sexta-feira, 4 de maio de 2012

Governador Anastasia promove mais um ataque aos educadores


A retirada do artigo 152 do estatuto do magistério Estadual representa mais uma perda de direito dos educadores mineiros.
Esse artigo permite aos professores afastaram-se da sala de aula ao completarem 25 anos de regência e 45 anos de idade e atuarem em outras funções na escola. Com a reforma da previdência do setor público, realizada por Lula em 2002 que determinou idade mínima para aposentadoria, a Adovocacia Geral do Estado emitiu um parecer (nº 14.917) estendendo esse direito também  às professoras que completam o tempo de contribuição mas não possuem a idade mínima de 50 anos.
Essa medida é uma forma de compensar a perda que milhares de professoras tiveram com a exigência da idade mínima, uma vez que, uma grande parte começa a dar aulas muito cedo e completam os 25 anos exigidos no magistério antes de completarem 50 anos de idade.
O Sind-Ute está exigindo que o governo mantenha esse artigo e não penalize ainda mais os educadores mineiros que já são atacados pelos baixos salários e pelas precárias condições de trabalho.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um giro pelas lutas em andamento. São paralisações, greves, ocupações. Eta povo que não para de lutar!


Servidores Públicos de Entre Rios (BA) podem parar suas atividades a partir de terça (8)

03/05/2012

Os servidores públicos de Entre Rios (BA) decidiram parar suas atividades nesta terça-feira (8) caso suas reivindicações não sejam atendidas.

A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia última dia 30 de abril. Os servidores decidiram parar suas atividades devido ao descaso do governo com a categoria, as péssimas condições de trabalho e as exorbitantes perdas salariais, devido à inflação.

Após varias tentativas de negociação com gestor municipal nada foi feito. Por isso, os Servidores Públicos do Município decidiram parar, caso suas reivindicações não forem atendidas até às 12h desta segunda-feira (7). Do contrário, vão parar suas atividades a partir de terça-feira (8).

A pauta aprovada foi a seguinte:

• Melhoria nas condições de trabalho (falta de equipamentos de proteção Individual, falta água para beber nos setores…);

• Reposição das percas salariais devido à inflação (o valor das para o qual devem ir os vencimentos básicos estão em anexo);

• Correção da forma de cálculo de hora extra e pagamento do retroativo causado por tal forma de cálculo (o município vem depois de maio de 2010, calculando a hora extra como se todos os meses tivessem 5 semanas completas(eles não sabem ler o calendário) não existe mês de cinco semanas completa. Isto para todos os servidores vem causando uma perca de cerca de 25% a menos do valor que os servidores deveria receber);

• Licença maternidade de 180 dias (lei federal já autoriza as prefeituras a conceder tal licença. Por que as Servidoras públicas não estão tendo tal direito?);

• Vale refeição de R$ 200,00 para todos os servidores que trabalham em regime de 40h;

• Retomada dos trabalhos em prol do Plano de Cargos e Salario, com o comprometimento por parte do governo de envia-lo para a Câmara de Vereadores até a primeira semana de novembro de 2012.


Com informações do Sindicato dos Servidores Públicos de Entre Rios (BA)
Várzea da Palma (MG)

Trabalhadores da Italmagnésio/Rovavi Industrial entram em greve

03/05/2012

Os Motivos vão desde atrasos de pagamento até corte de benefícios, como plano de saúde

Nesta manhã, por volta das 6h, cerca de 160 metalúrgicos da Italmagnésio, de Várzea da Palma (MG), decidiram paralisar a produção da empresa por tempo indeterminado. Voltada à produção de ferroligas à base de silício, a fábrica também é conhecida por Rotavi Industrial. Até o momento cerca de cinco fornos foram desligados.

As razões que levaram os operários a tomar esta medida são várias: os adiantamentos que a empresa é obrigada a fornecer sempre ao 15º dia útil do mês estão atrasados, os trabalhadores estão sem acesso ao convênio médico por falta de pagamento da empresa à operadora [mesmo tendo descontados nos seus salários a porcentagem relativa ao benefício], muitos estão sem receber pagamentos relativos às férias e, além disso, a empresa já anunciou que não há previsão de pagamento dos salários deste mês de maio.

Mesmo tendo passado horas desde que a paralisação foi iniciada, o Sindicato dos Metalúrgicos de Várzea da Palma e região informou que até o momento a empresa não se pronunciou sobre quando iniciará a negociar a resolução dos problemas. “Só estamos esperando que a empresa nos chame para apresentar alguma proposta. Os problemas apontados pelos trabalhadores são graves e até o momento não há perspectiva de resolução. Se não houver diálogo o Sindicato seguirá com a greve”, disse Gerci de Souza, dirigente da entidade.

Por Ricardo Malagoli – Imprensa CSP-Conlutas MG

Novo Pinheirinho do Distrito Federal prepara Resistência contra despejo

03/05/2012


Diante da decisão do Governador Agnelo Queiroz em apostar no despejo e na repressão, ao invés de negociar solução habitacional para as famílias da Ocupação Novo Pinheirinho, em Ceilândia, os acampados iniciaram a preparação da resistência.

O terreno foi cercado de barricadas e os moradores se preparam para evitar um massacre. A ocupação já conta com mais de 900 famílias, muitas das quais não tem lugar para ir, em caso de despejo.

A postura do Governo Agnelo parece anunciar a versão petista do Massacre do Pinheirinho, feito pelo Governo do PSDB, em São José dos Campos. Se não recuar, o GDF transformará os questionamentos do PT ao despejo do Pinheirinho em retórica vazia. Mostrará ainda que as diferenças entre o PT e os tucanos no trato com as lutas sociais são bem menores do que parecem.

O MTST, diante da posição lamentável de Agnelo, expressa duas definições:

1. Organizaremos a resistência contra a tentativa de tratar o problema da moradia como caso de polícia.

2. Apelamos aos setores do PT que tenham compromisso com as lutas sociais que intercedam junto ao GDF para evitar o conflito que pode terminar em massacre.

3. Nossas ocupações em todo o Brasil estão de prontidão para fazer uma mobilização nacional em caso de ataque ao Novo Pinheirinho de Brasília.

NÃO PASSARÃO!

RESISTIREMOS!

MTST, A LUTA É PRA VALER!

VEJA MAIS IMAGENS DA RESISTÊNCIA EM www.mtst.org




Funcionalismo federal vai para o enfrentamento com Dilma-PT

03/05/2012


Milhares pararam no dia 25 de abril em protesto contra a política de ajustes fiscais do governo e Fórum das Entidades Nacionais define calendário com indicativo de greve geral para 11 de junho

Os servidores federais confirmaram sua disposição de enfrentar a política de congelamento salarial e retirada de direitos do governo Dilma e paralisaram diversos órgãos públicos no último dia 25 de abril. Vários setores aderiram ao movimento paredista, em especial o setor da educação federal que realizou uma greve de 24 horas entre os funcionários das Universidades Federais, base da FASUBRA, e técnicos e docentes dos Institutos Federais de Ensino Tecnológico, base do SINASEFE.

Setores da base da CONDSEF, como INCRA, IBAMA, MTE, dentre outros, também aderiram fortemente ao movimento. A paralisação foi destaque entre os funcionários da Fundação Oswaldo Cruz e das Agências Reguladoras. Outros setores fizeram manifestações importantes por todo o país, incluindo funcionários administrativos e profissionais de segurança da Polícia Federal.

Esse dia nacional de paralisação foi importante para avançar na mobilização da categoria, que ainda segue na perspectiva de realizar uma greve geral no setor. A julgar pela disposição mostrada neste dia, essa é uma possibilidade que pode se transformar em realidade já no próximo período. E novos processos já estão em curso: já há definição de paralisação de 48 horas de paralisação entre os servidores das Universidades, dias 9 e 10 de maio, 24 horas no judiciário federal, dia 09 de maio e indicativo de greve por tempo indeterminado dos docentes das universidades federais a partir do dia 17 de maio.

Neste dia 2 de maio, o Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Federais voltou a se reunir para fazer um balanço do dia de paralisação e definir um calendário de continuidade para a Campanha Salarial. Como o governo não avançou um milímetro na pauta de reivindicações, as entidades vão exigir uma nova reunião e estabelecer um prazo para a Secretaria de Relação do Trabalho (MPOG) atender às demandas da categoria. Caso isso não aconteça a categoria vai à greve por tempo indeterminado.

Veja abaixo o calendário aprovado na reunião:

16 de maio – Proposta de reunião com a SRT-MPOG para reapresentação da pauta;

17 de maio – Dia nacional de lutas com manifestações nos estados;

30 de maio – Prazo para o governo atender as reivindicações;

05 de junho – Caravanas BSB e Plenária Nacional Unificada;

11 de junho – Data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações