Aconteceu neste dia 02 de setembro mais uma manifestação organizada por estudantes da rede estadual de ensino. Desta vez, estudantes da Escola Estadual Batista de Oliveira ocuparam as ruas de Juiz de Fora em mais uma manifestação de apoio aos trabalhadores da educação em greve desde o dia 8 de junho do corrente.
Gritando palavras de ordem, os alunos seguiram pela avenida 7 de Setembro em direção ao centro da cidade. Passaram pelo viaduto da Avenida Indepedência, pararam na porta da Escola Normal convocando os estudantes deste escola a se juntarem ao movimento e continuaram pela Avenida Independência até a Rua Batista e dela, para o calçadão da rua Halfeld.
Segundo alguns estudantes, "a aula vai ser na rua." Fica aqui o nosso reconhecimento aos estudantes pois perceberam que o Governo Anastasia é o único responsável por exatos 87 dias da greve dos educadores em Minas Gerais. Valeu moçada! Nota 10 para vocês!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
EDUCADORES E ESTUDANTES PARTICIPARÃO DO GRITO DOS EXCLUÍDOS EM JUIZ DE FORA.
Em sua 17ª edição, o Grito 2011 tem por tema: Pela Vida grita a TERRA… Por direitos todos nós! As catástrofes ambientais, conseqüência do desequilíbrio causado pelo modelo de produção vigente do sistema capitalista, a miséria e a pobreza, a concentração de riquezas e exploração irresponsável dos recursos naturais, são gritos por cuidado, justiça e dignidade que ecoam mundo afora.
O Grito dos/as Excluídos/as pretende levar às ruas o grito da Mãe Terra sofrida com tantos projetos de morte, os quais, escondidos atrás das máscaras do desenvolvimento, destroem a natureza e colocam em risco toda espécie de vida sobre o Planeta. Conseqüência também desse modelo de desenvolvimento capitalista, que visa tão somente o lucro desenfreado de alguns poucos, é a negação dos direitos básicos da população: saúde, educação, moradia, acesso à Terra, à Água, lazer, cultura, emprego, soberania alimentar… O governo anuncia o ascenso de 35 milhões de pessoas à classe média, porém, isso não significa que os direitos básicos destes e dos que continuam a linha de pobreza e miséria tenham sido garantidos.
O aumento do poder aquisitivo não significa necessariamente garantia de direitos básicos. Segundo dados do último Censo do IBGE, a classe média (domicílios com renda per capita de 1 a 5 salários) não passa de 34,2% da população (Fonte: Brasil de Fato, nº 427). Os outros 66% estão na linha de miséria e pobreza.
Papel importante no fortalecimento do sistema capitalista é a mídia hegemônica, dominada pelas grandes corporações. Se o capitalismo afirma que é preciso produzir sempre mais, conta com o apoio da mídia, que incute nas pessoas, principalmente nas crianças e jovens, o desejo do consumo desenfreado, criando diariamente, através das propagandas mentirosas e enfeitadas, ilusões de necessidades.
Acontece que a produção está para o aumento dos lucros e não para as necessidades básicas das populações. Nunca se produziu tanto e, comparativamente, tivemos tantos pobres.
No Brasil, a discussão está girando em torno dos grandes projetos do agrohidronegócio, das obras de infraestrutura e da Copa do Mundo. Os/as excluídos/as são também massacrados por estes grandes projetos do capital nacional e internacional. As obras são planejadas e concretizadas a toque de caixa, empurradas de goela abaixo.
As comunidades atingidas não participam do processo de discussão sobre a viabilidade social e ambiental destas obras e, ao final, precisam ser remanejadas de seus espaços ancestrais ou então continuam vivendo nestes espaços, mas sofrendo os impactos diretos destes empreendimentos.
O cenário político também está em crise. As políticas públicas de atendimento aos pobres e de cuidado com o meio ambiente ainda são muito falhas ou inexistem em alguns âmbitos. Alguns projetos de lei de parlamentares até vão na contramão da preservação ambiental, como o que propõe as mudanças no Código Florestal. As obras da Copa, por exemplo, irão remanejar, para áreas de alto risco, muitas comunidades atingidas; outras serão escondidas pelos muros da vergonha e não serão, sequer, ouvidas em suas reivindicações. Esta novela se repete há muitos anos, a cada vez que surge um novo grande empreendimento. Sob o discurso que é uma obra de interesse social os governos e empresas seguem alagando seus territórios de injustiça e exploração, enquanto os pobres têm seus direitos violados e seus espaços usurpados.
São tantos gritos que ecoam pelo mundo. A Mãe Terra “geme como em dores de parto” (Rm 8,22). O Grito pretende ser um momento de fortalecimento das lutas populares, bem como de dar visibilidade aos processos alternativos que estão sendo construídos a partir das bases, que apontam para uma outra sociedade possível, mais justa e igualitária.
O Grito dos/as Excluídos/as não é um evento isolado, ele vai para além dos protestos do dia 07 de setembro. Faz parte de um processo de mobilização e lutas pelos direitos, bem como de construções coletivas em torno de uma outra maneira de ver a Terra e de usufruir de suas riquezas, a partir dos princípios do respeito, da convivência e da sustentabilidade.
Por todo o Brasil, os gritos se unirão num só, e desde já, todas as comunidades são convidadas e preparar o Grito com bastante entusiasmo, ao mesmo tempo em que fortalecem as lutas locais em favor da Mãe Terra, Terra de Deus e nossa, e dos direitos dos pobres, filhos/as da Terra, pobres de Deus.
Participe do Grito dos Excluídos em Juiz de Fora. Prepare a sua caravana e o seu bloco e venha para a avenida Rio Branco. A concentração será na Avenida Rio Branco esquina com a Rua Oscar Vidal, às 8 horas da manhã do dia 7 de setembro de 2011. Haverá uma grande mobilização de educadores e estudantes para reivindicarmos os nossos direitos. Mobilize a sua categoria e participe!
O Grito dos/as Excluídos/as pretende levar às ruas o grito da Mãe Terra sofrida com tantos projetos de morte, os quais, escondidos atrás das máscaras do desenvolvimento, destroem a natureza e colocam em risco toda espécie de vida sobre o Planeta. Conseqüência também desse modelo de desenvolvimento capitalista, que visa tão somente o lucro desenfreado de alguns poucos, é a negação dos direitos básicos da população: saúde, educação, moradia, acesso à Terra, à Água, lazer, cultura, emprego, soberania alimentar… O governo anuncia o ascenso de 35 milhões de pessoas à classe média, porém, isso não significa que os direitos básicos destes e dos que continuam a linha de pobreza e miséria tenham sido garantidos.
O aumento do poder aquisitivo não significa necessariamente garantia de direitos básicos. Segundo dados do último Censo do IBGE, a classe média (domicílios com renda per capita de 1 a 5 salários) não passa de 34,2% da população (Fonte: Brasil de Fato, nº 427). Os outros 66% estão na linha de miséria e pobreza.
Papel importante no fortalecimento do sistema capitalista é a mídia hegemônica, dominada pelas grandes corporações. Se o capitalismo afirma que é preciso produzir sempre mais, conta com o apoio da mídia, que incute nas pessoas, principalmente nas crianças e jovens, o desejo do consumo desenfreado, criando diariamente, através das propagandas mentirosas e enfeitadas, ilusões de necessidades.
Acontece que a produção está para o aumento dos lucros e não para as necessidades básicas das populações. Nunca se produziu tanto e, comparativamente, tivemos tantos pobres.
No Brasil, a discussão está girando em torno dos grandes projetos do agrohidronegócio, das obras de infraestrutura e da Copa do Mundo. Os/as excluídos/as são também massacrados por estes grandes projetos do capital nacional e internacional. As obras são planejadas e concretizadas a toque de caixa, empurradas de goela abaixo.
As comunidades atingidas não participam do processo de discussão sobre a viabilidade social e ambiental destas obras e, ao final, precisam ser remanejadas de seus espaços ancestrais ou então continuam vivendo nestes espaços, mas sofrendo os impactos diretos destes empreendimentos.
O cenário político também está em crise. As políticas públicas de atendimento aos pobres e de cuidado com o meio ambiente ainda são muito falhas ou inexistem em alguns âmbitos. Alguns projetos de lei de parlamentares até vão na contramão da preservação ambiental, como o que propõe as mudanças no Código Florestal. As obras da Copa, por exemplo, irão remanejar, para áreas de alto risco, muitas comunidades atingidas; outras serão escondidas pelos muros da vergonha e não serão, sequer, ouvidas em suas reivindicações. Esta novela se repete há muitos anos, a cada vez que surge um novo grande empreendimento. Sob o discurso que é uma obra de interesse social os governos e empresas seguem alagando seus territórios de injustiça e exploração, enquanto os pobres têm seus direitos violados e seus espaços usurpados.
São tantos gritos que ecoam pelo mundo. A Mãe Terra “geme como em dores de parto” (Rm 8,22). O Grito pretende ser um momento de fortalecimento das lutas populares, bem como de dar visibilidade aos processos alternativos que estão sendo construídos a partir das bases, que apontam para uma outra sociedade possível, mais justa e igualitária.
O Grito dos/as Excluídos/as não é um evento isolado, ele vai para além dos protestos do dia 07 de setembro. Faz parte de um processo de mobilização e lutas pelos direitos, bem como de construções coletivas em torno de uma outra maneira de ver a Terra e de usufruir de suas riquezas, a partir dos princípios do respeito, da convivência e da sustentabilidade.
Por todo o Brasil, os gritos se unirão num só, e desde já, todas as comunidades são convidadas e preparar o Grito com bastante entusiasmo, ao mesmo tempo em que fortalecem as lutas locais em favor da Mãe Terra, Terra de Deus e nossa, e dos direitos dos pobres, filhos/as da Terra, pobres de Deus.
Participe do Grito dos Excluídos em Juiz de Fora. Prepare a sua caravana e o seu bloco e venha para a avenida Rio Branco. A concentração será na Avenida Rio Branco esquina com a Rua Oscar Vidal, às 8 horas da manhã do dia 7 de setembro de 2011. Haverá uma grande mobilização de educadores e estudantes para reivindicarmos os nossos direitos. Mobilize a sua categoria e participe!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
ASSEMBLEIA REGIONAL REFERENDA DECISÃO DE CONTINUIDADE DA GREVE E TIRA CALENDÁRIO DE ATIVIDADES
A assembleia regional acontecida hoje no final do dia na Escola Normal referendou a decisão tomada na assembleia estadual realizada ontem de rejeição da proposta do governo e de continuidade da greve.
Os educadores presentes analisaram a proposta do governo e concluiram que ela é perversa porque destroi o plano de carreira uma vez que retira a promoção por formação e por progressão. Isso significa que a escolaridade não fará diferença no salário porque o vencimento básico será o mesmo (712,00) para todos independente da formação. O tempo de serviço também não será considerado significando que podemos ter o mesmo salário por anos a fio e que quem tiver muito tempo de serviço vai receber extamente igual a quem estiver iniciando.
Essa é uma proposta inaceitável, por isso foi rejeitada e, para chegarmos ao que queremos que é o valor do piso considerando a escolaridade e o tempo, teremos que nos manter firmes na greve e fortalece-la convencendo
nossos colegas a participarem do movimento.
Sobre a convocação dos designados, determinado por ofício, pela secretária de educação, a orientação da direção estadual é manter-se em greve e não assinar nenhum documento caso seja solicitado pela direção da escola. A sede central já providenciou ação jurídica para manutenção do direito de greve dos designados e o comando local de greve está acompanhando. Solicitamos entrar em contato com o comando caso a escola insista em pressionar a retornar.
CALENDÁRIO DE ATIVIDADES APROVADO NA ASSEMBLEIA:
- levar à próxima assembleia estadual a proposta de fazer caravana à Brasilia para pressionar o governo Dilma a exigir de Anastasia o cumprimento da lei federal;
- Moção de repúdio ao Ministro da Educação Fernando Hadad pela declaração, dada por ele,de apoio a Anastasia na ação decisão de substituir os grevistas;
- Realizar uma ação surpresa amanhã de manhã. Encontrar-se no sindicato as 10h;
- Moção de repúdio aos comandantes da polícia militar de Juiz de Fora pelo ato de violência com o professor André Nogueira;
- Participar do ato dos alunos da Escola Batista de Oliveira em apoio a nossa greve que será realizado amanhã as 7h na porta da escola;
- Realizar, juntamente com outras entidades de trabalhadoresa e dos movimentos sociais, uma manifestação em répúdio à ação da policia militar, nas 3ª feira da próxima semana;
- Queimar em praça pública (BH) as propostas apresentadas pelo governo e que foram rejeitadas pela categoria;
- Participar do Grito dos Excluidos dia 07/09 com uma ala da educação denunciando o governo;
- Continuar com o abaixo assinado no calçadão e fazer coleta de mantimentos e contribuição financeira apara ajuda aos grevistas.
Participem das atividades!
A GREVE É PRA VALER. A LUTA É PRA VENCER!
Os educadores presentes analisaram a proposta do governo e concluiram que ela é perversa porque destroi o plano de carreira uma vez que retira a promoção por formação e por progressão. Isso significa que a escolaridade não fará diferença no salário porque o vencimento básico será o mesmo (712,00) para todos independente da formação. O tempo de serviço também não será considerado significando que podemos ter o mesmo salário por anos a fio e que quem tiver muito tempo de serviço vai receber extamente igual a quem estiver iniciando.
Essa é uma proposta inaceitável, por isso foi rejeitada e, para chegarmos ao que queremos que é o valor do piso considerando a escolaridade e o tempo, teremos que nos manter firmes na greve e fortalece-la convencendo
nossos colegas a participarem do movimento.
Sobre a convocação dos designados, determinado por ofício, pela secretária de educação, a orientação da direção estadual é manter-se em greve e não assinar nenhum documento caso seja solicitado pela direção da escola. A sede central já providenciou ação jurídica para manutenção do direito de greve dos designados e o comando local de greve está acompanhando. Solicitamos entrar em contato com o comando caso a escola insista em pressionar a retornar.
CALENDÁRIO DE ATIVIDADES APROVADO NA ASSEMBLEIA:
- levar à próxima assembleia estadual a proposta de fazer caravana à Brasilia para pressionar o governo Dilma a exigir de Anastasia o cumprimento da lei federal;
- Moção de repúdio ao Ministro da Educação Fernando Hadad pela declaração, dada por ele,de apoio a Anastasia na ação decisão de substituir os grevistas;
- Realizar uma ação surpresa amanhã de manhã. Encontrar-se no sindicato as 10h;
- Moção de repúdio aos comandantes da polícia militar de Juiz de Fora pelo ato de violência com o professor André Nogueira;
- Participar do ato dos alunos da Escola Batista de Oliveira em apoio a nossa greve que será realizado amanhã as 7h na porta da escola;
- Realizar, juntamente com outras entidades de trabalhadoresa e dos movimentos sociais, uma manifestação em répúdio à ação da policia militar, nas 3ª feira da próxima semana;
- Queimar em praça pública (BH) as propostas apresentadas pelo governo e que foram rejeitadas pela categoria;
- Participar do Grito dos Excluidos dia 07/09 com uma ala da educação denunciando o governo;
- Continuar com o abaixo assinado no calçadão e fazer coleta de mantimentos e contribuição financeira apara ajuda aos grevistas.
Participem das atividades!
A GREVE É PRA VALER. A LUTA É PRA VENCER!
ASSEMBLEIA REGIONAL DEFINIRÁ OS RUMOS DO MOVIMENTO EM JUIZ DE FORA E REGIÃO.
Com a continuidade da greve votada em Assembleia Estadual neste dia 31 de agosto do corrente, a Assembleia Regional em Juiz de Fora terá importância ainda maior que as anteriores. O Governo Anastasia/Gazolla começa a sugerir uma negociação a partir do PSPN e não sobre o Subsídio. A proposta é ainda rebaixada pois insere leitura da proporcionalidade à referida lei.
A Subsede Juiz de Fora já havia alertado para essa possibilidade, pois via falta de objetividade na redação da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Isso seria utilizado por administradores públicos avessos aos interesses dos trabalhadores (as) afirmávamos à época.
Agora, mais uma vez, aguardamos o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal e sua resposta ao recurso que 5 Governadores - inclusive Tarso Genro do PT - arguiram inconstitucionalidade da lei em questão. O STF terá, aproximadamente, 20 dias (iniciados dia 24/08, quando da publicação do acórdão) para explicitar como deve ser a aplicação da Lei do Piso em Estados e Municípios.
Esperamos que a decisão seja pela integralidade do valor do Piso de R$ 1.597,87 a ser aplicado imediatamente, para a formação em ensino médio. Não queremos a proporcionalidade e sim a integralidade deste valor!
Por isso e por outras coisas, convocamos os trabalhadores e trabalhadoras da educação de Juiz de Fora e região a comparecerem hoje, dia 01º de setembro, à Assembleia Regional na qual avaliaremos e deliberaremos o nosso movimento. Participe!
Até o momento, a nossa proposta de pauta é a seguinte:
1 - Informes Gerais;
2 - Informes da Assembleia Estadual;
3 - Avaliação do Movimento;
4 - Apresentação de propostas;
5 - Deliberações.
ASSEMBLEIA REGIONAL EM JUIZ DE FORA
Salão da Escola Normal
Dia 01º de setembro - 16 horas.
TARSO GENRO É O BOLA MURCHA DO DIA.
O governador Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, também se nega pagar o piso salarial ao magistério, mesmo contrariando determinação do Supremo Tribunal Federal. Ele é um dos Governadores que entraram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
Tarso, aliás, prometera o pagamento do piso aos professores quando da campanha eleitoral, mas mudou radicalmente de decisão quando assumiu o governo gaúcho. "Se pagar o piso, levarei o estado à quebradeira”.
Outra contradição é que o governador gaúcho já foi ministro da Educação e considerado “um dos pais” da lei do piso salarial no País. Contra a incoerência, pílulas de conhecimento.
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