venenos agrotóxicos. Belo Horizonte está no Vale do São Francisco e despeja esgoto nele”, lembra.
Enumerando os muitos problemas, Cappio destaca ainda o uso indiscriminado de suas águas para fins econômicos privados. “Há uma quantidade imensa de projetos de irrigação que abusa dos agrotóxicos e que não tem nenhum controle das águas retiradas. Desde que se tenha dinheiro para pagar a conta de energia, tira-se água à vontade do rio”. As barragens e as cinco usinas hidrelétricas também tiveram grande impacto, especialmente na reprodução dos peixes e nos lagos naturais, que secaram em muitos pontos.

Com a perda das matas ciliares e o excesso de esgoto, o assoreamento também virou uma realidade cruel, atrapalhando até mesmo a navegação e, portanto, a atividade econômica da região.
Transposição
O projeto de transposição das águas do São Francisco é antigo. Data do império de D. Pedro II e visava a integrar a bacia a outras da porção setentrional do Nordeste. Na época, já era considerado como a solução definitiva para a seca na região, mas não foi executado por falta de recursos. Ao longo do século XX, quase nada avançou. Somente nos anos 90 estudos foram levados a cabo para que a grande obra fosse executada, mas as escavações dos canais só começaram mesmo em 2007.
Nesse momento, começaram a ganhar destaques os protestos de movimentos sociais, que criticavam o plano por causa de seu caráter voltado ao agronegócio em vez da resolução da seca. Nesse ano, Cappio ficou 24 dias em greve de fome. O governo, no entanto, levou o projeto à frente sem levar em consideração as reivindicações. O resultado é que hoje os canais estão secos. Dos 15 lotes, seis estão com obras paradas e somente um está perto de ser concluído.
Cappio não poupou críticas ao governo pela escolha. “São projetos faraônicos, antissociais, antiéticos, antiambientais e ilegais”, disse. A lei 9.433/97 estabelece: “Em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais”. Segundo Cappio, o artigo está sendo desrespeitado. “Pelo contrário, o projeto prejudica quem já sofre com a seca hoje. O governo tem alternativas, tem um projeto belíssimo de levar água a todas as comunidades carentes do Nordeste, mas infelizmente, graças ao lobby do agronegócio, optou por essa transposição”, concluiu.
Outra opinião
Especialista na história do São Francisco, o historiador Zanoni Neves aponta outros problemas e acusa o governo de desperdício de dinheiro público. “Tem muita obra sendo degradada pelas intempéries, por causa das próprias condições ambientais do Nordeste. Aqueles canais estão rachando, devido à incidência do sol. Eles foram feitos para a água, mas como não tem água, começou a rachar tudo”. Em março deste ano, o custo previsto para as obras subiu de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. O atraso já soma dois anos e ainda serão necessários pelo menos mais 40 meses para que tudo esteja pronto. Ou seja, somente em janeiro de 2016 os canais devem receber água.
Mas Neves, assim como Cappio, acredita que os necessitados não vão aproveitar essa água. “O certo seria abrir os canais e desapropriar as margens para reforma agrária. Se isso não for feito, vai favorecer o grande produtor ou o especulador para vender essas terras para grandes projetos. Do jeito que está sendo feito, o pequeno agricultor não é favorecido”, alertou o professor.
Cappio também reclamou de desperdício nas obras: “É o ralo por onde escorre o dinheiro público. O projeto não tem base, não tem fundamento, é todo defeituoso a nível técnico, ético, jurídico e econômico, porque oscila”. Ele aposta ainda que as obras não vão continuar. “O governo só fez para conseguir dinheiro para as eleições. Isso não tem futuro”, afirma.
Porta de entrada para o interior
A importância do rio para o interior do Nordeste é enorme. Seu curso no território brasileiro permitiu navegações e expedições que geraram um melhor conhecimento sobre as terras ainda nos primeiros séculos de colonização. Mas com a exploração, veio também a ocupação de latifúndios, conforme conta Zanoni Neves. “Foi uma das vias mais importantes de penetração dos colonizadores no interior brasileiro. O pessoal começava a criar o gado no recôncavo baiano e na Zona da Mata pernambucana e o gado a cada momento ia avançando, com vaqueiros atrás, até chegar às margens do rio, onde se aclimatou muito bem”, explica. Foi uma colonização à pata de boi e cavalo.
Neves ainda lembra que “o que aconteceu ao longo da história foi a exploração predatória do rio, à base de expansão do gado e extermínio e afugentamento de índios. Havia populações indígenas ao longo de todo o vale. E há relatos históricos de massacres”. E cita que a escravidão como outro hábito comum na região.

“O colonizador português, com a escravaria, se estabeleceu no rio e o gado foi o principal fator econômico dessa fixação. A partir daí começaram as queimadas, a devastação. Havia alguma agricultura também, mas era muito mais gado”.
Hoje, um dos maiores problemas às margens do Velho Chico é a monocultura. O que existe são grandes empresas que plantam eucalipto, café, pinos e soja, principalmente. Elas substituem espécies nativas milenares, em grande quantidade. É como uma doença para o rio.
Sem as matas ciliares e o prejuízo ambiental das monoculturas, também perde o transporte aquaviário. Conhecedor da Companhia de Navegação do São Francisco, o pesquisador lamenta a condição de navegabilidade atual. “O trecho mineiro é bem comprometido. Não há mais condições para navegar no estado. Está totalmente assoreado”, disse, acrescentado que o governo se mostra insensível aos apelos dos cientistas que pesquisam o rio e apontam soluções. “Há muita promessa, inclusive de inclusão no ‘PAC da Hidrovia’, mas até agora é só promessa. A navegação, de uma canetada, foi extinta”, lamentou.
Um Tietê ampliado
Se, conforme as previsões, a degradação se mantiver, a população do Nordeste pode esperar por um novo rio Tietê. No que ele tem de pior. “Se continuar assim, o rio São Francisco vai morrer. Mas não é necessário que seque para isso. O rio Tietê, por exemplo, é morto. E há outros iguais. A água se torna de tal maneira inviável que é considerada morta. Se não se assumirem posturas sérias para revitalizar o São Francisco, ele pode, sim, se tornar um novo Tietê”, diz frei Cappio, sem no entanto, dizer que uma salvação é possível. “Ele pode ser recuperado, como aconteceu com o Sena, em Paris, como o Tâmisa, em Londres. Se forem feitos trabalhos de recuperação, podem ressuscita-lo”, conclui.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional, edição nº 85/outubro 2012