No período de 17 a 26/08 acontecerá a Jornada Nacional de Lutas realizada por dezenas de entidades de trabalhadores, estudantes e movimentos sociais como a CSP Conlutas, a Intersindical, o Andes, o MST entre outros.
Há uma greve crise econômica acontecendo nos Estados Unidos e Europa que atingirá todos os países do mundo.Como sempre acontece nas crises que os capitalistas criam, os governos correm para salvar os interesses da burguesia. Foi assim em 2008 com trilhões para os banqueiros nos EUA e bilhões no Brasil e já começou a ser assim nessa nova crise. Dilma, no início do ano fez um corte de 50 bilhões (3 bilhões só da educação) nos gastos com políticas públicas do orçamento desse ano, enquanto assegura ajuda a grandes empresas através de isenções fiscais (como isenção do pagamento patronal da contribuição previdenciária) e garante todas os gastos com obras da copa do mundo e olimpíada que beneficia muito mais as empreiteiras, a FIFA, o Ricardo Teixeira, as empresas patrocinadoras, do que a população.
Nessa última década o governo federal propagandeou aos quatro ventos que o país viveu um grande crescimento econômico, as empresas publicaram recordes de produção, os bancos lucraram como nunca, e os trabalhadores, que produziram toda essa riqueza se perguntam: e a nossa parte? Fizemos crescer o bolo, e a nossa fatia?
É por isso que temos assistido o crescimento das lutas dos trabalhadores em todo o país. Ás mobilizações generalizadas da educação em todas as regiões somam-se greves do setor metalúrgico, da construção civil, na mineração, dos servidores municipais, estaduais, policiais civis, bombeiros etc. No campo segue a luta pela reforma agrária, pela defesa do meio ambiente e contra o agronegócio.
É nesse contexto que a JORNADA NACIONAL DE LUTAS se coloca. Vamos exigir dos governos que invistam o dinheiro público exclusivamente em educação, saúde e transporte públicos ; em moradias populares; na reforma agrária e em outras áreas sociais. Vamos também exigir que as ações do governo para conter a crise econômica sejam para a proteção dos trabalhadores e não para os banqueiros.
Em Juiz de Fora será realizada uma manifestação dia 18 e no dia 24 haverá uma marcha à Brasilia.Vamos todos participar da Jornada de Lutas.
MANIFESTAÇÃO EM JUIZ DE FORA DIA 18/08 - 17h NO CALÇADÃO
MARCHA À BRASILIA DIA 24/08 - Ônibus de Juiz de Fora (ligue para o sind-ute: 32164963)
10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO JÁ
NENHUM DIREITO A MENOS
sábado, 13 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A GREVE CRESCE EM JUIZ DE FORA
A estratégia adotada pelo Comando de Greve de visitar escolas para convocar nossos colegas do ensino médio para a greve está dando certo. Em todas as escolas já visitadas vários professores aderiram ao movimento, expressando em atitude, a indignação causada pelo ataque de Anastasia e Gazzola ao nosso direito de greve, através de contratação de substitutos.
Essa é a melhor resposta que damos a esse ato absurdo do Governo de Minas. Se todos os professores do ensino médio entrarem em greve derrubaremos a resolução 1.095 porque o governo não terá como contratar substitutos para tanta gente. Vamos aguardar a resposta jurídica, mas a resposta política já está sendo dada: não abriremos mão de nosso direito de greve!
As visitas continuarão sendo feitas e vamos também barrar as designações. Solicitamos aos colegas que informem quando for acontecer a contratação em sua escola. Nossos telefones são: 3216-4963 ou plantão 8883-4963.
Todas as tardes estaremos no calçadão às 16h para coleta de assinaturas do abaixo assinado em defesa da Educação Pública. Passem por lá pra dar uma força.
ALUNOS DA REDE ESTADUAL APOIAM OS EDUCADORES EM GREVE.
Durante Assembleia Regional realizada dia 10 de agosto, na Escola Normal, alguns alunos da Rede Estadual manifestaram apoio à luta dos educadores e educadoras. Elias e Sara disseram que os estudantes realizarão uma manifestação na próxima terça-feira, dia 16 de agosto, às 10 h, no centro de Juiz de Fora. Conforme Sara, "os alunos apoiam os educadores e queremos que o governador pare de falar mentiras na TV. Nós vivemos o dia a dia da escola e sabemos como é a realidade." Segundo Elias, "o Governador Anastasia devia ter vergonha de como trata a educação pública no Estado. Estamos prejudicados para realizar o ENEN, mas não é pela greve dos educadores e sim pelo descaso do governo. Ele (o governo) limita em nove o número de disciplinas para o terceiro ano do ensino médio. Algumas disciplinas que caem no ENEN, não são oferecidas aos alunos." Segundo Vitória Melo, diretora da Subsede Juiz de Fora do Sind-UTE, "a nossa greve cada vez mais recebe apoios da população. Estudantes, pais de alunos, trabalhadores e trabalhadoras da educação que não estavam em greve, diversas categorias também têm manifestado apoio à luta dos educadores e educadoras mineiros. Vamos mostrar a todo Governo Fora da Lei a nossa força e exigir o cumprimento da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) e o respeito à educação pública."
wml
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A GREVE CONTINUA!
A Assembleia Regional e o Comando Local de Greve realizados hoje deliberaram pela intensificação da greve em Juiz de Fora e na região. Vamos visitar as escolas nos turnos que têm ensino médio e convencer nossos colegas da necessidade de aderirem à greve para esvaziar essa tentativa autoritária de Anastasia e Gazzola de contratar substitutos para os professores em greve dos 3ºs anos. Contamos também na Assembleia com um belíssimo apoio à nossa greve na presença de dois alunos do Polivalente de Teixeiras que estão organizando uma manifestação de estudantes, dia 16 de agosto, em defesa do nosso movimento.
Foram tomadas as seguintes deliberações:
- Intensificar as visitas às escola focando o ensino médio;
- Continuar com o abaixo assinado no calçadão todas as tardes, a partir das 16 h;
- Elaborar um manifesto com assinaturas de apoio das entidades de trabalhadores e dos movimentos sociais de Juiz de Fora;
- Solicitar apoio da Câmara de vereadores de Juiz de Fora;
- Realizar uma atividade musical para arrecadação de fundos e mantimentos para os grevistas;
- Realizar um ato com a presença da orquestra de música do Conservatório;
- Levar à próxima Assembleia Estadual a proposta de campanha de "queimação" da secretária Ana Lúcia Gazzola;
- Participar da manifestação dos alunos no dia 16/08 próximo no Parque Halfeld;
- Panfletar a nossa greve na assembleia municipal dia 16;
- Participar do ato dia 18/08 em Juiz de Fora e da caravana à Brasilia no dia 24/08, como parte da jornada Nacional de Lutas realizada pela CSP Comlutas e outras entidades nacionais;
- Comparecer à designações para convencer nossos colegas a não fazerem o jogo do governo e a não participarem da designação.
O Comando de Greve convida a todos (as) para comparecerem às 16 h no calçadão e colaborarem na coleta de assinaturas do abaixo assinado.
EDUCADORES DO RIO DE JANEIRO DECIDEM PELA CONTINUIDADE DA GREVE.
Professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais do Rio de Janeiro decidiram em Assembleia nesta terça-feira, dia 9 de agosto, em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) continuar a greve, iniciada há mais de dois meses, no dia 7 de junho. A categoria decidiu realizar nova Assembleia Estadual na sexta-feira, dia 12, às 14h, ainda em local a ser marcado. Até lá, os profissionais da educação continuarão em vigília na Alerj, acompanhando as negociações que estão ocorrendo no Legislativo Estadual em torno das propostas enviadas pelo governador Sérgio Cabral. A categoria quer sensibilizar os deputados a incluírem emendas nos dois projetos de lei que melhorem o índice de reajuste proposto pelo governo (3,5%) e garanta a incorporação imediata da totalidade das gratificações do Programa Nova Escola.
Hoje, o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, disse à direção do sindicato que só votará as propostas a partir de um acordo no Colégio de Líderes da casa. Está prevista para hoje uma reunião para tentar fechar este acordo. Durante toda a semana passada, a direção do Sepe visitou os gabinetes de deputados, tanto da bancada governista como da oposição, que se mostraram favoráveis à inclusão de emendas que aproximem a proposta do governo com as reivindicações da categoria. Uma Comissão do Sepe também se reuniu ontem com a Comissão de Educação da Alerj para denunciar as ameaças que os profissionais grevistas têm recebido nos colégios, como a contratação de professores temporários no lugar dos grevistas.
O Sepe já alertou o governo que não aceitará tais medidas por entender que a greve é um direito dos servidores. Para o sindicato, é inadmissível que a Seeduc promova retaliações justamente num momento de negociação com o governo e com os próprios deputados.
wml
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