Hoje tem nova negociação da direção estadual do sindute com o governo. Vejam abaixo matéria publicada no site do sindicato. A direção da subsede de Juiz de Fora não foi convocada para esta reunião do jurídico e não tivemos tambem, até o momento, acesso ao projeto de lei citado. Portanto, não temos esclarecimentos sobre as questões levantadas no texto. Esperamos que a direção estadual, que senta à mesa com o governo e tem todas as informações, dê os esclarecimentos na assembleia do dia 11 para que possamos repassá-los à nossa categoria.Sind-UTE/MG discute proposta de projeto de lei sobre a regulamentação de 1/3 da jornada do professor
Nessa
segunda-feira, dia 30/07, o Sind-UTE/MG promoveu novo Seminário do
Departamento Jurídico. A proposta de projeto de lei sobre a
regulamentação de 1/3 da jornada do professor apresentada pelo Governo
do Estado foi o assunto debatido.
Representantes
de todas as regiões do Estado avaliaram a proposta e definiram os
pontos que devem ser questionados pelo Sindicato até a próxima reunião
com o Governo do Estado, que está agendada para o dia 07 de agosto.
Acompanhe:
1) Regulamentação do 1/3 dentro da jornada existe
A
proposta do Governo constitui um aumento da jornada de trabalho do/a
professor/a, ao estabelecer o cumprimento de 1/3 para hora-atividade
além da jornada de regência atual do professor. Embora o governo afirme
que a extensão de jornada (Adicional por extensão de Jornada) será
opcional, há situações previstas na proposta do projeto de lei que
estabelece a obrigatoriedade. O Governo pretende regulamentar a
hora-atividade com o atual quadro de professores da rede estadual, sem
aumentá-lo.
2) Manter a média quinquenal como critério para a base de contribuição previdenciária
A
proposta do Governo é estabelecer nova regra de média, que seria a
decenal. No entanto, o cálculo da dobra de turno e exigência curricular é
quinquenal, o que garante melhor média para o professor.
3) Estabelecer a extensão do cargo e a extensão da carga horário para o efetivado
De
acordo com o projeto de lei, a extensão da carga horária para o
efetivado seria extinta a partir de 2013. Não há justificativa para a
extinção deste benefício. Além disso, o Governo continua ignorando uma
situação que traz prejuízos aos servidores efetivados, que é a
manutenção do cargo com o mesmo número de aulas de 2007. Isso, no
momento da aposentadoria, significará enormes prejuízos para o servidor
efetivo, que receberá de provento o valor do cargo com as aulas, mesmo
que tenha feito extensão de jornada.
4) Retroatividade a 2008 da base de cálculo para a aposentadoria
Pelo
projeto de lei, os/as servidores/as que já recebem a extensão de carga
horária, não terão este adicional incorporado nos proventos da
aposentadoria.
5) Rediscussão da organização do módulo II na rede estadual
A
experiência atual da categoria é de que, em muitos lugares, o módulo II
tem sido utilizado apenas para reuniões administrativas ou imposto de
forma a constituir uma punição ao/à professor/a. Por isso, a
regulamentação da hora-atividade precisa ser discutida e negociada.
Encaminhamentos
O
Sindicato fará estes questionamentos ao Governo para discuti-los até a
próxima reunião, que será no dia 07 de agosto. O retorno desta reunião
será discutido no Conselho Geral e Assembleia Estadual, que serão
realizados no dia 11 de agosto, em Pirapora.
As
subsedes organizarão assembleias locais para discussão da proposta e de
um calendário de mobilização com paralisações no segundo semestre, como
mecanismo de pressionar o Governo do Estado no processo de reuniões.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Esse é o resultado quando uma direção sindical negocia tendo sua base mobilizada. A firmeza da diretoria do sindicato em não negociar demissões com os patrões, mas exigir a manutençao dos postos de trabalho, ao mesmo tempo em que mobilizava os trabalhadores a lutarem em defesa de seus empregos foi funddamental para esse desfecho favorável aos trabalhadores.
Proposta entre GM e Sindicato suspende 1.840 demissões
05/08/2012Agora, a proposta será levada para votação em assembleia dos trabalhadores.
Após nove horas de negociação, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a General Motors chegaram a uma proposta para suspensão de 1.840 demissões que estavam nos planos da empresa. A proposta, discutida em reunião neste sábado, dia 4, será levada em assembleia na próxima terça-feira, dia 7, para votação entre os trabalhadores.
A proposta prevê manutenção da produção do Classic em São José dos Campos, do patamar atual de 20 veículos por hora, garantindo o emprego de 900 trabalhadores, até novembro. Outros 940 entram em layoff, logo após 15 dias de férias coletivas a contar da data da assembleia. O layoff segue até 30 de novembro, e nesse período todos continuam recebendo seus salários e passarão por cursos de qualificação.
Simultaneamente ao layoff será aberto um PDV (Programa de Demissão Voluntária) para toda a fábrica.
Durante 60 dias, haverá negociações entre Sindicato e GM para discutir o que acontecerá após o layoff. O Sindicato quer discutir propostas que garantam a manutenção de todos os postos de trabalho e novos investimentos na planta.
“Nós continuamos com nossa posição de que não há justificativas para as demissões e vamos trabalhar para que cada posto de trabalho seja mantido na fábrica. Continuaremos cobrando do governo medidas que cancelem definitivamente as demissões”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros.
Fonte: site CSPConlutas
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Eta povo que não para de lutar!
Contra demissões, funcionários da GM param produção
Fernanda Cruz
Repórter Agência Brasil
São Paulo - As oito fábricas da General Motors (GM) em São José
dos Campos (SP) permaneceram paradas na manhã de hoje (2). Os cerca de 7.200
metalúrgicos decidiram cruzar os braços em protesto contra a possibilidade de
haver duas mil demissões.
A GM acatou solicitação do sindicato para concessão de licença
remunerada de um dia para todos os funcionários do Complexo Industrial. Segundo
o sindicato, os empregados devem voltar ao trabalho amanhã.
Mais cedo, por volta das 6h30, cerca de 2 mil trabalhadores,
segundo o Sindicato, ocuparam a Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo e
Rio de Janeiro. A rodovia ficou fechada por cerca de 30 minutos. Faixas e pneus
queimados foram usados para parar o trânsito.
Ás 18 horas de hoje, os representantes do Sindicato dos
Metalúrgicos vão se reunir com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Eles
discutirão formas de evitar demissões. A General Motors não participará dessa
reunião.
A notícia de dispensa de trabalhadores teve início no mês
passado, quando uma das oito fábricas em São José dos Campos passou a produzir
apenas o modelo Classic.
Três outros carros deixaram de ser fabricados e, com a redução
de produtos, a GM admitiu a existência de excedente de mão de obra, mas não
precisou quantos trabalhadores poderiam ser dispensados.
Editor: Alberto Coura
Agência Brasil - Todos os direitos reservados.
As organizações dos trabalhadores precisam ter automomia política
Quando os trabalhadores lutam, como os nossos colegas educadores da Bahia e os servidores federais, começam a aparecer as contradições do regime político capitalista que é autoritário e excludente por natureza.
Quando isso acontece, as organizações da sociedade que defendem claramente ou veladamente esse sistema têm que rebolar para, ao mesmo tempo, condenar sem condenar, posto que são aliados e defender o indefensável.
Há dois dias atrás estava postado no site da CNTE (Confederação dos Trabalhadores em Educação) um texto publicando a pesquisa do post abaixo e condenando o PT por ações autoritárias contra a greve como o corte de ponto, demissões e o decreto da Dilma, publicado dia 24/07 que determina substituições de grevistas. O texto lembrava que o PT nasceu justamente com propostas completamente contrárias a essas ações que hoje promove: defesa da greve como instrumento de luta e respeito aos direitos dos trabalhadores e aconselhava os governantes petistas a "abrirem o olho" diante do resultado da pesquisa.
Estranhamente, hoje o texto já não se encontra mais no site da CNTE, foi retirado. Isso leva-nos a concluir, sem medo de cometer equívocos, que a direção da confederação, que apoia o PT e os governos petistas foi "convencida" a retirar as críticas do site.
É por essas e outras ações das organizações ligadas ao governo que se faz necessária a construção de outras organizações que sejam independentes políticamente para poderem, de fato, defender os interesses dos trabalhadores.
A greve dos educadores da Bahia continua. Agora os dias parados já superam a nossa greve do ano passado. Vejam o que essa greve está causando na imagem do governador petista da Bahia.
Popularidade de Jaques Wagner cai muito
A pesquisa ouviu 399 moradores de Salvador entre os dias 16 e 19 deste mês.
Segundo o Instituto Futura, que realizou a pesquisa, 36,1% dos soteropolitanos consideravam o governo ruim ou péssimo em abril. O salto na reprovação é atribuído à greve dos professores, que já dura mais de 100 dias.
O efeito greve também respingou na popularidade do governador, que viu cair sua avaliação positiva de 23,6% (bom/ótimo) em abril, para 9,3% neste mês. A reprovação cresceu de 35,9% para 65,9% no mesmo período.
A política muda como as nuvens. No início do ano, todos queriam ser “o candidato do Governador”. Agora, até os candidatos escolhidos por Jaques Wagner querem descolar sua imagem do Governador. Nesta campanha vai ser difícil Wagner eleger, com a sua influência, seus candidatos. Tem mais dois anos para recuperar-se e fazer o seu sucessor no Governo do Estado.Fonte: jornaloexpresso.wordpress.com
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